Durante a gestação, é indispensável manter um acompanhamento com um especialista em obstetrícia para realizar o seguimento pré-natal de forma adequada, diagnosticando e tratando possíveis complicações que possam surgir ao longo da gravidez.
Os processos hipertensivos da gravidez são a maior causa de morte materna no Brasil, correspondendo a cerca de 35% dos casos. Seu surgimento é mais comum após a segunda metade da gestação.
O aumento da pressão arterial durante o período gestacional, infelizmente, é uma complicação bastante prevalente em nossa população, acometendo entre 5 a 7% das mulheres grávidas no Brasil.
Os principais fatores de risco para o surgimento da hipertensão na gravidez são: primeira gestação, diabetes mellitus, gravidez múltipla, obesidade, histórico familiar de hipertensão, doenças renais crônicas ou longo intervalo entre os partos.
Entenda um pouco mais sobre os riscos que a hipertensão durante a gravidez pode trazer tanto para a mãe quanto para o bebê.
Índice
Quais são os principais riscos da doença hipertensiva da gravidez?
A hipertensão na gravidez pode apresentar uma piora progressiva ao longo do tempo, caso não seja tratada adequadamente, podendo causar danos a diversos órgãos maternos, tais como rins e fígado.
Por isso, toda gestante com hipertensão deve sempre coletar exames rotineiros de função renal e hepática para checar se há lesão em algum desses órgãos (exames de comprometimento sistêmico).
O dano a esses órgãos pode ser permanente e promover diversas complicações clínicas, colocando em risco a vida da gestante.
Além disso, a hipertensão pode promover uma redução do fluxo sanguíneo placentário, gerando um risco aumentado de restrição de crescimento fetal e, até mesmo, sofrimento fetal e óbito.
Vale lembrar que a doença hipertensiva da gestação pode ser classificada de diversas formas, a depender da severidade do caso.
A pré-eclampsia, por exemplo, consiste em um problema causado pelo aumento da pressão arterial, acompanhado pela perda de proteínas na urina.
É um processo hipertensivo mais grave do que a própria hipertensão arterial gestacional (forma de hipertensão em que não há perda de proteínas na urina).
Ela acomete as gestantes, principalmente, a partir da 20ª semana de gravidez. Caso não seja tratada, a pré-eclâmpsia pode evoluir com uma piora, gerando um risco aumentado de desenvolvimento de eclampsia (hipertensão com surgimento de convulsões) ou síndrome HELLP (hipertensão que evolui com consumo excessivo de plaquetas e disfunção hepática grave).
Como a doença hipertensiva da gravidez é tratada?
Na maioria dos casos, quando o obstetra identifica a alteração na pressão arterial da gestante (durante a própria consulta de pré-natal), ele pode recomendar a ingestão de alguns medicamentos para o controle da hipertensão.
Contudo, quando apenas a ação dos remédios não é suficiente para controlar a pressão da paciente e outras complicações aparecem, tais como o sofrimento fetal ou a restrição de crescimento intrauterina, a melhor forma de prevenir complicações se dá por meio da realização de um parto prematuramente induzido.
É claro que cada caso deve ser analisado de forma individualizada, sendo fundamental a avaliação de um especialista.
Muitas vezes, alguns médicos acabam optando pela internação da paciente para controle da hipertensão e para administrar medicações que promovem um amadurecimento pulmonar do bebê de forma mais precoce.
Por isso, é fundamental realizar o acompanhamento pré-natal de forma adequada, seguindo as orientações dos obstetras. Caso seja diagnosticada alguma alteração na pressão arterial, o problema deverá ser tratado rapidamente, da maneira ideal, evitando complicações para o bom desenvolvimento gestacional.