Conheça as questões que podem levar ao insucesso do tratamento e como superá-las
A mini-FIV é uma alternativa à Fertilização in Vitro convencional que utiliza protocolos de estimulação ovariana mais leves, porém apresenta limitações que podem levar a falhas no tratamento.
Compreender essas limitações é fundamental para a correta indicação do método e para a definição de ajustes após uma tentativa sem sucesso. Por isso, a avaliação individualizada em uma clínica de reprodução humana é essencial para definir a melhor abordagem em cada caso
O texto a seguir detalha as diferenças entre os tratamentos, possíveis causas de falhas na mini-FIV e como proceder nesses casos.
Índice
Diferença entre a mini-FIV e a FIV convencional
A principal diferença entre os métodos é em relação aos medicamentos. Na FIV tradicional, são administrados medicamentos injetáveis em altas doses, durante cerca de dez dias, para que mais óvulos cresçam e amadureçam de uma só vez.
Na mini-FIV, as mulheres também tomam medicamentos por cerca de dez dias, mas a maioria dos medicamentos é oral e de baixa dosagem, com algumas injeções esporádicas, de modo que apenas alguns óvulos se desenvolvem e amadurecem. O resultado é um número menor de óvulos coletados.
Na FIV clássica, geralmente são coletados de sete a quinze óvulos, dos quais apenas cinco a sete (dependendo da idade da mulher) são de boa qualidade. Já a mini-FIV é projetada para coletar de um a três óvulos, mas com a capacidade de criar embriões de alta qualidade
No entanto, isso pode aumentar as chances de falhas na mini-FIV, pois o único embrião gerado pode não ser apropriado para o sucesso da implantação e sua fixação no endométrio.
Perfil de pacientes com maior risco de falha na mini-FIV
Em geral, as falhas na mini-FIV ocorrem em pacientes:
- Com baixa reserva ovariana ou reserva ovariana diminuída, ou seja, mulheres com poucos óvulos. Quando a reserva está extremamente reduzida, as pacientes não respondem a baixas doses de medicamentos. Para obter uma resposta, são necessárias doses elevadas.
- Com mais de 40 anos (devido à baixa reserva ovariana).
- Que se submeteram a um tratamento de FIV convencional, no qual muitos óvulos foram coletados, mas o resultado do tratamento foi negativo.
Relação entre baixa resposta ovariana e falhas na mini-FIV
A baixa resposta ovariana é um dos principais motivos que levam a falhas na mini-FIV. Como o protocolo já prevê a obtenção de poucos óvulos, qualquer resposta abaixo do esperado pode levar ao cancelamento do ciclo por ausência de folículos viáveis. Além disso, quando há necessidade de obter mais embriões para aumentar as chances, a mini-FIV se torna limitada, favorecendo as falhas na mini-FIV.
Qualidade dos óvulos e impacto nos resultados da mini-FIV
A mini-FIV não se concentra na quantidade de óvulos, mas sim na qualidade dos poucos óvulos que serão produzidos após o ciclo de estimulação. A desvantagem é que, se o único ou poucos embriões gerados não forem viáveis, pode haver falhas na mini-FIV no momento da transferência embrionária.
Quando a mini-FIV não é a estratégia mais indicada?
Em alguns casos, a mini-FIV pode não ser a estratégia mais adequada, como quando há necessidade de realizar testes genéticos nos embriões, já que esses exames exigem um número maior de embriões para análise e probabilidade de obtenção de um embrião cromossomicamente saudável.
Além disso, a técnica deixa de ser uma opção quando há necessidade de maximizar as chances em um único ciclo, como em pacientes com idade avançada, devido à baixa quantidade de óvulos maduros que são produzidos.
Possíveis ajustes após uma falha na mini-FIV
Após falhas na mini-FIV, o primeiro passo é reavaliar todo o plano de tratamento, sendo necessário, muitas vezes, realizar ajustes como mudanças no protocolo de estimulação, associação de novos medicamentos, investigação de fatores uterinos ou genéticos e, em muitos casos, a migração para a FIV convencional. Essas estratégias visam reduzir novas falhas na mini-FIV e aumentar as chances de obter uma gravidez saudável.
Fontes:
Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva
