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ultrassom transvaginal

O ultrassom transvaginal é um dos exames mais comumente solicitados por médicos ginecologistas e obstetras e permite uma análise minuciosa dos órgãos internos do sistema reprodutor feminino, tais como o útero e os ovários.

Também chamado de ultrassom endovaginal, o exame é considerado como sendo não invasivo, visto que emite ondas sonoras (e não radiação) para gerar as imagens que serão avaliadas pelo especialista em ginecologia.

Por ser realizado pela via endovaginal, o ultrassom transvaginal permite analisar as estruturas genitais internas de forma mais precisa quando comparado ao ultrassom pélvico por via abdominal.

Como o ultrassom transvaginal é realizado?

Esse procedimento é realizado em clínicas de imagem diagnóstica ou até mesmo em algumas clínicas de ginecologia.

Durante o exame, a paciente permanece deitada em posição ginecológica e o especialista introduz um transdutor no canal vaginal para coletar as imagens.

O transdutor, que é protegido e envolto por um preservativo que contém gel lubrificante antes de ser inserido no interior do canal vaginal, emite ondas sonoras de alta frequência que refletem nos órgãos que compõem o sistema reprodutor feminino e exibe as imagens formadas no monitor.

Em alguns casos, o especialista que realiza o exame pode vir a utilizar um método auxiliar especial, denominado histerossonografia ou infusão salina sonográfica, para uma avaliação mais detalhada do local a ser analisado.

Durante esse procedimento, é injetada uma solução fisiológica que auxilia na visualização minuciosa do interior da cavidade uterina, permitindo um melhor diagnóstico de pólipos uterinos ou miomas. Segue descrito abaixo o passo-a-passo da histerossonografia:

  1. Inserção de um espéculo para abertura do canal vaginal da paciente;
  2. Higienização do colo uterino da paciente por meio de líquido antisséptico apropriado;
  3. Introdução de um cateter até o fundo do útero;
  4. Injeção de solução fisiológica estéril pelo cateter;
  5. Remoção do espéculo;
  6. Introdução do transdutor encapado com preservativo.

O ultrassom transvaginal não é um exame doloroso, porém algumas pacientes podem apresentar certos desconfortos devido à pressão causada pela inserção do transdutor no canal vaginal ou do cateter, para os casos em que é realizada a histerossonografia.

ginecologistas explicam ultrassom transvaginal

Quais são as principais indicações do ultrassom transvaginal?

O ultrassom transvaginal é comumente solicitado pelo médico ginecologista obstetra para diagnosticar determinadas doenças que acometem a região pélvica feminina, como por exemplo:

  • Achados anormais identificados no exame físico, como aumento do volume do útero ou alteração na palpação dos ovários;
  • Sangramento vaginal anormal;
  • Irregularidade do ciclo menstrual;
  • Suspeita de gestação ectópica;
  • Dor pélvica crônica;
  • Cistos ovarianos;
  • Miomas uterinos;
  • Adenomiose;
  • Endometriose;
  • Infertilidade feminina.

Além disso, o ultrassom transvaginal é um dos exames que fazem parte do acompanhamento pré-natal. Ele é realizado no início da gestação com o objetivo de determinar se a gravidez está evoluindo de forma tópica (no interior da cavidade uterina), para datação da gravidez e para avaliar o número de embriões.

Esse exame também pode avaliar o tamanho do colo uterino e identificar possíveis descolamentos da placenta, principalmente em casos de sangramento vaginal no início da gestação.

Existem contraindicações ao ultrassom transvaginal?

Como o exame é feito por meio da introdução de um transdutor pelo canal vaginal, a ultrassonografia transvaginal não é solicitada por especialistas em ginecologia e obstetrícia às pacientes que ainda não iniciaram a vida sexual.

Vale lembrar que o ultrassom endovaginal não emite radiações e, por isso, não representa nenhum risco à saúde da paciente ou, em casos de gestação, ao bebê, não havendo contraindicações para ser realizado no período da gravidez.

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