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ICSI (Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoides)

- Publicado em: 05/12/2025
- Por: Dr. Bruno Bedoschi - CRM/SP 133748
- 7 min. de leitura
A ICSI é uma técnica avançada de Reprodução Assistida que auxilia casais com dificuldades para engravidar, especialmente em casos de infertilidade masculina
A infertilidade é um desafio que atinge milhões de casais em todo o mundo, mas os avanços da Medicina Reprodutiva têm proporcionado alternativas eficazes para realizar o sonho da maternidade e paternidade. Entre elas, a ICSI (Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoides) tem ganhado destaque como uma das técnicas mais precisas e inovadoras.
A ICSI é considerada um marco na Reprodução Assistida porque permite a fecundação mesmo em casos graves de infertilidade. Essa técnica trouxe novas perspectivas para casais que antes tinham poucas opções de tratamento, oferecendo resultados consistentes e aumentando as chances de obtenção da gravidez.
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O que é ICSI (Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoides)?
A ICSI (Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoides) é uma técnica complementar da FIV (Fertilização in Vitro) , utilizada em situações específicas para aumentar as chances de fecundação. Diferentemente da FIV convencional, em que o óvulo é colocado em contato com milhares de espermatozoides para que a fecundação ocorra de forma espontânea, na ICSI são selecionados os espermatozoides mais viáveis — que são, posteriormente, injetados diretamente dentro do óvulo.
Esse procedimento exige equipamentos de alta precisão e conhecimento especializado, sendo considerado um dos maiores avanços na área da Reprodução Assistida.

Quando a ICSI é indicada?
A ICSI pode ser recomendada em diferentes situações de infertilidade, tanto masculina quanto feminina, ou em casos em que tratamentos anteriores não obtiveram sucesso. Essa técnica é especialmente indicada quando existe dificuldade na fecundação espontânea dos óvulos, mesmo após a coleta adequada.
Entre os principais contextos nos quais a ICSI é recomendada, estão:
Causas de infertilidade masculina
A ICSI é especialmente indicada em casos de infertilidade masculina, quando a qualidade ou a quantidade de espermatozoides está comprometida. Entre as principais causas do quadro estão a baixa contagem de espermatozoides (oligozoospermia), a baixa motilidade deles (astenozoospermia), alterações na sua morfologia (teratozoospermia) ou até mesmo a ausência de espermatozoides no sêmen, situação conhecida como azoospermia — nestes casos, o espermatozoide é obtido diretamente do testículo, por meio de biópsia ou punção testicular. Nessas condições, a fecundação espontânea ou até mesmo a FIV convencional se tornam muito mais difíceis.
Com a ICSI, mesmo quando o homem apresenta um número bastante reduzido de espermatozoides, é possível obter gametas viáveis e injetá-los diretamente no óvulo. Os casos de azoospermia obstrutiva — quando há produção, mas os espermatozoides não conseguem ser ejaculados — também podem ser tratados com ICSI, mediante técnicas de coleta diretamente dos testículos ou dos epidídimos.
Situações de infertilidade feminina
Embora mais utilizada para casos masculinos, a ICSI também pode ser indicada em determinadas situações de infertilidade feminina. Mulheres com baixa reserva ovariana ou idade avançada podem se beneficiar, já que a técnica aumenta a precisão no aproveitamento de óvulos disponíveis.
Outro contexto é quando já houve tentativas anteriores de Fertilização in Vitro, mas sem sucesso. Nestes casos, a ICSI oferece mais controle sobre a fecundação e pode aumentar as chances do desenvolvimento embrionário.
Outras indicações médicas
A ICSI também pode ser indicada quando há necessidade de utilizar óvulos previamente congelados, espermatozoides com algum comprometimento ou quando há fatores imunológicos que dificultam a fecundação. Além disso, ela é empregada em casos de fertilização com esperma obtido por biópsia testicular.
Em situações de Reprodução Assistida com doação de gametas (óvulos ou espermatozoides), a ICSI pode ser recomendada para garantir maior eficiência na fecundação, principalmente quando há histórico de falhas em tratamentos anteriores.
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Como funciona a ICSI: passo a passo do tratamento
O tratamento com ICSI segue etapas semelhantes às da FIV, mas com diferenças no momento da fecundação. O processo envolve estimulação ovariana, coleta de óvulos e de espermatozoides, seleção e injeção do espermatozoide, além da transferência embrionária.
Cada uma dessas etapas exige acompanhamento especializado, exames regulares e tecnologia laboratorial de ponta para que o tratamento ofereça as melhores condições de sucesso.
Estimulação ovariana
Nesta etapa inicial da ICSI, a paciente recebe medicamentos hormonais para estimular seus ovários a produzirem múltiplos óvulos. Isso aumenta as chances de obter embriões viáveis, já que nem todos os óvulos respondem da mesma forma ao processo de fecundação.
Durante essa fase, a paciente passa por ultrassonografias e exames hormonais frequentes, que permitem ao especialista ajustar a dosagem dos medicamentos e monitorar o crescimento dos folículos.
Coleta dos óvulos
Quando os folículos atingem o tamanho adequado, é realizada a punção ovariana para coletar os óvulos. O procedimento é feito em ambiente ambulatorial, com sedação e rápida recuperação. Os óvulos coletados são imediatamente encaminhados ao laboratório, onde passam por avaliação criteriosa antes de serem utilizados na ICSI.
Coleta e seleção dos espermatozoides
No mesmo dia da punção ovariana, o parceiro fornece uma amostra de sêmen. Caso não haja espermatozoides no ejaculado, é possível recorrer a técnicas cirúrgicas de coleta (como biópsia testicular, por exemplo). Após a coleta, os espermatozoides são preparados em laboratório e selecionados com base em critérios de qualidade, já que apenas os mais viáveis serão utilizados na ICSI.
Fecundação em laboratório
É na etapa da fecundação que a ICSI se diferencia da FIV convencional. Com auxílio de microscopia avançada, o embriologista injeta o espermatozoide mais viável diretamente no interior do óvulo maduro. Dessa forma, é dispensada a necessidade de o espermatozoide atravessar espontaneamente as barreiras externas do óvulo, aumentando a chance de formação do embrião em situações de baixa motilidade ou alteração nas estruturas dos gametas.
Transferência embrionária
A etapa final da ICSI é a transferência do embrião ao interior do útero materno. O procedimento é simples, indolor e não requer anestesia. O embrião é colocado no útero cuidadosamente por meio de um cateter, em um processo semelhante ao exame ginecológico.
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Qual é a diferença entre a FIV e a ICSI?
A diferença entre a FIV e a ICSI está na forma como ocorre a fecundação. Na FIV tradicional, o óvulo é colocado em contato com milhares de espermatozoides para que a fecundação aconteça de forma espontânea em laboratório. Na ICSI, um único espermatozoide é injetado diretamente dentro do óvulo.
Na prática, a FIV depende da capacidade do espermatozoide de penetrar o óvulo, enquanto a ICSI supera essa barreira, sendo indicada principalmente em casos de infertilidade masculina grave.
Quais são as chances de sucesso da ICSI?
As chances de sucesso da ICSI são semelhantes ou até superiores às da FIV tradicional e variam conforme fatores individuais. Em média, a taxa é de cerca de 40% a 50% em mulheres com menos de 35 anos, caindo para aproximadamente 15% a 20% após os 40 anos, principalmente em razão da qualidade dos óvulos e de condições clínicas do casal.
Fatores que influenciam os resultados
A idade da mulher é um dos fatores mais relevantes, já que a qualidade dos óvulos tende a diminuir com os anos. Além disso, doenças como endometriose, alterações uterinas ou problemas genéticos podem impactar os resultados da ICSI.
No que diz respeito aos fatores masculinos, a qualidade do sêmen e a presença de alterações graves também podem influenciar o desenvolvimento embrionário e a taxa de sucesso da técnica.
Qual é o preço da ICSI no Brasil?
O custo da ICSI no Brasil varia conforme a região e o caso clínico, ficando, em média, entre R$ 15.000 e R$ 30.000 por ciclo, podendo haver variações dependendo dos medicamentos, exames adicionais e protocolos adotados.
É importante destacar que esse investimento não é padronizado: cada caso demanda um plano personalizado. Por isso, a avaliação com um especialista em Reprodução Humana é fundamental para definir o tratamento adequado e compreender quais etapas estarão incluídas.
Ser acompanhado por uma equipe especializada em Reprodução Humana, com elevada experiência clínica e foco no atendimento cuidadoso e individualizado, faz toda a diferença no processo de fertilização. Esse suporte personalizado aumenta as chances de sucesso e torna o processo mais seguro e tranquilo, reforçando que o valor investido está diretamente ligado ao cuidado e à excelência do tratamento.
Fontes: