A transferência do embrião para o interior do útero é uma etapa muito aguardada. Saiba como o momento ideal é definido.
A futura mamãe aguarda com expectativa cada etapa do tratamento de Fertilização in Vitro; porém, a transferência de embrião costuma ser um dos momentos mais emocionantes e decisivos. Essa fase ocorre após a fecundação do óvulo com o espermatozoide em laboratório e é quando o embrião, já formado, é inserido no interior do útero da paciente para que possa se implantar e iniciar a gestação.
O melhor momento para realizar a transferência de embrião é definido a partir de critérios específicos avaliados pelo médico especialista. A decisão leva em consideração a qualidade embrionária, o número de células e o desenvolvimento do embrião, além da resposta do endométrio ao preparo hormonal. Por isso, é comum surgirem dúvidas entre realizar a transferência no terceiro dia de desenvolvimento (D3) ou no estágio de blastocisto (D5 a D7)
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Índice
Como acontece a transferência de embriões na Fertilização in Vitro?
A FIV é um procedimento indicado para diversos casos de infertilidade e segue uma sequência de etapas cuidadosamente planejadas. O objetivo é aumentar as chances de sucesso, otimizando cada fase do processo, desde a estimulação até a transferência de embrião, e a definição do momento exato da transferência depende do desenvolvimento embrionário observado diariamente em laboratório.
As etapas da FIV são fundamentais para que o corpo da mulher esteja preparado e os embriões estejam em condições ideais de desenvolvimento.
Estimulação ovariana
É realizada por meio do uso de medicamentos hormonais que estimulam os ovários a produzirem mais folículos do que em um ciclo natural. Isso permite coletar um maior número de óvulos maduros, aumentando as chances de fecundação e de formação de embriões viáveis para transferência.
Monitoramento do ciclo
Durante o tratamento, a paciente realiza exames de sangue e ultrassonografias para acompanhar a resposta ovariana e definir o momento mais adequado para a coleta dos óvulos. Esse monitoramento é essencial para o sucesso da etapa seguinte.
Coleta de óvulos
Os óvulos são retirados dos folículos por meio de um procedimento seguro e rápido, com sedação leve. Após a coleta, os óvulos são levados ao laboratório para serem fecundados com os espermatozoides, dando início à formação dos embriões.
Qual é a melhor técnica de transferência de embriões: D3 ou D5?
A transferência de embrião pode ser realizada no terceiro (D3) ou no quinto dia (D5) de desenvolvimento embrionário. A decisão depende de fatores como a quantidade e a qualidade dos embriões, a idade da paciente e o histórico de tentativas anteriores. Entender as diferenças entre esses dois momentos ajuda a esclarecer qual abordagem pode ser mais indicada para cada caso.
A transferência de embrião em D3 ocorre quando o embrião está em estágio de clivagem, com cerca de 6 a 8 células. Já em D5, o embrião atinge o estágio de blastocisto, mais avançado, com centenas de células e uma maior capacidade de implantação. Ambas as abordagens são eficazes, mas a escolha depende da avaliação individual feita pelo médico.
Embriões em D3 (clivagem)
Os embriões em D3 ainda estão em fase de divisão celular e não atingiram a diferenciação entre trofectoderma e massa celular interna. A transferência de embrião nessa fase é feita quando há receio de que os embriões não resistam ao cultivo até o D5 ou quando há poucos embriões disponíveis. É uma estratégia que busca evitar a perda de embriões em laboratório, aproveitando o ambiente uterino mais cedo.
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Embriões em D5 (blastocisto)
Os blastocistos possuem um maior grau de desenvolvimento, com estrutura celular mais definida e melhores taxas de implantação. A transferência de embrião em D5 permite uma seleção mais apurada dos embriões com maior potencial, sendo frequentemente recomendada em casos com muitos embriões viáveis. Além disso, esse estágio favorece a sincronia entre o embrião e o endométrio.
Consulte um especialista em Fertilização in Vitro
A decisão sobre quando realizar a transferência de embrião deve ser tomada com base em uma avaliação criteriosa do especialista em Reprodução Assistida,preferencialmente em uma clínica de reprodução assistida. Cada organismo responde de forma única ao tratamento e, por isso, o acompanhamento médico é essencial para ajustar o protocolo às necessidades de cada paciente. Fatores como idade, reserva ovariana, histórico de tentativas e exames complementares devem ser considerados para personalizar a estratégia e melhorar os resultados.
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Fontes:
Conselho Federal de Medicina (CFM)
Clínica BedMed
