A análise da qualidade de um embrião no D5 pode ajudar a reduzir falhas, evitar perdas gestacionais e selecionar embriões com maior chance de implantação.

A análise da qualidade de um embrião no D5 é um momento determinante na Fertilização in Vitro (FIV). Após a coleta e a fertilização, os embriologistas mantêm os embriões em cultivo até o 5º dia de desenvolvimento (D5), quando atingem o estágio de blastocisto. Essa avaliação torna possível evitar transferir embriões inviáveis ou com risco elevado de abortamento, trazendo mais segurança e eficiência ao tratamento da Reprodução Assistida.

A escolha de blastocistos viáveis amplia as chances de implantação e gestação, reduzindo o número de ciclos necessários. Por isso, certificar a qualidade de um embrião no D5 é essencial para manter as altas taxas de sucesso da FIV.

Critérios de classificação em D5

A formação de um embrião começa com a união do óvulo e do espermatozoide em laboratório. Esse zigoto é cultivado em meios especiais, onde a sua evolução é observada de perto até o estágio de blastocisto.

Esse estágio representa um ponto avançado do desenvolvimento: ocorre entre o 5º ao 7º dia, quando o embrião contém centenas de células organizadas em uma cavidade com líquido (denominada de blastocele) que permite a avaliação da qualidade de um embrião no D5 com precisão.

Durante esse cultivo, o embriologista poderá acompanhar a divisão celular e a morfologia embrionária. No 5º dia, os embriões são classificados quanto à expansão, à massa celular interna (MCI) e ao trofectoderma (TE). Essa avaliação é padronizada para fornecer informações confiáveis sobre a viabilidade e o potencial de implantação, uma etapa essencial para a seleção do embrião ideal.

A escolha de realizar essa avaliação no D5 e não antes é fundamentada porque apenas alguns embriões conseguem evoluir até esse nível. Quanto mais completo o blastocisto, maior a sua probabilidade de implantação e menor a chance de ser inviável.

Sendo assim, a qualidade de um embrião no D5 é mensurada com base em critérios que refletem seu desenvolvimento, sua capacidade genética (no caso de embriões que são biopsiados no estágio de blastocisto) e seu potencial reprodutivo.

Grau de expansão

O nível de expansão indica o tamanho e o grau de abertura do blastocisto. Classifica-se em estágios que vão de 1 a 6, sendo que os completamente expandidos (graus 4 a 6) são considerados de alta qualidade. Esses são mais propensos a se implantarem no útero.

A expansão é observada por microscopia: embriões com blastocele grande e com zona pelúcida fina são um sinal positivo. Já blastocistos que não atingem esse grau precisam ser analisados cuidadosamente.

Massa celular interna (MCI)

A MCI corresponde às células que darão origem ao feto propriamente dito. Para avaliar a qualidade de um embrião no D5, os embriologistas classificam a MCI conforme a quantidade e o agrupamento celular: de A (compactas e numerosas) a C (poucas e dispersas).

Embriões com MCI A ou B apresentam melhores chances de gerar bebês saudáveis. Essa classificação reflete diretamente a viabilidade fetal. Embriões com nota C ainda podem ser utilizados, porém com menor chance de sucesso.

Trofectoderma (TE)

O TE é o conjunto de células que dará origem à placenta e às membranas embrionárias. Em blastocistos, a qualidade de um embrião no D5 também depende da integridade e da quantidade dessas células, classificadas de A (células numerosas e organizadas) a C (escassas e irregulares).

Um TE saudável (grau A) sugere que o embrião está bem preparado para a implantação. O grau C indica menor probabilidade de formação de placenta adequada, o que pode afetar o desenvolvimento da futura gestação.

Por que a classificação é importante?

A avaliação da qualidade de um embrião no D5 proporciona melhor sincronização entre embrião e útero, o que, por sua vez, reduz falhas de implantação e diminui o risco de abortamento.

Mais especificamente, os benefícios incluem:

  • Seleção de embriões com maior viabilidade;
  • Menor número de ciclos necessários;
  • Melhores taxas de gravidez por transferência.

 

Essa análise especializada deve ser acompanhada por um profissional da área de Reprodução Humana. Após avaliar a qualidade de um embrião no D5, a clínica de reprodução assistida pode orientar o casal sobre o melhor momento de transferência ou congelamento, reduzindo incertezas e otimizando as chances de sucesso.

 

Fontes:

Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida

Clínica BedMed