Relação entre problemas nas tubas uterinas e infertilidade

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Relação entre problemas nas tubas uterinas e infertilidade

As tubas uterinas são estruturas canaliculares fundamentais no processo de fecundação. Alterações em sua função estão diretamente ligadas à infertilidade.

As mulheres que sonham em alcançar a gravidez por métodos espontâneos precisam contar com um organismo saudável e em pleno funcionamento, tendo em vista que cada órgão, hormônio e glândula do corpo feminino desempenha um papel único neste processo.

Entre os órgãos essenciais para a fertilidade, as tubas uterinas possuem um papel central, já que é nelas que ocorre a fecundação. Qualquer alteração estrutural ou funcional nas tubas pode prejudicar a capacidade de engravidar, estabelecendo uma importante ligação entre problemas nas tubas uterinas e infertilidade.

Qual é o papel das tubas uterinas na reprodução?

As tubas uterinas, também conhecidas como trompas de Falópio, são dois canais que conectam os ovários ao útero. Durante o ciclo menstrual, as tubas são responsáveis pelo transporte do óvulo liberado pelo ovário até o interior do útero.

Além disso, é nas tubas uterinas que ocorre a fecundação, ou seja, o encontro do espermatozoide com o óvulo. Após a fecundação, o embrião em formação é transportado até o interior do útero, onde poderá se implantar e dar início à gravidez. A integridade estrutural e funcional das tubas é, portanto, indispensável para a fertilidade feminina.

Quais são os principais problemas nas tubas uterinas?

Diversos fatores podem comprometer o funcionamento das tubas uterinas, gerando obstáculos para a concepção e ocasionando a relação entre os problemas nas tubas uterinas e infertilidade.

Dentre os problemas mais comuns, podemos citar as obstruções tubárias, que podem ocorrer de forma parcial ou total. Elas podem ser causadas por infecções ou cirurgias prévias e impedem o transporte do óvulo ou do embrião.

A hidrossalpinge também é um problema nas tubas uterinas de grande prevalência. Caracterizada pelo acúmulo de líquido na tuba uterina, essa condição pode causar dilatação e dificultar tanto a fecundação quanto a implantação do embrião. Acredita-se que o líquido inflamatório produzido pela hidrossalpinge possa prejudicar a obtenção da gravidez por tornar o ambiente intrauterino menos favorável para a implantação embrionária.

Além disso, é necessário fazer um alerta em relação à endometriose. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 8 milhões de mulheres enfrentam a endometriose, doença em que o tecido endometrial atinge órgãos fora do útero, como as próprias trompas de Falópio, por exemplo. Nesses casos, os focos de endometriose podem provocar aderências e lesões nas tubas uterinas, comprometendo sua função.

Entre outros problemas nas tubas uterinas e infertilidade, podemos citar as infecções bacterianas (por exemplo, DIP), que, quando não tratadas, podem levar à formação de cicatrizes e aderências nas tubas, bem como intervenções cirúrgicas na região pélvica ou abdominopélvica, que podem causar danos às tubas uterinas.

Esses problemas podem ser silenciosos, dificultando a detecção precoce dessas alterações. Por isso, é fundamental a realização de exames regulares.

Relação entre problemas nas tubas uterinas e infertilidade

Os problemas nas tubas uterinas e infertilidade estão diretamente ligados, já que o funcionamento das trompas é fundamental durante o processo de concepção. Quando as tubas estão obstruídas ou com lesões, o encontro entre o óvulo e o espermatozoide não ocorre, comprometendo a fecundação.

Mesmo quando a obstrução é parcial, há chances de complicações, como a gravidez ectópica, que ocorre quando o embrião se implanta fora do útero, geralmente na tuba uterina. Isso não apenas impede a evolução da gestação, mas também pode colocar a vida da mulher em risco.

Como diagnosticar os problemas nas tubas uterinas?

Os problemas nas tubas uterinas e infertilidade muitas vezes não apresentam sintomas evidentes, dificultando o diagnóstico precoce. Por isso, mulheres que enfrentam dificuldades para engravidar devem buscar acompanhamento médico especializado. Os métodos de diagnóstico incluem:

  • Histerossalpingografia (HSG);
  • Histerossonossalpingografia (ultrassom transvaginal + uso de contraste);
  • Laparoscopia;
  • Histeroscopia.

Esses exames são essenciais para determinar com exatidão quais são os problemas nas tubas uterinas e infertilidade, a fim de obter o tratamento adequado.

Tratamentos para problemas nas tubas uterinas

O tratamento para problemas nas tubas uterinas depende da causa e da gravidade da condição.

Algumas mulheres podem ser submetidas a uma cirurgia reparadora, que busca corrigir obstruções ou aderências nas tubas.

Porém, a depender da gravidade da situação, o tratamento medicamentoso também pode ser recomendado, sobretudo para problemas nas tubas uterinas e infertilidade causados por infecções bacterianas, por exemplo. Os antibióticos podem tratar as infecções que possam estar prejudicando as tubas uterinas.

Em casos de hidrossalpinge, é fundamental realizar a salpingectomia (retirada cirúrgica da tuba uterina) antes de realizar qualquer tipo de tentativa de tratamento para obtenção da gravidez. Como mencionado anteriormente, o líquido inflamatório produzido pela hidrossalpinge prejudica a implantação embrionária e precisa ser resolvido antes de partir para outros tipos de tratamentos.

Para casos de problemas nas tubas uterinas e infertilidade mais complexos, a mulher também pode optar por tratamentos de reprodução assistida, como a Fertilização in Vitro (FIV). Quando as tubas estão gravemente comprometidas, a FIV é o tratamento mais indicado, já que o processo de fertilização ocorre em laboratório, não dependendo da função das trompas.

Com o acompanhamento adequado, muitas mulheres conseguem realizar o sonho da maternidade, mesmo enfrentando problemas tubários.

Fontes:

Ministério da Saúde

Manual MSD

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