Diversos fatores podem interferir no sucesso da Fertilização in Vitro, tais como qualidade dos gametas, alterações cromossômicas e fatores imunológicos

A Fertilização in Vitro (FIV) é um tratamento de Reprodução Humana de alta complexidade que apresenta elevadas taxas de sucesso, especialmente quando realizada em clínicas especializadas e com acompanhamento médico individualizado. Ainda assim, mesmo com todos os avanços tecnológicos e o cuidado em cada etapa do processo, nem sempre o resultado é o esperado na primeira tentativa.

Compreender por que a Fertilização in Vitro pode falhar é essencial para ajustar protocolos, identificar fatores que possam estar interferindo nos resultados e aumentar as chances de obter uma gestação. As causas de falhas são variadas e podem estar relacionadas à qualidade dos gametas, ao ambiente uterino ou a condições genéticas e imunológicas.

Principais causas de falha na Fertilização in Vitro

Entre as principais razões que explicam por que a Fertilização in Vitro pode falhar estão:

Baixa qualidade dos óvulos

A qualidade dos óvulos é um dos fatores mais determinantes para o sucesso da FIV. Óvulos com alterações estruturais ou cromossômicas tendem a gerar embriões com menor potencial de implantação. A idade da mulher é um ponto central nesse aspecto, já que, após os 35 anos, a reserva ovariana e a qualidade dos óvulos começam a diminuir de forma significativa.

Além da idade, fatores como tabagismo, estresse oxidativo e distúrbios hormonais também podem estar entre os motivos por que a Fertilização in Vitro pode falhar. A suplementação adequada e o acompanhamento médico especializado ajudam a minimizar esses impactos e a otimizar a resposta ovariana.

Baixa qualidade dos espermatozoides

Alterações na motilidade, morfologia ou concentração dos espermatozoides podem prejudicar a fecundação e o desenvolvimento embrionário, destacando-se também entre os fatores que explicam por que a Fertilização in Vitro pode falhar. Em alguns casos, mesmo com técnicas como a ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozoides), o material genético masculino pode apresentar falhas que afetam a qualidade dos embriões formados.

Doenças infecciosas, varicocele, exposição a toxinas e hábitos de vida pouco saudáveis também podem contribuir para esse quadro. Por isso, a avaliação andrológica é parte essencial do processo de diagnóstico e tratamento.

Alterações cromossômicas nos embriões

Mesmo quando óvulos e espermatozoides parecem saudáveis, podem ocorrer erros na divisão celular após a fecundação, resultando em embriões com aneuploidias (alterações cromossômicas). Esses embriões têm menor chance de implantação e maior risco de interrupção precoce da gestação.

O exame genético pré-implantacional (PGT) pode identificar essas alterações antes da transferência, ajudando a selecionar embriões com maior potencial de sucesso.

Falhas na implantação embrionária

A implantação é uma das etapas mais complexas e delicadas da FIV. Mesmo embriões saudáveis podem não se fixar ao endométrio se houver desequilíbrio hormonal, inflamação local ou alterações imunológicas. O momento da transferência embrionária também influencia o resultado — um descompasso entre o estágio do embrião e a receptividade endometrial pode impedir a nidação.

Problemas no endométrio

O endométrio é o tecido que reveste o interior do útero e precisa estar em condições ideais para receber o embrião. Espessura insuficiente, pólipos, miomas submucosos ou inflamações (como a endometrite crônica) podem dificultar a implantação e estar entre os motivos por que a Fertilização in Vitro pode falhar. Exames como a histeroscopia e a biópsia endometrial ajudam a identificar essas alterações e a orientar o tratamento mais adequado.

Fatores imunológicos e de coagulação

Distúrbios autoimunes ou de coagulação sanguínea podem interferir tanto na implantação quanto no desenvolvimento inicial do embrião. Condições como síndrome do anticorpo antifosfolípide (SAAF), trombofilias hereditárias e disfunções das células NK são exemplos de situações que podem exigir tratamento específico para garantir melhores resultados.

O que fazer após uma FIV que falhou?

Passar por um tratamento de Reprodução Assistida pode ser emocionalmente desafiador, e o resultado negativo inevitavelmente gera muita frustração no casal. No entanto, é importante compreender que a maioria dos casais precisa de mais de uma tentativa para alcançar a gestação desejada.

O primeiro passo após uma FIV que falhou é avaliar com a equipe médica todos os fatores envolvidos — desde a resposta aos medicamentos até os resultados dos exames laboratoriais e das etapas de fertilização e cultivo embrionário. Dessa forma, é possível entender por que a Fertilização in Vitro pode falhar e, dependendo do caso, realizar ajustes no protocolo.

O uso de suplementos antioxidantes, a modificação da dosagem hormonal ou a escolha de uma técnica complementar estão entre os ajustes que podem fazer a diferença no ciclo seguinte. O acompanhamento psicológico também é essencial para apoiar o casal nesse processo.

Como a BedMed investiga e ajusta cada etapa após uma falha de FIV?

Quando o tratamento não traz o resultado esperado, é importante entender por que a Fertilização in Vitro pode falhar antes de tentar novamente. Na Clínica BedMed, cada caso é analisado com profundidade — avaliando desde a resposta ovariana e a qualidade dos gametas até as condições uterinas e o perfil imunológico da paciente.

Para saber mais a respeito do trabalho realizado pelos especialistas da Clínica BedMed e tirar suas dúvidas sobre por que a Fertilização in Vitro pode falhar, entre em contato e agende uma consulta.

 

Fontes:

Associação Brasileira de Reprodução Assistida;

Clínica BedMed.