A qualidade do óvulo é um dos fatores fundamentais para obter uma gestação bem-sucedida. Veja mais sobre como preservar e melhorar o seu potencial reprodutivo.
Quando falamos sobre fertilidade feminina, um dos fatores mais decisivos para o sucesso de uma gestação, seja por métodos espontâneos, seja por técnicas de Reprodução Assistida, é a qualidade do óvulo. Essa célula reprodutiva feminina, também chamada de oócito, é responsável por carregar metade da carga genética que formará o futuro embrião, sendo fundamental para o processo de fecundação e para o desenvolvimento saudável do futuro bebê.
É comum que muitas mulheres, especialmente após os 30 anos, se perguntem como melhorar a qualidade do óvulo. Afinal, além da quantidade de óvulos disponíveis, sua integridade celular e seu potencial genético têm impacto direto nas chances de obter uma gravidez bem-sucedida. Algumas mudanças no estilo de vida da paciente e o acompanhamento médico adequado podem auxiliar nesse processo.
Índice
Importância da qualidade do óvulo para tratamentos de Reprodução Humana Assistida
Antes de sabermos como melhorar a qualidade do óvulo, é necessário entender que ele é a célula reprodutiva feminina produzida nos ovários.
As mulheres já nascem com um número fixo de óvulos que serão liberados no decorrer da vida até que alcancem a menopausa. Assim, a cada ciclo menstrual, um ou mais óvulos amadurecem dentro dos folículos ovarianos, sendo que, normalmente, apenas um é liberado no processo de ovulação, ocorrendo por volta da metade do ciclo.
A fecundação acontece quando o espermatozoide atravessa a zona pelúcida do óvulo e funde seu material genético ao dele. A partir daí, ocorre a formação do embrião — e esse processo pode acontecer de forma espontânea ou em laboratório, por meio de técnicas como a FIV. Por esse motivo é tão importante para algumas mulheres compreenderem como melhorar a qualidade do óvulo.
Nos tratamentos de Reprodução Assistida, a qualidade do óvulo é determinante para o sucesso da fertilização, implantação e desenvolvimento embrionário. Óvulos com alterações genéticas ou estruturais, ou com baixa competência citoplasmática podem produzir embriões inviáveis ou com risco elevado de falhas na sua implantação, assim como abortos espontâneos.
Sendo assim, como melhorar a qualidade do óvulo é relevante para mulheres que tentam engravidar espontaneamente e também para aquelas que procuram uma clínica especializada em reprodução humana e técnicas de Reprodução Assistida com óvulos frescos ou congelamento de óvulos.
Quais fatores influenciam a qualidade do óvulo?
A mulher nasce com um número limitado de óvulos (cerca de 1 a 2 milhões), e esse número diminui progressivamente ao longo da vida. Ao atingir a puberdade, restam cerca de 300 mil. Durante a vida reprodutiva, serão ovulados apenas 300 a 500 deles.
Diversos fatores podem afetar a qualidade dos óvulos ao longo do tempo e eles precisam ser reconhecidos quando pensamos em como melhorar a qualidade do óvulo. A idade da mulher é um dos mais relevantes: após os 35 anos, há uma queda acentuada na qualidade e na quantidade de óvulos.
Além disso, doenças autoimunes, diabetes, Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), tabagismo, estresse oxidativo, obesidade e exposição a toxinas ambientais estão entre os fatores que comprometem os óvulos.
Essas condições interferem diretamente na função ovariana e na regulação hormonal. A liberação adequada de hormônios como FSH, LH e estradiol é essencial para o recrutamento e maturação adequada dos óvulos. Quando o eixo hipotálamo-hipófise-ovário sofre alterações, o processo de ovulação e a qualidade do óvulo podem ser seriamente afetados.
Como é avaliada a qualidade do óvulo?
A avaliação da qualidade do óvulo é um dos primeiros passos em uma consulta com um médico especialista em Reprodução Humana para determinar como melhorar a qualidade do óvulo. Inicialmente, é feita a avaliação da reserva ovariana, que indica a quantidade aproximada de óvulos ainda disponíveis. Ela pode ser feita com base nos seguintes exames:
- Ultrassonografia transvaginal com contagem de folículos antrais;
- Dosagem de hormônio antimülleriano (AMH);
- FSH (hormônio folículo-estimulante);
- LH (hormônio luteinizante).
No entanto, avaliar a qualidade dos óvulos é um processo mais complexo. Não há um exame direto para medir esse aspecto, mas sua análise é realizada indiretamente a partir de características morfológicas e do desempenho do óvulo em procedimentos como a Fertilização in Vitro. Óvulos com boa aparência, citoplasma homogêneo e zona pelúcida regular tendem a ter melhor desempenho.
Em tratamentos como a FIV, a qualidade pode ser observada também durante o desenvolvimento embrionário. Técnicas como a biópsia embrionária e o PGT-A (teste genético pré-implantacional) permitem identificar alterações genéticas que podem estar relacionadas à baixa qualidade dos óvulos utilizados.
Aprenda a melhorar a qualidade do óvulo
Uma série de fatores está envolvida quando pensamos em como melhorar a qualidade do óvulo, desde hábitos de vida até o tratamento de condições médicas específicas. Embora a genética e o envelhecimento sejam inevitáveis, algumas estratégias podem ajudar a preservar ou até melhorar a função ovariana.
A alimentação equilibrada, rica em antioxidantes, vitaminas C, E, ácido fólico, ômega 3 e coenzima Q10, tem sido associada a uma melhor saúde reprodutiva. Evitar o estresse crônico, praticar atividades físicas moderadas, dormir bem e reduzir o consumo de álcool e tabaco também são atitudes que podem impactar positivamente a qualidade dos óvulos.
Para mulheres com doenças como endometriose, SOP ou disfunções da tireoide, o acompanhamento com um médico especialista é indispensável. Em alguns casos, o uso de hormônios pode ser indicado para melhorar o ambiente ovariano e favorecer a maturação de óvulos com maior potencial fértil. Em situações específicas, o especialista pode indicar medicamentos antioxidantes ou terapias que atuam no eixo hormonal reprodutivo.
Fontes:
Associação Brasileira de Reprodução Assistida;
Ministério da Saúde.
