Epididimite e infertilidade: conheça os riscos

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Homem com saco de gelo na região genital, indicando alguma inflamação.

Os epidídimos são canais fundamentais para a fertilidade masculina. Alterações como a epididimite podem comprometer a sua função e causar infertilidade.

 A fertilidade masculina tem como base um sistema reprodutivo saudável, onde o equilíbrio hormonal, os hábitos saudáveis e a prevenção às ISTs e outras patologias são fundamentais para que o corpo do homem esteja preparado para garantir a fecundação. Durante o processo de reprodução, todos os órgãos desempenham papéis importantes, como os epidídimos, por exemplo.

Os epidídimos são estruturas localizadas na parte superior de cada testículo, responsáveis por armazenar e transportar os espermatozoides até que eles estejam prontos para a ejaculação — portanto, qualquer alteração nos epidídimos pode comprometer a fertilidade masculina. Uma dessas alterações é a epididimite, uma inflamação que afeta essas estruturas e pode levar a complicações sérias. Desta forma, reforçamos a importância de conhecer a fundo essa patologia e entender a relação entre epididimite e infertilidade.

O que é a epididimite?

A epididimite é uma inflamação que acomete o epidídimo, geralmente causada por uma infecção bacteriana. Esse problema pode afetar homens de todas as idades, sendo mais comum em adultos jovens. A inflamação pode ser aguda, quando surge de forma rápida e intensa, ou crônica, quando persiste por mais de 6 semanas e apresenta sintomas recorrentes ou mais leves.

Além de infecções bacterianas, a epididimite pode ser causada por infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), como a clamídia e a gonorreia, ou por problemas não infecciosos, como traumas ou uso de determinados medicamentos.

Em casos mais graves, a inflamação pode se espalhar para os testículos, levando a uma patologia chamada epidídimo-orquite, que possui uma séria relação entre epididimite e infertilidade.

Qual é a causa dessa inflamação?

Para entender como epididimite e infertilidade estão diretamente ligadas, é necessário conhecer as causas dessa doença. No caso da epididimite, as causas variam de acordo com a idade e os fatores de risco do paciente. Em homens sexualmente ativos, o principal fator está relacionado às infecções sexualmente transmissíveis, como clamídia e gonorreia. Já homens mais velhos ou crianças podem desenvolver a epididimite em decorrência de infecções do trato urinário, como cistite ou prostatite.

Outra causa comum da epididimite é o refluxo de urina para o epidídimo, que pode ocorrer em situações de esforço físico excessivo, levantamento de peso ou anomalias anatômicas. Certos procedimentos médicos, como a inserção de cateteres urinários ou cirurgias na região, também aumentam o risco da doença. Em casos raros, o problema pode estar associado a quadros autoimunes ou inflamações sem causa infecciosa identificada.

Quais são os sintomas da epididimite?

Estar atento aos sinais da epididimite é essencial, pois o diagnóstico precoce permite tratamentos mais eficazes e reduz o risco de complicações e relações entre epididimite e infertilidade. Assim que qualquer sintoma for identificado, é importante procurar um médico urologista.

Os principais sintomas incluem:

  • Dor e inchaço no escroto.
  • Sensibilidade ao toque nos testículos.
  • Febre e calafrios.
  • Dor ao urinar ou presença de sangue na urina.
  • Presença de secreções saindo da uretra.
  • Sensação de peso ou desconforto na região pélvica.

Qual é a relação entre epididimite e infertilidade?

Para entender como a epididimite e infertilidade estão associadas, é importante destacar a função dos epidídimos na reprodução masculina.

O epidídimo é uma estrutura tubular localizada na parte posterior e superior de cada testículo. É por meio dessa estrutura que o testículo se conecta ao ducto deferente, canal por onde os espermatozoides são transportados no momento da ejaculação.

Dividido em três regiões, o epidídimo tem como função principal a maturação, o armazenamento e o transporte dos espermatozoides. Durante o processo de maturação, que ocorre no interior do epidídimo e dura aproximadamente 10 a 14 dias, os espermatozoides adquirem mobilidade e passam por alterações na membrana celular que os tornam aptos para a fertilização. A cauda do epidídimo atua como reservatório desses espermatozoides maduros até que sejam liberados durante a ejaculação.

Sendo assim, é possível afirmar que há uma relação entre epididimite e infertilidade, tendo em vista que o epidídimo também é o responsável pela proteção dos espermatozoides, mantendo um ambiente controlado e ideal para sua preservação. Além disso, esse órgão ainda atua na reabsorção dos gametas não utilizados, impedindo o seu acúmulo excessivo e garantindo a renovação e qualidade das células reprodutivas.

Portanto, é possível concluir que, quando essa estrutura está inflamada, o caminho que os espermatozoides percorrem pode ser interrompido ou comprometido. Em casos graves ou crônicos de epididimite, podem ocorrer cicatrizes nos canais epididimários, bloqueando completamente o fluxo de espermatozoides.

Além disso, a inflamação pode afetar a qualidade do sêmen, reduzindo a motilidade espermática e a capacidade de fertilização. Essas condições aumentam significativamente o risco de epididimite e infertilidade.

Quando a Reprodução Assistida é indicada?

Quando o homem sofre com um caso de epididimite e infertilidade diretamente interligados, a Reprodução Assistida pode ser uma solução eficaz. Neste caso, técnicas como a aspiração de espermatozoides dos testículos ou epidídimos (TESA ou MESA) podem ser abordadas pelo especialista em Reprodução Humana.

Tanto a TESA quanto a MESA têm o objetivo de aspirar os espermatozoides diretamente do aparelho reprodutivo masculino para serem usados em tratamentos como a Fertilização in Vitro ou a injeção intracitoplasmática de espermatozoide (ICSI).

A TESA envolve a inserção de uma agulha fina diretamente no testículo para aspirar pequenas quantidades de tecido, que são então processadas em laboratório para a extração de espermatozoides. Já a MESA é realizada com auxílio de um microscópio cirúrgico, permitindo a extração de espermatozoides do epidídimo, onde estão armazenados e em processo de maturação.

Por serem técnicas diferentes, é possível afirmar que a TESA é menos invasiva, enquanto a MESA pode ser mais eficaz em casos de obstrução nos ductos ejaculatórios ou casos mais avançados de epididimite e infertilidade, pois facilita o acesso aos espermatozoides já maturados no epidídimo. Ambos os procedimentos são realizados sob anestesia.

Como tratar a epididimite?

O tratamento adequado da epididimite levará em conta a causa da doença. Em casos bacterianos, antibióticos são o principal recurso terapêutico, sendo fundamental que o tratamento seja seguido corretamente para evitar complicações ou recidivas. Analgésicos e anti-inflamatórios também podem ser prescritos para aliviar a dor e o desconforto.

Nos casos mais graves, como abscessos ou bloqueios irreversíveis, pode ser necessária uma intervenção cirúrgica para drenar o abscesso ou corrigir o bloqueio. Em situações crônicas, o tratamento pode incluir mudanças no estilo de vida, fisioterapia pélvica ou, em último caso, a remoção do epidídimo afetado.

É possível prevenir essa inflamação?

A prevenção da epididimite e infertilidade envolve o controle dos fatores de risco associados. A prática de sexo seguro, utilizando preservativos, reduz significativamente o risco de ISTs, uma das principais causas dessa inflamação.

Outras medidas preventivas incluem hidratação adequada, uma rotina de higiene íntima e o tratamento precoce de infecções urinárias ou genitais. Homens que trabalham em ambientes de risco para traumas na região pélvica devem utilizar equipamentos de proteção adequados. Além disso, visitas regulares ao urologista podem ajudar a identificar e tratar precocemente condições que poderiam evoluir para epididimite, bem como a associação entre a epididimite e infertilidade.

 Fontes:

Clínica BedMed

Conselho Federal de Medicina (CFM)

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