Muitos casais sonham com uma gestação gemelar. Entender os tipos de gêmeos ajuda a esclarecer dúvidas sobre a origem e desenvolvimento desse tipo de gravidez.
É comum que muitos casais sonhem em aumentar a família e se encantem com a possibilidade de ter filhos gêmeos. Essa curiosidade natural leva à busca por informações sobre os tipos de gêmeos e suas principais diferenças. A dúvida entre gêmeos univitelinos e bivitelinos é bastante comum, já que esses termos dizem respeito à forma como a gestação gemelar se forma, influenciando tanto aspectos genéticos quanto físicos dos bebês.
Índice
Quais são os tipos de gestação gemelar?
A gestação gemelar ocorre quando dois fetos se desenvolvem simultaneamente no útero materno. Essa formação pode acontecer de duas formas principais: os gêmeos univitelinos e bivitelinos. A diferença entre essas classificações está diretamente ligada à origem dos embriões: se vêm do mesmo óvulo fecundado ou de dois óvulos distintos. Cada tipo traz suas particularidades e exerce influências no desenvolvimento dos bebês.
Gêmeos univitelinos
Os gêmeos univitelinos, também chamados de monozigóticos, são originados a partir da divisão de um único óvulo fecundado por um único espermatozoide. Essa divisão ocorre nas primeiras fases do desenvolvimento embrionário, dando origem a dois fetos geneticamente idênticos. Por essa razão, os gêmeos univitelinos têm o mesmo sexo, traços físicos muito semelhantes e compartilham o mesmo DNA.
Quanto mais cedo essa divisão acontece, mais estruturas intrauterinas eles compartilham. Se a separação for precoce, é possível que cada bebê tenha sua própria placenta e bolsa amniótica. No entanto, em casos mais frequentes, os gêmeos univitelinos compartilham a mesma placenta, com bolsas amnióticas separadas (monocoriônicos e diamnióticos). Em situações mais raras, ambos compartilham até a mesma bolsa amniótica (monocoriônicos e monoamnióticos), o que exige um acompanhamento médico ainda mais cuidadoso.
Gêmeos bivitelinos
Os gêmeos bivitelinos, também chamados de dizigóticos, são formados a partir da fecundação de dois óvulos diferentes por dois espermatozoides distintos. Isso significa que são gestações de irmãos que se desenvolvem ao mesmo tempo, mas com bagagens genéticas diferentes, como ocorre entre irmãos não gêmeos.
Esses gêmeos podem ou não ter o mesmo sexo e apresentam características físicas e genéticas distintas. Cada bebê possui a sua própria placenta e bolsa amniótica (gestação dicoriônica e diamniótica). Por isso, o desenvolvimento intrauterino tende a ser mais independente, o que reduz alguns dos riscos obstétricos presentes nas gestações univitelinas.
Principais diferenças entre gêmeos univitelinos e bivitelinos
As diferenças entre gêmeos univitelinos e bivitelinos vão além da aparência física. Elas começam desde a concepção e seguem durante o desenvolvimento gestacional e até mesmo na genética dos bebês.
Origem biológica
Os gêmeos univitelinos surgem da divisão de um único embrião, já os gêmeos bivitelinos resultam da fecundação de dois óvulos por dois espermatozoides distintos. Essa origem biológica é o que define se os bebês serão geneticamente idênticos ou não.
Semelhança física e genética
Por serem originados do mesmo embrião, os gêmeos univitelinos são muito semelhantes fisicamente e compartilham o mesmo material genético. Já os gêmeos bivitelinos têm diferenças físicas e genéticas, assim como acontece com irmãos comuns.
Compartilhamento de estruturas intrauterinas
Durante uma gravidez de gêmeos univitelinos ou bivitelinos, as estruturas intrauterinas variam. Os gêmeos univitelinos podem compartilhar a placenta e, em alguns casos, até a mesma bolsa amniótica, enquanto os bivitelinos sempre possuem placentas e bolsas separadas. Essa diferença influencia diretamente nos cuidados médicos durante a gestação.
Fatores que influenciam a ocorrência de gêmeos
Uma gestação de gêmeos univitelinos e bivitelinos acontece em decorrência de diversos fatores. Embora parte disso seja natural, algumas situações específicas favorecem esse tipo de gravidez.
Fertilização in Vitro
Durante tratamentos como a Fertilização in Vitro (FIV), , realizados em clínicas de reprodução assistida, a chance de gestação gemelar pode ser maior. Apesar de muitos casais procurarem esse método com a expectativa de engravidar de gêmeos, é importante ressaltar que a FIV não tem como objetivo uma gravidez de gêmeos univitelinos ou bivitelinos.
Essa facilidade está relacionada à quantidade de embriões transferidos durante o tratamento. No entanto, esse número é regulamentado pelas normas do Conselho Federal de Medicina (CFM) e definido com base na idade materna e no histórico da paciente, sempre priorizando a segurança.
Predisposição genética
Mulheres com histórico familiar de gêmeos, especialmente por parte materna, têm maior chance de gerar uma gestação bivitelina. Isso se deve à predisposição para ovular mais de um óvulo por ciclo.
Idade materna
Mulheres com mais de 35 anos têm maior probabilidade de liberar dois óvulos no mesmo ciclo, o que aumenta a chance de gêmeos bivitelinos. O fator idade também influencia nos tratamentos de fertilidade e nas decisões clínicas sobre os embriões a serem transferidos.
Quais cuidados tomar durante a gestação gemelar?
A gestação gemelar, seja de gêmeos univitelinos e bivitelinos, requer acompanhamento médico mais frequente, já que está associada a maiores riscos de prematuridade, hipertensão gestacional e outras complicações.
É importante realizar exames regulares, seguir orientações nutricionais e manter hábitos saudáveis. A Clínica BedMed oferece suporte especializado para monitorar gestações gemelares com atenção e segurança.
Fontes:
Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA)
BedMed
