A Fertilização in Vitro ainda é cercada por percepções equivocadas, e entender seus principais mitos e verdades ajuda a compreender o real funcionamento desse tratamento

A Fertilização in Vitro (FIV) é uma das técnicas de Reprodução Assistida mais avançadas da medicina, mas ainda cercada por dúvidas, interpretações equivocadas e informações incompletas. Por isso, conhecer os mitos e verdades da Fertilização in Vitro é essencial para quem busca um tratamento seguro e com expectativas realistas.

Ao compreender como o processo funciona — desde a estimulação ovariana até a transferência embrionária —, fica mais fácil separar crenças populares de dados científicos. A seguir, veja os mitos e verdades da Fertilização in Vitro explicados de forma técnica e clara.

Mitos mais comuns sobre a Fertilização in Vitro

Entre os mitos e verdades da Fertilização in Vitro, as principais crenças que precisam ser desmistificadas são:

A FIV garante gravidez na primeira tentativa

Um dos mitos mais difundidos é a ideia de que a FIV produz um resultado garantido, especialmente na primeira tentativa. Na realidade, a taxa de sucesso depende de fatores como idade da mulher, qualidade dos embriões, reserva ovariana e condições uterinas. A FIV aumenta significativamente as chances de obtenção da gravidez, mas nenhum tratamento reprodutivo possui 100% de eficácia.

Outro ponto importante é que o sucesso é acumulativo. Isso significa que, ao longo de mais de um ciclo, as probabilidades aumentam — mas continuam variando de acordo com as características individuais de cada paciente.

Só faz FIV quem não pode engravidar espontaneamente

Essa é outra crença muito comum entre os mitos e verdades da Fertilização in Vitro. Muitas mulheres e casais recorrem à FIV não por absoluta impossibilidade, mas porque o método oferece maior previsibilidade ou acelera o processo quando há fatores que reduzem a fertilidade. Idade da mulher, endometriose, baixa reserva ovariana, qualidade seminal alterada ou tentativas prolongadas sem sucesso podem indicar a necessidade de técnicas mais avançadas.

Além disso, casais homoafetivos, pessoas solo e pacientes que desejam preservar óvulos ou espermatozoides também podem optar pela FIV mesmo sem infertilidade estabelecida.

O tratamento causa dor ou muitos efeitos colaterais

Apesar de existir a percepção de que a FIV envolve procedimentos dolorosos, a realidade é diferente. A coleta de óvulos é realizada com sedação leve, e a maior parte das etapas é indolor. Os hormônios utilizados podem causar sensibilidade abdominal ou alterações leves, mas, na maioria das vezes, os efeitos são bem tolerados.

Quando existe resposta exagerada ao estímulo hormonal, uma situação menos comum, o acompanhamento médico contínuo visa à identificação precoce do problema e ao ajuste das medicações para evitar desconfortos relevantes.

A Fertilização in Vitro aumenta o risco de gêmeos

Esse mito surgiu porque, no passado, era comum transferir dois ou mais embriões simultaneamente para aumentar as chances de sucesso. Com os avanços da técnica e a melhoria da qualidade laboratorial, a transferência única se tornou uma prática-padrão e mais segura na maioria dos casos.

Portanto, o aumento do risco de gestações múltiplas é mais uma crença errônea entre os mitos e verdades da Fertilização in Vitro. O risco só cresce quando mais de um embrião é transferido, algo que hoje é menos necessário.

A FIV interfere na saúde do bebê

Bebês nascidos por FIV têm desenvolvimento, saúde e prognóstico equivalentes aos concebidos espontaneamente. A técnica apenas facilita o encontro entre óvulo e espermatozoide; o desenvolvimento embrionário segue padrões fisiológicos usuais.

Verdades que ajudam a entender melhor a FIV

A Fertilização in Vitro é um tratamento amplamente estudado, seguro e baseado em evidências científicas. O processo é regulado, padronizado e conduzido por especialistas em Medicina Reprodutiva, o que garante previsibilidade e controle em cada etapa.

Além disso, os avanços tecnológicos dos últimos anos tornaram a FIV mais eficiente, menos desconfortável e muito mais personalizada. Entre as verdades comprovadas pela prática clínica, estão:

  • A FIV é um tratamento seguro e com baixa taxa de complicações, especialmente quando acompanhada por especialistas;
  • O tratamento é individualizado, e não existe um protocolo único que sirva para todas as pacientes;
  • Os avanços tecnológicos aumentam as taxas de sucesso;
  • A FIV não prejudica a saúde do bebê, e os estudos mostram que crianças geradas por FIV têm desenvolvimento comparável ao de crianças concebidas espontaneamente;
  • As medicações hormonais são controladas, e os efeitos colaterais costumam ser leves e monitoráveis;
  • O acompanhamento multidisciplinar melhora os resultados, incluindo a avaliação hormonal, ultrassons seriados, suporte emocional e orientação de fertilidade.

A Clínica BedMed orienta suas pacientes com transparência e informação em cada etapa da FIV

Na Clínica BedMed, a paciente recebe orientações claras sobre mitos e verdades da Fertilização in Vitro desde a primeira consulta. A equipe médica se responsabiliza por explicar expectativas reais, riscos, possibilidades de sucesso e todas as particularidades do protocolo indicado.

O acompanhamento é contínuo: cada etapa é detalhada, garantindo que a mulher ou o casal entenda o que está acontecendo, por que cada escolha é feita e como cada passo contribui para o resultado. A Clínica BedMed também trabalha com tecnologias atualizadas, laboratórios especializados e protocolos individualizados, sempre priorizando a segurança, a ética e o acolhimento.

O objetivo é oferecer informações confiáveis para que cada paciente vivencie o tratamento com tranquilidade, compreendendo os mitos e verdades da Fertilização in Vitro e passando pelo tratamento de maneira consciente e tranquila.

Se você ainda tem dúvidas em relação aos mitos e verdades da Fertilização in Vitro, entre em contato e agende uma consulta.

 

Fontes:

Conselho Federal de Medicina;

Clínica BedMed.