Muitos tipos de doenças e outras condições de saúde podem causar dor pélvica crônica, que tem como principal sintoma a dor na parte inferior do abdome que persiste por mais de seis meses.
A dor pélvica crônica é uma queixa comum entre mulheres em idade reprodutiva e pode ter diversas causas, incluindo alterações no sistema reprodutivo feminino.
No texto a seguir, vamos explicar quais doenças podem causar dor pélvica crônica e infertilidade.
Quais patologias pélvicas podem causar dor pélvica crônica e infertilidade?
A dor pélvica crônica pode ter mais de uma causa; entretanto, as patologias mais comuns que podem causar dor pélvica crônica e infertilidade são as listadas abaixo.
Índice
Endometriose
A endometriose é uma das principais causas de dor pélvica crônica. Trata-se de uma doença na qual o tecido que reveste o útero, chamado endométrio, se implanta em locais atípicos, cresce e invade outros órgãos, como útero, tubas uterinas, ovários e bexiga. A doença pode levar à formação de aderências, causando dor pélvica crônica e infertilidade. Isso pode ocorrer devido à inflamação e à formação de cicatrizes nos órgãos reprodutivos, o que pode prejudicar funções reprodutivas importantes, como a fecundação e a implantação do embrião no interior do útero.
Doença inflamatória pélvica (DIP)
A A doença inflamatória pélvica (DIP) pode levar a aderências pélvicas, que resultam em dor pélvica crônica e infertilidade. A DIP é uma infecção que acomete os órgãos reprodutivos femininos causada, na maioria das vezes, quando bactérias sexualmente transmissíveis se espalham da vagina para o trato reprodutivo interno, acometendo útero, tubas uterinas ou ovários.
Se uma mulher engravidar, corre alto risco de gravidez ectópica, que é aquela em que o embrião se implanta nas tubas uterinas em vez de se implantar no interior do útero. A ocorrência repetitiva de DIP é extremamente perigosa para mulheres em idade fértil, e ignorar a doença pode prejudicar a fertilidade.
Aderências pélvicas
As aderências pélvicas podem causar dor pélvica crônica e infertilidade, em especial quando o tecido cicatricial é mais denso. Elas são faixas de tecido cicatricial que se formam anormalmente entre órgãos e estruturas internas da pelve, como útero, tubas uterinas, ovários, intestinos e bexiga. Elas podem fazer com que esses órgãos, que normalmente se movem livremente, fiquem “colados” uns aos outros, limitando seus movimentos naturais e provocando dor.
As aderências podem ter como causas uma infecção pélvica, uma cirurgia pélvica anterior ou uma ruptura de apêndice por apendicite, por exemplo.
Miomas uterinos
Quando não tratados, os miomas uterinos podem levar à dor pélvica crônica e infertilidade, pois eles podem impedir a implantação dos embriões e causar aborto espontâneo . Também chamados de leiomiomas, são crescimentos anormais das células musculares uterinas. Geralmente, são formações benignas, ou seja, não cancerígenas. Embora a maioria das pessoas com miomas não apresente sintomas, aproximadamente 25% delas apresentam dor pélvica, menstruação intensa ou problemas de fertilidade.
Procure um profissional para lidar com a dor pélvica
Além da endometriose, da doença inflamatória pélvica (DIP), das aderências pélvicas e dos miomas uterinos, existem muitas outras causas menos comuns de dor pélvica crônica. Um histórico médico detalhado, associado ao exame físico e a exames complementares quando necessários, ajuda o médico a identificar as possíveis origens desse sintoma.
O especialista deve ser consultado quando a dor pélvica estiver impactando a rotina de vida da paciente, se os sintomas parecerem piorar e nos casos em que a dor é leve, mas acompanhada de outros sintomas. Caso a paciente esteja com dificuldades para engravidar, o especialista também deve ser consultado para uma avaliação, devido à relação existente entre dor pélvica crônica e infertilidade.
Fontes:
Manual MSD
Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo)
Mayo Clinic
