Tanto com o congelamento de óvulos, quanto de embriões, é possível preservar a fertilidade de maneira segura e eficaz. Saiba quais são as recomendações.
Os avanços das técnicas de Reprodução Humana possibilitaram que a preservação da fertilidade se tornasse acessível e real para muitas mulheres e casais. A possibilidade de congelar óvulos ou embriões traz mais segurança para aquelas que desejam postergar a maternidade ou para quem precisa enfrentar procedimentos médicos que possam afetar a sua capacidade reprodutiva no futuro.
Apesar de ambos os métodos terem como finalidade a preservação da capacidade reprodutiva, existem diferenças importantes entre congelar óvulos ou embriões — algo que pode ser esclarecido durante uma avaliação em uma clínica de reprodução humana —como o tratamento mais recomendado para cada perfil de paciente, o momento do ciclo de vida da mulher, o tipo de parceria afetiva e até fatores legais. Entender as indicações e diferenças ajuda a tornar essa decisão mais clara e alinhada aos objetivos de cada paciente.
Índice
Congelamento de óvulos
Congelar óvulos é uma alternativa indicada para mulheres que desejam garantir as chances de gravidez a longo prazo, em situações como:
- Quando precisam ser submetidas a tratamentos contra o câncer;
- Diagnóstico de doenças autoimunes que podem prejudicar a fertilidade;
- Baixa reserva ovariana ou histórico familiar de menopausa precoce;
- Endometriose severa;
- Quando decidem adiar a maternidade por questões pessoais ou profissionais.
O tratamento começa com o estímulo ovariano por meio do uso de hormônios. Em seguida, os óvulos desenvolvidos são coletados e congelados por vitrificação. Quando a mulher decidir que é o momento de engravidar, esses óvulos serão descongelados, fertilizados em laboratório e, se houver desenvolvimento embrionário, transferidos para o interior do útero. Essa é uma das estratégias mais utilizadas para congelar óvulos ou embriões, dependendo da fase e dos planos de vida da paciente.
Vantagens e desvantagens do congelamento de óvulos
A principal vantagem do congelamento de óvulos é a manutenção da autonomia reprodutiva da mulher, que pode engravidar quando achar viável. Além disso, os óvulos preservados mantêm a qualidade de quando foram coletados, o que aumenta as chances de sucesso na gravidez mesmo quando a mulher estiver mais velha.
Como a qualidade do óvulo se mantém de acordo com a idade da mulher no momento do congelamento, congelar óvulos em idade avançada pode ser desvantajoso, dependendo do caso, ainda que seja recomendado caso haja a necessidade de preservar a fertilidade em situações de risco.
Qual é a diferença entre um óvulo e um embrião?
A fim de entendermos com mais clareza as diferenças entre congelar óvulos ou embriões, devemos salientar a diferença entre eles. O óvulo é a célula reprodutiva feminina que se desenvolve e é liberada em todos os ciclos menstruais, e que é coletada em tratamentos de Reprodução Humana.
Já o embrião é o resultado da fecundação do óvulo por um espermatozoide, seja ela ocorrida de forma espontânea ou em laboratório, através de tratamentos como a FIV. Ele se forma a partir das primeiras divisões celulares após a fecundação.
Congelamento de embriões
O congelamento de embriões é indicado principalmente para casais que já realizaram a Fertilização in Vitro (FIV) e desejam preservar os embriões excedentes para futuras tentativas ou para evitar novo estímulo ovariano. Também pode ser recomendado em situações médicas em que a transferência imediata ao útero não é viável, como em casos de endométrio inadequado ou recuperação da paciente.
O processo inclui a coleta dos óvulos, fertilização em laboratório com os espermatozoides e o desenvolvimento dos embriões até o estágio ideal (D3 ou blastocisto), para então serem congelados por meio de vitrificação.
Vantagens e desvantagens do congelamento de embriões
As vantagens do congelamento de embriões incluem a maior previsibilidade das taxas de implantação e a possibilidade de realizar testes genéticos antes da transferência. Além disso, o descongelamento e a transferência podem ocorrer em ciclos futuros, fazendo da escolha por congelar embriões uma possibilidade viável também para mulheres que desejam adiar a maternidade.
Já entre as desvantagens, que podem impactar na escolha entre congelar óvulos ou embriões, estão os aspectos legais relacionados à guarda dos embriões em caso de separação do casal e a necessidade do consentimento de ambos para o uso posterior.
Conte com a opinião de especialistas em congelamento de óvulos
A escolha entre congelar óvulos ou embriões deve sempre ser orientada por meio de uma avaliação médica especializada. Somente um profissional especialista em Reprodução Humana pode avaliar o quadro clínico da paciente, histórico familiar, idade e objetivos de vida para indicar o procedimento mais adequado.
Entre os principais fatores que influenciam essa decisão, estão:
- Idade da mulher;
- Reserva ovariana;
- Presença ou ausência de parceiro;
- Doenças pré-existentes;
- Tempo previsto para adiar a gravidez;
- Desejo de realizar testes genéticos no embrião.
Contando com ajuda capacitada, a paciente terá uma avaliação precisa em cada caso, bem como a recomendação de se o ideal é congelar óvulos ou embriões. O acompanhamento médico garante segurança, eficácia e maior tranquilidade durante o processo.
Fontes:
Conselho Federal de Medicina (CFM)
Clínica BedMed
