Histeroscopia é indicada para diagnosticar e tratar diversos quadros relacionados à saúde reprodutiva da mulher

A histeroscopia é um exame que examina o interior da cavidade do útero, utilizando para isso um tubo fino com uma pequena câmera em seu interior, chamado histeroscópio.

Saiba mais sobre este procedimento logo abaixo.

Tipos de histeroscopia

Existem dois tipos de histeroscopia: a diagnóstica e a cirúrgica.

Histeroscopia diagnóstica

A histeroscopia diagnóstica identifica alterações estruturais no útero que podem estar causando sangramento uterino anormal, sangramento menstrual intenso, escapes menstruais irregulares entre os períodos e sangramento após a menopausa.

A histeroscopia diagnóstica também pode ser usada para confirmar os resultados de outros exames, como ultrassonografia ou histerossalpingografia, um exame feito com contraste radiológico para verificar se há algum bloqueio nas tubas uterinas que possa estar dificultando a obtenção de uma gravidez. O exame consegue diagnosticar, ainda, miomas uterinos, pólipos e aderências uterinas, entre outras alterações. A histeroscopia diagnóstica pode ser feita em ambiente ambulatorial.

Histeroscopia cirúrgica

A histeroscopia cirúrgica trata anormalidades detectadas durante uma histeroscopia diagnóstica — retirando pólipos, miomas, aderências pélvicas, entre outros. Nesse caso, o médico realiza uma histeroscopia diagnóstica e uma cirúrgica simultaneamente, evitando a necessidade de um segundo procedimento. A histeroscopia cirúrgica deve ser feita em ambiente cirúrgico.

Preparo para o exame de histeroscopia

Antes de realizar a histeroscopia, o médico pode solicitar exames laboratoriais e de imagem, como ultrassonografia pélvica, para avaliar o interior do útero.

Em alguns casos, ele pode também prescrever medicamentos para dilatar o colo do útero ou anti-inflamatórios para minimizar o desconforto durante o procedimento.

Recomenda-se, ainda, jejum de oito horas — especialmente se o procedimento for realizado com anestesia — e que relações sexuais sejam evitadas nas 48 horas que antecedem a histeroscopia.

É importante também relatar ao médico os medicamentos que estiverem em uso.

Como é feita a histeroscopia?

No dia do procedimento, a paciente pode receber anestesia ou um sedativo para ajudá-la a relaxar. O médico inicia a histeroscopia realizando um exame pélvico. Em seguida, ele dilata o colo do útero (quando indicado) para que o histeroscópio possa ser inserido por meio da vagina e do colo do útero até o interior do útero.

O passo seguinte inclui a aplicação de uma solução líquida ou gás por meio do histeroscópio até o útero, expandindo-o suavemente e removendo qualquer sangue ou muco. Esta etapa permite que o cirurgião visualize o interior da cavidade do útero (o revestimento endometrial).

Por meio do histeroscópio podem ser inseridos instrumentos cirúrgicos para tratar anormalidades (se for necessário).

A histeroscopia pode durar de cinco minutos a mais de uma hora, dependendo se ela for diagnóstica ou cirúrgica. A histeroscopia diagnóstica geralmente leva menos tempo do que a cirúrgica.

Cuidados após a histeroscopia

Finalizada a histeroscopia, a paciente é encaminhada para uma sala de repouso até que o efeito da anestesia ou sedação (caso tenha sido utilizada) termine, quando então estará liberada para voltar para casa. Existem casos de histeroscopia diagnóstica em que não é necessária a aplicação de anestesia.

É normal sentir dor, semelhante à cólica menstrual, por alguns dias após uma histeroscopia. Nesse caso, o médico pode indicar o uso de um medicamento analgésico.

Os cuidados incluem, ainda, evitar: exercícios intensos, relações sexuais e uso de absorventes internos por cerca de dez dias.

Perguntas frequentes

Muitas mulheres podem ter dúvidas em relação à histeroscopia. A seguir, separamos as principais.

Precisa de anestesia para realizar a histeroscopia?

Na histeroscopia diagnóstica, a paciente pode receber apenas uma sedação para evitar qualquer desconforto; entretanto, em muitos casos, não é aplicado nenhum tipo de medicamento anestésico. Se a histeroscopia for cirúrgica, ela é realizada sob anestesia geral ou raquidiana.

Quais são os riscos de fazer uma histeroscopia?

A histeroscopia é considerada um procedimento seguro; mas, como em qualquer outro tipo de procedimento, complicações podem ocorrer. Estas incluem:

  • Infecção;
  • Sangramento intenso;
  • Surgimento de cicatriz intrauterina (sinequias);
  • Reação à anestesia;
  • Lesão no colo do útero, no interior da cavidade uterina, no intestino ou na bexiga;
  • Reação à substância usada para expandir o interior do útero.

A histeroscopia dói?

A histeroscopia diagnóstica pode ser realizada com sedação para evitar o risco de dor e desconforto. Porém, mesmo pacientes que realizam a histeroscopia diagnóstica sem sedação referem um mínimo desconforto. Já a que inclui procedimento cirúrgico é feita com anestesia, ou seja, sem risco de dor.

Como fica o útero após o procedimento?

Após uma histeroscopia, o útero geralmente retorna ao seu estado normal rapidamente, especialmente se o procedimento foi apenas diagnóstico. Na histeroscopia cirúrgica, a recuperação (cicatrização) pode levar algumas semanas.

Quanto tempo dura o sangramento?

Após a histeroscopia, cólicas ou sangramento leve podem ocorrer durante cerca de uma semana.

São precisos quantos dias de repouso após a histeroscopia?

Nos casos de histeroscopia cirúrgica, o repouso é um pouco mais prolongado: aproximadamente de um a três dias, com retorno ao trabalho em até uma semana. Quando a histeroscopia é apenas diagnóstica, o repouso costuma ser mínimo ou até desnecessário, sendo possível retomar as atividades leves no dia seguinte.

 

Fontes:

Cleveland Clinic

Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo)