A fase de blastocisto representa um estágio avançado no desenvolvimento do embrião. Saiba se ele possui mais chances de implantação após a transferência embrionária.

Após dias de desenvolvimento em laboratório, chega a tão aguardada hora da transferência do embrião para o interior do útero da futura mamãe.

Esse é um dos momentos mais importantes da FIV, tendo em vista que o embrião precisa estar em condições adequadas para ser transferido e dar início à implantação. Desta forma, uma dúvida frequente entre os casais é sobre o estágio embrionário ideal para a transferência.

O blastocisto é uma fase do desenvolvimento embrionário que ocorre tipicamente entre o quinto e o sétimo dia após a fecundação. Nessa etapa, o embrião apresenta uma estrutura mais complexa, com células organizadas em camadas e uma cavidade interna. Por isso, a transferência no estágio de blastocisto na FIV pode oferecer vantagens em determinados casos, principalmente pela possibilidade de selecionar embriões com melhor potencial de desenvolvimento.

O que é o blastocisto na FIV?

A FIV é um tratamento complexo composto por várias etapas coordenadas. O processo tem início com a coleta dos óvulos e do sêmen, passando pela fertilização em laboratório e pelo acompanhamento especializado do desenvolvimento embrionário. A partir da fecundação, esse embrião progride em um ambiente controlado, com condições referentes à temperatura, pH e nutrientes semelhantes às encontradas no útero.

Durante os primeiros dias, o embrião passa por sucessivas divisões celulares, transformando-se rapidamente de uma única célula em um conjunto organizado de células. No terceiro dia de desenvolvimento, conhecido como estágio D3, o embrião costuma apresentar cerca de 6 a 8 células. À medida que avança para o quinto dia, alcança o estágio de blastocisto (D5), quando já é possível observar uma clara diferenciação celular. Em alguns casos, o embrião pode atingir esse estágio um pouco mais tarde, chegando como blastocisto expandido no D7.

Quando observamos um blastocisto na FIV, encontramos uma estrutura formada por dois grupos celulares principais: o trofoblasto (que dará origem à placenta) e a massa celular interna (futura formação do feto). Essa organização fornece aos embriologistas informações relevantes sobre o potencial de desenvolvimento e sobre a viabilidade do embrião.

Por que transferir embriões em estágio de blastocisto aumenta as chances de sucesso?

O desenvolvimento até o estágio de blastocisto na FIV apresenta informações adicionais sobre a vitalidade do embrião. As principais características do blastocisto que favorecem seu uso na FIV são:

  • Maior número de células e melhor organização estrutural;
  • Capacidade aprimorada de implantação graças à maturidade da camada externa (trofectoderma);
  • Possibilidade de avaliação mais detalhada de sua morfologia;
  • Sincronia mais próxima com o momento ideal do desenvolvimento do endométrio;
  • Indicação mais clara de potencial evolutivo, já que apenas embriões com bom desenvolvimento alcançam essa fase.

Do ponto de vista técnico, a transferência de um blastocisto na FIV eleva as chances de implantação porque o embrião já demonstrou capacidade metabólica suficiente para chegar a esse estágio, o que reduz o risco de interrupção espontânea do desenvolvimento.

Além disso, essa etapa se aproxima mais do momento natural em que um embrião chegaria ao útero, permitindo maior sincronia com o endométrio, que tende a estar mais receptivo no quinto ou no sexto dia do ciclo.

Como é feita a transferência de blastocisto na FIV?

A transferência de um blastocisto na FIV segue rigorosos padrões técnicos para garantir segurança e conforto à paciente. O procedimento geralmente é realizado sem anestesia, utilizando um cateter fino que deposita o embrião diretamente na cavidade uterina. Todo o processo é guiado por ultrassom, permitindo que o médico visualize a trajetória do cateter e posicione o embrião no local adequado.

O laboratório também desempenha um papel essencial no procedimento. Antes da transferência, o embriologista avalia a morfologia do blastocisto na FIV, sua capacidade de expansão e a integridade de suas células. Essas informações ajudam na escolha do embrião mais viável, garantindo que a transferência seja feita com base em critérios técnicos e científicos consistentes.

Blastocisto ou embrião no terceiro dia: qual é a melhor opção?

A transferência embrionária é uma etapa delicada, pois envolve a interação entre o embrião e o endométrio. A implantação pode ser influenciada por fatores hormonais, imunológicos e estruturais, por isso a escolha do melhor momento é fundamental para otimizar as chances de sucesso. O acompanhamento médico deve considerar tanto o desenvolvimento embrionário quanto a receptividade uterina.

Além disso, exames genéticos podem ser realizados nessa fase, como o PGT (teste genético pré-implantacional), que examina cromossomos ou doenças genéticas hereditárias. Esse tipo de análise é frequentemente realizado em blastocistos, já que a quantidade de células permite uma biópsia mais segura sem comprometer o embrião.

A transferência no estágio D3 envolve embriões ainda em fase de clivagem. Eles apresentam forma mais simples e menor número de células, o que pode dificultar a avaliação precisa da qualidade. Porém, em alguns casos, essa estratégia é recomendada, principalmente quando há poucos embriões ou quando o laboratório opta por não prolongar o cultivo.

A transferência no estágio D5 refere-se ao blastocisto na FIV, com maior capacidade de implantação e melhor sincronia com o endométrio. Esse estágio geralmente apresenta melhores taxas de sucesso devido ao maior desenvolvimento celular.

Em situações específicas, o embrião pode chegar ao estágio de blastocisto apenas no D7. Embora menos comum, alguns embriões tardios demonstram boa evolução e podem ser transferidos, desde que apresentem morfologia adequada e que o médico considere o embrião como viável.

A Clínica BedMed utiliza tecnologia de ponta para acompanhar o desenvolvimento do embrião até o estágio de blastocisto

Contar com profissionais preparados é essencial para garantir que o desenvolvimento embrionário seja monitorado de forma precisa. A Clínica BedMed utiliza tecnologias modernas que permitem acompanhar o comportamento do embrião desde a fecundação até o estágio de blastocisto, analisando ritmo de divisão, simetria celular e padrões de expansão.

Além disso, o laboratório parceiro da clínica segue protocolos rigorosos para manter um ambiente estável, controlado e seguro para cada blastocisto na FIV. A experiência da equipe e o uso de equipamentos de última geração aumentam a confiabilidade das análises e favorecem a identificação dos embriões mais promissores.

 

Fontes

Clínica BedMed

Associação Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA)