Conheça as opções de medicações anticoncepcionais para o controle dos sintomas da endometriose
A endometriose é uma doença caracterizada pela presença de tecido endometrial fora do útero, em órgãos como ovários, tubas uterinas, bexiga, entre outros, causando dor intensa durante os períodos menstruais e, nos casos mais graves, infertilidade.
Embora ainda não haja cura definitiva, o uso de anticoncepcionais para endometriose tem sido uma das principais estratégias para controlar os sintomas e desacelerar a progressão da doença.
O texto a seguir detalha quais são os principais anticoncepcionais para endometriose.
Índice
Como os anticoncepcionais atuam no tratamento da endometriose?
A endometriose é uma doença que geralmente responde ao estrogênio e à progesterona, os hormônios que controlam o ciclo menstrual. As flutuações naturais (ou aumento e diminuição) desses hormônios podem aumentar a atividade da endometriose e agravar os sintomas, enquanto doses regulares de estrogênios, progestinas e outros medicamentos que diminuem a produção hormonal natural podem atenuá-los.
Os anticoncepcionais para endometriose podem ser administrados de diversas formas: comprimidos orais, injeções, implantes subcutâneos e dispositivos intrauterinos (DIU) hormonais.
O objetivo do uso de anticoncepcionais para endometriose é suprimir a menstruação e, consequentemente, reduzir a atividade do tecido endometrial implantado fora do útero, que responde aos hormônios do ciclo menstrual da mesma forma que o endométrio normal. Contudo, as lesões da endometriose não são curadas pelo anticoncepcional. Essas medicações buscam controlar os sintomas da doença.
Tipos de anticoncepcionais usados no tratamento da endometriose
Os principais anticoncepcionais para endometriose incluem:
Pílula anticoncepcional oral combinada
A pílula combinada contém os hormônios femininos sintéticos estrogênio e progestogênio (substância semelhante à progesterona). Ao fazer uso contínuo da pílula, a menstruação cessa e os sintomas da endometriose são reduzidos. A combinação desses hormônios impede a liberação de óvulos (ovulação) e torna a menstruação menos intensa e menos dolorosa.
A terapia combinada contínua de estrogênio e progesterona é segura e bem tolerada pela maioria das mulheres. No entanto, nem todas podem usar estrogênio, como as fumantes ou pacientes com risco cardiovascular aumentado.
Pílulas de progesterona
Esse tipo de anticoncepcional para endometriose contém apenas progesterona (sem estrogênio). Ele inibe a ovulação, suprime a menstruação e reduz a ação do estrogênio natural sobre os focos de endometriose. A pílula de progesterona tem menor risco cardiovascular, podendo também ser usada como anticoncepcional para endometriose para mulheres que não toleram ou que não podem fazer uso do estrogênio.
Dispositivo intrauterino (DIU) hormonal
O DIU hormonal é um pequeno dispositivo intrauterino de plástico em forma de “T”. Ao liberar pequenas doses de progestogênio diretamente no interior do útero, ele afina o endométrio e reduz (ou até interrompe) a menstruação, reduzindo, também, os sintomas da endometriose.Ele contém uma quantidade de progestogênio que é liberada no útero ao longo de um período de cinco a oito anos.
Implante subcutâneo de progesterona
Esse anticoncepcional para endometriose está disponível em forma de um dispositivo inserido sob a pele do braço que libera progesterona continuamente, suprimindo a ovulação e a menstruação. Seu efeito tem a duração de três anos.
Injeções de progesterona
Uma opção de anticoncepcional para endometriose é disponibilizada como injeções intramusculares de progesterona aplicadas a cada três meses. Elas agem inibindo a ovulação e a menstruação, ajudando a controlar a dor causada pela doença.
Discuta com o seu ginecologista o protocolo ideal para o seu caso
Apesar da eficácia dos anticoncepcionais para endometriose, nem todas as pacientes respondem da mesma forma ao tratamento. Por se tratar de uma doença complexa e multifatorial, a escolha do anticoncepcional para endometriose deve ser individualizada, levando em conta a gravidade dos sintomas, o desejo de engravidar no futuro, as condições de saúde da paciente e a sua tolerância ao uso dos hormônios.
Converse com o seu médico para escolher a melhor opção de tratamento.
Fontes:
Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo)
Sociedade Brasileira de Endometriose e Ginecologia Minimamente Invasiva (SBE)
