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exames na gestação

Ao longo do seguimento pré-natal é recomendado que a gestante realize diversos exames ultrassonográficos no intuito de avaliar o crescimento e o desenvolvimento de seu bebê. Existem dois exames ultrassonográficos morfológicos que avaliam mais detalhadamente a morfologia do bebê. O primeiro ultrassom morfológico (US morfológico do 1° trimestre) deve ser realizado entre 11 a 14 semanas de gestação e o segundo ultrassom morfológico (US morfológico do 2° trimestre) entre 20 a 24 semanas de gestação.

Ambos devem ser realizados de forma rotineira, ou seja, devem ser realizados em todas as gestantes para identificar alguns fatores mais detalhados sobre o desenvolvimento do bebê.O exame do segundo trimestre permite avaliar a morfologia fetal, bem comoo crescimento do feto, a quantidade de líquido amniótico e o grau de maturidade placentária. É extremamente importante ressaltar que esse exame não consegue identificar 100% das malformações fetais existentes, porém ele rastreia grande parte das possíveis alterações.

O ultrassom morfológico é realizado da mesma forma que os demais exames ultrassonográficos, por isso não existe a necessidade de se assustar com o procedimento. O profissional irá aplicar o gel normalmente na região abdominal e por meio de um transdutor acoplado à máquina de ultrassom irá visualizar com mais precisão as informações necessárias. Geralmente, a descoberta do sexo do bebê é realizada por volta dos 4 meses de gestação (ao redor de 16 semanas) no US obstétrico,  mas caso não tenha sido possível confirmar o sexo fetal nesse ultrassom, o US morfológico consegue firmar esse diagnóstico.

É importante ressaltar que a clínica de ginecologia deve fornecer todo o suporte para a gestante, explicando o procedimento e quais são as possíveis alterações identificáveis durante o exame.

ultrassom morfologico

O que eu descubro com o ultrassom morfológico?

A partir do ultrassom morfológico é possível identificar uma série de informações sobre as condições de vitalidade e crescimento do bebê. Entenda o que é possível avaliar a partir deste exame:

  • Anatomia fetal: são avaliadas diversas estruturas fetais como: crânio, cérebro, órbitas, nariz, coração, tórax, abdome, rins, estômago, bexiga, coluna vertebral, costelas, mãos e pés. Neste exame também é possível identificar algumas anormalidades faciais, tais como a fenda palatina (muito prevalente em fetos portadores da Síndrome de Patau – trissomia do cromossomo 13).
  • Biometria fetal: por meio da avaliação biométrica do bebê, é possível analisar se o seu crescimento está ocorrendo de forma adequada. As principais medidas avaliadas para estimar o peso fetal são: diâmetro biparietal, diâmetro occipto-frontal, circunferência abdominal, medida do fêmur e medida do úmero. A análise biométrica sempre leva em consideração a média do peso de outros fetos com a mesma idade gestacional. A partir dessa média, podemos checar se o crescimento está dentro dos limites normais para a idade gestacional.
  • Batimento cardíaco: é avaliado o ritmo do batimento cardíaco do feto que pode variar entre 120 a 160 batimentos por minuto (o batimento pode aumentar durante os períodos de movimentação fetal). Além disso, esse exame consegue detalhar a morfologia cardíaca, evidenciando as quatro câmaras do coração e o adequado posicionamento das artérias (caso não seja possível avaliar o coração do feto de forma adequada, é mandatória a realização do ecocardiograma fetal – exame específico voltado para o estudo do coração do feto);
  • Posição da placenta: durante o US morfológico é fundamental avaliar a posição da placenta, pois existem casos em que ela está baixa(placenta de inserção baixa = próxima ao orifício interno do colo do útero), aumentando o risco de sangramento vaginal e trabalho de parto prematuro. Cerca de 3% das mulheres apresentam placenta de inserção baixa nesta fase da gestação, o que tende a se corrigir naturalmente. Nesses casos, o ideal é sempre acompanhar a localização da placenta por meio da ultrassonografia transvaginal.
  • Índice de líquido amniótico: o volume do líquido amniótico durante o 2° trimestre gestacional é avaliado, mas de forma subjetiva. A partir de 28 semanas de gestação deve-se avaliar a quantidade de líquido amniótico objetivamente, sendo considerado o valor de normalidade entre 8 a 18 cm de líquido amniótico.
  • Medida do colo uterino: é recomendado que seja feita de forma rotineira, principalmente nos casos de histórico de parto prematuro, sangramento vaginal ou cólica abdominal. O valor considerado normal é acima de 25 mm de comprimento. Existem algumas situações, como por exemplo, a síndrome do colo curto ou a incompetência istmo-cervical, em que a paciente deve até mesmo realizar um procedimento chamado cerclagem uterina para evitar a perda gestacional precoce.

Importante

É imprescindível realizar o adequado acompanhamento pré-natal para prevenir diversos tipos de complicações que podem acontecer com a gestante. Isso inclui a realização de todos os exames ultrassonográficos necessários. Independente do status de saúde da mãe, as malformações fetais podem acometer qualquer feto, pois podem ser originárias de alterações cromossômicas desenvolvidas ao longo da formação do bebê. Atualmente existem diversos tipos de tratamentos para as mais variadas malformações, porém, quanto mais precoce for realizado o diagnóstico, mais efetivo será o tratamento.





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