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DIU - BedMed

O Dispositivo Intra Uterino, como o próprio nome já diz, é um método contraceptivo de longa duração que deve ser inserido, por médicos ginecologistas, no interior da cavidade uterina.

Ele consiste em um aparelho cilíndrico, flexível, com formato semelhante à letra T, que cria uma barreira física e, em alguns casos, hormonal, evitando uma gravidez indesejada.

Apesar de ser um método contraceptivo, ou seja, de impedir uma gravidez indesejada, o uso do DIU não substitui o emprego da camisinha durante as relações sexuais, porque ele não previne a transmissão de possíveis DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis).

Os tipos de DIU

Existem dois tipos distintos de DIU que podem ser utilizados: o DIU de cobre e o DIU hormonal (também conhecido como SIU – Sistema Intra Uterino). Cada um deles possui características específicas, apesar da aparência ser bastante semelhante. Entenda mais:

  • DIU de cobre: Feito de cobre, sendo que não possui hormônios em sua composição. Pode permanecer no útero por um período de 10 anos, com acompanhamento regular de um médico ginecologista. Sua taxa de falha varia entre 0,6 a 0,8 ao ano, ou seja, cerca de 6 a 8 mulheres em cada 1.000 pacientes que utilizam o método, engravidam.
  • DIU hormonal (SIU): Libera apenas progesterona no interior do útero, que, além de auxiliar na anticoncepção, também propicia a redução do fluxo menstrual (não contem estrogênio em sua composição). O DIU hormonal pode permanecer no organismo feminino por até 5 anos, de acordo com a orientação do ginecologista. Sua taxa de falha é menor do que a do DIU de cobre – 0,4 ao ano – e a incidência de efeitos colaterais é extremamente baixa.

Em ambos os tipos de DIU, a grande vantagem é a alta eficácia do método, pois independe da interação com a paciente (diferente da pílula, por exemplo). Além disso, ele apresenta um excelente custo-benefício, pois apresenta uma comodidade posológica e tem duração que varia entre 5 a 10 anos.

Quem pode utilizar

O método anticoncepcional é indicado para todas as mulheres, sendo ideal para quem deseja um método contraceptivo de longa duração.

Já existem diversos estudos atuais que demonstram que esse método pode até mesmo ser utilizado em pacientes jovens que nunca engravidaram.

É muito indicado para pessoas que têm problemas em tomar medicação com horário ou data estipulados.

Dispositivo Intra UterinoQuem não deve utilizar

São poucas as contraindicações do DIU. O método deve ser evitado em casos de:

  • Infecções ativas do trato genital feminino (DIP, por exemplo);
  • Suspeita de gravidez ou gravidez confirmada;
  • Sangramento vaginal de origem desconhecida;
  • Pacientes com histórico de alergia ao cobre – no caso das pacientes que desejam utilizar DIU de cobre;
  • Suspeita de câncer de colo de útero ou de endométrio;
  • Anormalidade anatômica do útero (útero bicorno, por exemplo).

Apenas após diagnósticos obtidos por um especialista em ginecologia é possível identificar se a mulher possui alguma restrição ao uso do dispositivo Intra Uterino.

Por isso, é sempre fundamental a avaliação de um ginecologista para indicar qual é o melhor método anticoncepcional para o seu caso.

Como é colocado e removido o dispositivo?

Garantindo que a paciente não está grávida e não possui nenhuma das restrições já mencionadas, o médico ginecologista pode realizar a inserção do DIU em qualquer momento do ciclo menstrual, porém o mais recomendado é introduzir o método durante o ciclo menstrual, pois, dessa forma, o orifício interno do colo do útero oferece menos resistência à introdução do aparelho.

O procedimento leva cerca de dez minutos e a sedação é opcional.

A remoção deve ser realizada em consultório de ginecologia, sem sedação, após o término do período ideal (variando de 5 a 10 anos, de acordo com o tipo do DIU) ou quando há a intenção de engravidar.

O DIU possui efeitos colaterais?

O DIU de cobre possui alguns efeitos colaterais indesejados, tais como: aumento da duração e do fluxo menstrual, aumento das cólicas menstruais e dor na inserção. A taxa de expulsão do DIU após sua inserção é de menos de 5%.

Já o DIU hormonal apresenta efeitos colaterais bem menores. Como ele não contem estrogênio em sua composição, o risco de trombose em uso do método é o mesmo do que pacientes que não utilizam métodos hormonais.

Ele pode gerar leves quadros de cólicas logo após a sua inserção e promove uma redução significativa no fluxo menstrual.

Apenas quantidades muito baixas do hormônio atingem o sistema circulatório, diminuindo as chances de algum efeito negativo do método.

Contudo, assim como qualquer método contraceptivo, o ideal é que um ginecologista oriente qual dos dois tipos de Dispositivo Intra Uterino é o mais indicado para cada caso.





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