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Saiba mais sobre as vantagens e desvantagens da laqueadura tubária | BedMed

A laqueadura tubária é um procedimento de anticoncepção definitiva que consiste na obstrução cirúrgica das trompas uterinas.

Existem diversas formas para realiza-la, sendo que o princípio básico é a interrupção da passagem dos espermatozoides pelas trompas, após a descontinuação cirúrgica das mesmas.

O fundamento básico antes de se optar pela realização de qualquer método cirúrgico para anticoncepção é que o casal sempre deve estar ciente sobre todas os demais métodos anticoncepcionais.

Atualmente, existem métodos hormonais de longa duração (implante hormonal dura 3 anos e SIU hormonal dura 5 anos) e com eficácia muito semelhante à da laqueadura tubária.

Por ser um método anticoncepcional definitivo, é ideal que o casal demonstre, por livre e espontânea vontade, o desejo em realizar a laqueadura.

De acordo com a Lei do Planejamento Familiar número 9.263, de 12 de Janeiro de 1996, a laqueadura tubária só é permitida nas seguintes circunstâncias:

I – Em homens e mulheres com capacidade civil plena e maiores de 25 anos OU, pelo menos, com 2 filhos vivos, desde que observado o prazo mínimo de 60 dias entre a manifestação da vontade e o ato cirúrgico (esse período foi baseado em uma pesquisa realizada nos Estados Unidos que identificou uma alta taxa de arrependimento entre as mulheres que faziam laqueadura);

II – Em caso de risco à vida ou à saúde da mulher ou do futuro concepto, testemunhado em relatório escrito e assinado por dois médicos.

Vale ressaltar que a laqueadura tubária não pode ser realizada durante o período de parto, aborto ou até o 42° dia de pós-parto ou aborto, EXCETO nos casos de comprovada necessidade, como por exemplo: cesáreas sucessivas anteriores (mais de 2 cesáreas prévias) ou quando a paciente for portadora de alguma doença e existir algum risco em uma futura gravidez (tanto para a paciente quanto para o concepto).

Em ambos os casos, a indicação de realização do procedimento deve ser assinada por dois médicos.

O período especificado dá a oportunidade do casal refletir sobre a escolha, analisando as vantagens e desvantagens do método, tais como:

Vantagens de realizar a laqueadura tubária:

  • Dentre todos os métodos anticoncepcionais vigentes, a laqueadura tubária é aquela que apresenta o menor risco de gravidez;
  • Economia relacionada aos possíveis gastos com outros anticoncepcionais;
  • Não interfere na libido;
  • Não interfere no processo de amamentação;
  • Raríssimas complicações para realização cirúrgica desse procedimento;
  • Benéfico para mulheres que são portadoras de doenças que oferecem risco à saúde.

Desvantagens da laqueadura tubária:

  • Não evita a transmissão de DSTs;
  • Muitas mulheres se arrependem e o procedimento, em alguns casos, é de difícil reversão;
  • Risco de desenvolvimento da síndrome pós laqueadura: alteração do fluxo menstrual e dor na região pélvica (as evidências atuais não comprovam a existência dessa síndrome, porém observamos que algumas pacientes apresentam esse quadro após a realização da laqueadura);
  • Difícil acesso nos serviços públicos, mesmo que seja um procedimento que é coberto pelo SUS.

Antes de tomar qualquer decisão, converse muito com seu parceiro e com seu ginecologista. Eles irão auxilia-la no processo de decisão.
Relembrando que é muito comum as mulheres questionarem sobre a realização do procedimento durante o parto, aproveitando o momento da cirurgia, contudo o método não é indicado nesse período devido à fragilidade da situação (conforme mencionado pela lei explicitada acima).

É possível reverter à laqueadura?

Atualmente já existe a possibilidade de reversão da laqueadura, no entanto é um método que demanda uma mão de obra extremamente especializada e de aparelhagem de ponta (cirurgia realizada por meio de microscópio – não existem muitos centros disponíveis no Brasil).

A cirurgia de reversão dura em média cerca de 4-5 horas e é pouco invasiva. Contudo, nem todas as laqueaduras são revertidas com sucesso, pois há casos em que uma porção significativa da tuba uterina foi retirada, prejudicando a junção das duas partes desconectadas.

O tempo para se fazer a reversão da laqueadura não interfere no sucesso da cirurgia, porém a idade da mulher pode ser um agravante, tendo em vista que a fertilidade feminina diminui gradativamente acima dos 35 anos.

Uma parcela das pacientes recupera a fertilidade após 30 dias da cirurgia, sendo que esse tempo é ideal para a cicatrização completa das trompas.

Além disso, a abstinência sexual durante esse período é indicada para prevenir qualquer tipo de infecção genital.

Os riscos para esse procedimento são os mesmos da laqueadura ou qualquer outro tipo de cirurgia abdominal, tais como: infecção ou sangramento.

Tanto a laqueadura tubária quanto a reversão da laqueadura podem ser realizadas por um ginecologista especializado no assunto.





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