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Rastreamento do primeiro Trimestre Gestacional



ultrassonografia morfológicaDefinição do rastreamento do primeiro trimestre gestacional

Além da confirmação da vitalidade fetal e da datação da gravidez, a ultrassonografia morfológica no 1° trimestre de gravidez tem como intuito rastrear possíveis alterações cromossômicas do feto, os quais podem identificar síndrome de Down (trissomia do cromossomo 21), síndrome de Edwards (trissomia do cromossomo 18) ou síndrome de Patau (trissomia do cromossomo 13).

O rastreamento do primeiro trimestre apresenta duas etapas:

  • Teste sanguíneo: o exame de sangue avaliará os níveis de duas substâncias específicas no sangue materno: 1.Gravidez associada à proteína plasmática-A 2. Gonadotrofina coriônica humana;
  • Exame ultrassonográfico: para avaliar a medida da translucência nucal (conteúdo líquido localizado na parte posterior do pescoço do feto) e de outros marcadores, como por exemplo: osso nasal, regurgitação da válvula tricúspide e avaliação do ducto venoso.

Normalmente o rastreamento do primeiro trimestre deve ser realizado entre 11 até 14 semanas de gestação, mas também poder ser realizada próxima ao período da nona semana de gestação.

O médico responsável poderá avaliar o risco de o bebê ser portador ou não de alguma aneuploidia – material genético alterado – usando a idade da mãe e os resultados dos exames de sangue e ultrassom.
No caso do risco ser baixo, o rastreamento do primeiro trimestre pode oferecer segurança de uma gestação saudável para a gestante. E se apresentar nível de risco moderado ou alto, o médico poderá indicar um rastreamento mais profundo e invasivo para o complemento do resultado interior utilizando o método de biópsia de vilo corial ou amniocentese.

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Porque deve ser realizado o rastreamento do primeiro tremestre gestacional?

O rastreamento do primeiro trimestre é feito para avaliar o risco de o bebê ser portador de aneuploidia, principalmente a síndrome de Down e a síndrome de Edwards.

  • A síndrome de Down gera alterações no desenvolvimento mental e social, assim como também alterações físicas.
  • A síndrome de Edwards é mais severa e pode evoluir para óbito (geralmente a idade média gira em torno de 1 ano).

No entanto o exame não consegue avaliar o risco de o feto desenvolver malformações do tubo neural, como mielomeningocele.
O rastreamento do primeiro trimestre pode ser realizado de forma precoce, o qual poderá obter resultados a respeito de sua gestação antecipadamente. Isso poderá fornecer mais tempo para tomar decisões a respeito de futuros testes, diagnósticos, tratamentos médicos e o curso da gestação. Caso o bebê apresente o diagnóstico de síndrome de Down, a futura mamãe poderá ter mais tempo para se preparar psicologicamente para recepcionar uma criança com necessidades especiais.

Outros exames de rastreamento podem ser realizados de forma mais tardia. Um exemplo é o teste quádruplo, que pode ser realizado entre 15 a 20 semanas de gestação, esse teste pode auxiliar no rastreamento de síndrome de Down, síndrome de Edwards e alterações do tubo neural.

Vale lembrar que o rastreamento de primeiro trimestre apenas indica se existe ou não um risco aumentado do bebê ser portador de alguma aneuploidia. Ele não é um teste diagnóstico, ou seja, não irá dar certeza se o bebê realmente tem alguma alteração.

O seu médico deverá avaliar o risco do rastreamento do primeiro trimestre para poder indicar algum exame invasivo mais detalhado.

Riscos do rastreamento do primeiro trimestre gestacional

O rastreamento de primeiro trimestre é um teste de rotina do pré-natal e não apresenta riscos de abortamento ou de qualquer outro tipo de complicação para a gestação.

Como se preparar para rastreamento do primeiro trimestre gestacional

Não existe a necessidade de fazer algum preparo especial para a realização do rastreamento do primeiro trimestre. Não precisando ficar de jejum para a coleta de exames sanguíneos e para realização da ultrassonografia.

O que você pode esperar do rastreamento do primeiro trimestre gestacional

O rastreamento do primeiro trimestre inclui exame sanguíneo e exame ultrassonográfico.

Durante o teste sanguíneo, um profissional da área da saúde irá retirar uma amostra sanguínea por meio da inserção de uma agulha intravenosa. A amostra será enviada para um laboratório para análise. Podendo retornar as atividades cotidianas normalmente.
O exame demora cerca de uma semana para ficar pronto.

Para a realização do exame ultrassonográfico, é necessário deitar-se em uma maca e o exame deverá ser realizado por via abdominal, por meio do aparelho de ultrassom. Seu médico deverá avaliar as medidas obtidas e principalmente deverá avaliar os marcadores ultrassonográficos para o cálculo de risco de aneuploidias. Geralmente o exame demora cerca de 50 minutos. O exame não causa dor e em seguida poderá retornar as atividades cotidianas.

Resultados do rastreamento do primeiro trimestre gestacionalexame fetal

Após os resultados seu médico irá avaliar, juntamente com eles, sua idade para estimar o risco do feto apresentar síndrome de Down ou síndrome de Edwards. Outros fatores – tais como histórico pessoal ou histórico familiar – também pode afetar o cálculo de risco.

O rastreamento do primeiro trimestre é dado como uma probabilidade numérica, como por exemplo, risco de 1: 5.000 gestações de apresentar um feto portador de síndrome de Down. Geralmente, o rastreamento é considerado positivo se o risco for superior a 1: 300.

É importante ressaltar que mesmo que o resultado do rastreamento vindo baixo, isso não garante que o bebê não vá apresentar alteração. Como da mesma forma que um resultado do rastreamento vindo alto, também não garante que o bebê vá apresentar alteração.

Quando o rastreamento do primeiro trimestre vem alterado, a paciente deve ser informada com relação às possíveis opções de testes diagnósticos:

  • Exame fetal não invasivo: esse novo teste sanguíneo avalia o DNA fetal circulante no sangue materno – evita a realização de testes mais invasivos e conseguem interpretar se existe a possibilidade do bebê apresentar outras alterações cromossômicas.
  • Biópsia de vilo corial: geralmente é realizada durante o período estipulado para realização da ultrassonografia morfológica do primeiro trimestre (11 a 14 semanas de gestação). Apresenta um pequeno risco de abortamento por ser um exame invasivo (cerca de 1%).
  • Amniocentese: pode ser realizada para o diagnóstico de alterações cromossômicas ou alterações do tubo neural. Uma amostra do líquido amniótico é obtida por meio da punção abdominal uterina. Também apresenta um pequeno risco de evoluir para abortamento (cerca de 1%).

O rastreamento do primeiro trimestre é fundamental para uma gestação saudável e para a preparação da futura mamãe e todos os familiares.

Quer saber mais sobre o rastreamento do primeiro trimestre gestacional? Separamos textos interessantes para a sua leitura:

1-) American Pregnancy Association – Clique aqui e leia mais

2-) Revista Medicina Materno-Fetal – Clique aqui e leia mais

 

– A ultrassonografia morfológica fetal do primeiro trimestre deve ser necessariamente realizada entre 11 a 14 semanas de gestação (os valores das curvas de normalidade foram feitos para fetos com comprimento crânio-nádegas entre 45 a 84 milímetros);

– Além de avaliar os marcadores de risco para aneuploidias citados no texto, esse exame também avalia a morfologia fetal. Deve-se averiguar o correto fechamento da cavidade abdominal (afastando diagnóstico de doenças, como por exemplo: onfalocele ou gastrosquise), a presença da bolha gástrica (afasta o diagnóstico de atresia esofágica), a presença da bexiga fetal dentro da cavidade pélvica (afasta o diagnóstico de extrofia vesical) e a avaliação dos membros superiores e inferiores;

– A ultrassonografia morfológica do primeiro trimestre é um exame de rastreamento e não diagnóstico, portanto, caso o exame venha alterado você deverá discutir com seu médico a respeito de outros exames para diagnóstico;

– A idade materna avançada (acima dos 35 anos) é um dos principais fatores para o aumento do risco de alterações cromossômicas fetais;

– A translucência nucal aumentada (geralmente acima de 2,5 milímetros – porém depende do comprimento crânio-nádegas do feto) é um sinal indicativo de aneuploidia, porém pode representar diversas outras alterações, tais como: alterações cardíacas fetais, infecções congênitas, alterações da drenagem linfática, compressão torácica ocasionada por hérnia diafragmática ou por síndrome da banda amniótica.