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Pólipo Uterino



Saiba mais sobre pólipo uterino - BedMedDefinição de Pólipo Uterino:

O pólipo uterino é a projeção da mucosa que reveste o interior do útero. Podem ser endocervicais quando aparecem no interior do colo do útero e endometriais quando aparecem no interior do corpo do útero. Na prática médica é um termo aplicado para qualquer formação, séssil ou pediculada, que faça relevo a partir da sua área de implante, independente da sua estrutura histológica. Eles podem ser únicos ou múltiplos e podem variar em tamanho.

Durante o período da menacme (período de vida reprodutiva da mulher), o pólipo uterino pode levar a um aumento do sangramento vaginal (aumento do fluxo ou da duração da menstruação) ou cólicas abdominais.

Durante o período pós-menopausa, a maioria das pacientes é assintomática (70-75% dos casos). Quando sintomáticos, a manifestação clínica mais comum é o sangramento vaginal anormal.

Na grande maioria são benignos, porém podem apresentar uma taxa de malignização que varia entre 0,5 a 3,2%. A taxa de malignização tende a ser maior no período da pós-menopausa. Portanto, quando diagnosticados, devem ser avaliados com relação ao risco de malignização.

Na década de 80 houve um aumento do diagnóstico de pólipos uterinos devido ao acesso facilitado à cavidade uterina por meio da ultrassonografia. A prevalência de pólipo uterino em pacientes que apresentam sangramento vaginal aumentado gira em torno de 10 a 30% e sua maior incidência ocorre entre os 50 aos 70 anos de idade.

Diagnóstico para pólipo uterino:

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O diagnóstico de pólipo uterino pode ser feito por meio da realização do ultrassom transvaginal ou abdominal evidenciando espessamento endometrial ou projeção intrauterina hiperecogênica. Embora não apresente especificidade para o diagnóstico de pólipo uterino, é o método de escolha para triagem de patologias uterinas em pacientes com sangramento vaginal aumentado.

O diagnóstico definitivo é feito por meio da visualização direta do pólipo uterino por meio da videohisteroscopia diagnóstica (exame realizado com ou sem anestesia). Durante a realização do exame pode ser realizada biópsia para avaliação anatomopatológica da peça.

 Antigamente, em casos de sangramento vaginal aumentado, era realizado curetagem uterina para pesquisa de câncer de endométrio. Ao longo do tempo constatou-se que a taxa de resultados negativos era muito alta e que havia a necessidade de realizar exames diagnósticos com maior acurácia e menos invasivos.

A curetagem uterina diagnóstica é utilizada em casos de lesões difusas endometriais, obtendo amostras satisfatórias para análises histológicas, porém não é satisfatória para lesões focais. Portanto, caso a paciente apresente alguma alteração em exame ultrassonográfico sugestivo de pólipo uterino, a realização de histeroscopia diagnóstica deve ser aventada.

A histeroscopia diagnóstica identifica facilmente a lesão sob visualização direta e permite a biópsia dirigida da mesma. Embora avalie com detalhes a cavidade uterina, a histeroscopia diagnóstica pode falhar no diagnóstico diferencial visual de lesões benignas e malignas. É mandatória a realização de biópsia com estudo anatomopatológico da lesão para identificar a sua natureza.

Antes da descoberta da histeroscopia cirúrgica, os pólipos uterinos eram tratados por curetagem ou histerectomia, sendo que a primeira opção era ineficaz e a segunda opção era extremamente agressiva.

O diagnóstico precoce ajuda no tratamento para pólipos uterinos:

Saiba mais sobre diagnóstico de pólipo uterino | BedMedAtualmente o tratamento baseia-se na idade, no desejo de engravidar e na sintomatologia da paciente. Caso a paciente apresente sintomas (aumento do fluxo menstrual ou cólicas abdominais) e seja portadora de pólipo uterino, a conduta é cirúrgica. Caso a paciente não apresente sintomas, deve-se investigar a idade da mesma e o desejo de engravidar:

  • Pacientes na pós-menopausa = realizar procedimento cirúrgico para retirada do pólipo (polipectomia histeroscópica);
  • Pacientes com idade reprodutiva e com desejo de engravidar = realizar procedimento cirúrgico para retirada do pólipo (polipectomia histeroscópica);
  • Pacientes com idade reprodutiva e que não desejam engravidar = realizar conduta expectante com avaliação semestral do pólipo uterino ou  realizar procedimento cirúrgico para retirada do pólipo (polipectomia histeroscópica).

A histeroscopia é o exame endoscópico que permite a visualização do canal endocervical e da cavidade uterina. É realizado com equipamento denominado histeroscópio e a paciente fica em posição ginecológica. Após a colocação de um espéculo no canal vaginal, o histeroscópio é introduzido através do colo uterino e com uma câmera conectada ao equipamento. A imagem obtida pela câmera é projetada em um monitor, sendo possível a avaliação sob visualização direta da cavidade uterina.

A polipectomia histeroscópica deve ser sempre realizada em centro cirúrgico. A paciente é submetida à anestesia com sedação e o material de trabalho da histeroscopia é introduzido pelo orifício do colo uterino, portanto, por via vaginal. Não é realizada nenhuma incisão e geralmente a paciente recebe alta hospitalar no mesmo dia. O período de recuperação pós-operatória é curto. As pacientes normalmente retomam as atividades cotidianas após um período de cerca de 24 horas.

A polipectomia histeroscópica é um método seguro e eficaz no tratamento dos pólipos uterinos. É o procedimento com menor morbidade para o tratamento de patologias benignas intrauterinas.

Quer saber mais sobre pólipo uterino?

Separamos textos interessantes para sua leitura:

 

Pólipo uterino uterino é o termo utilizado para designar o crescimento anormal de células localizadas na camada de revestimento interno do útero, que se prolongam e formam projeções para o interior da cavidade uterina. Os pólipos podem estar presentes no corpo ou no colo do útero. Caracterizado por ser uma estrutura amolecida e corpulenta, o […]

 

Os pólipos uterinos são caracterizados por serem lesões em relevo localizadas na superfície interna da cavidade uterina, que, de acordo com especialistas em ginecologia, apresentam uma incidência na população feminina que varia entre 7 a 25%, sendo mais comuns conforme o avançar da idade. Apesar de não existir um consenso sobre a verdadeira causa da […]

 

Os pólipos uterinos são definidos por um crescimento acentuado de células localizadas no interior do útero, que geram o desenvolvimento de pequenas protuberâncias na superfície da cavidade uterina. Sua prevalência é de cerca de 10 a 25% entre as mulheres que apresentam sangramento uterino aumentado. O pólipo possui características predominantemente benignas, com uma probabilidade de […]

 

Pólipos uterinos são lesões localizadas no interior do útero, com características predominantemente benignas e com baixo potencial de malignização. De acordo com especialistas em ginecologia, sua incidência na população feminina varia entre 7 a 25%, sendo mais comum conforme o avançar da idade. Não existe um consenso exato sobre a causa da formação do pólipo […]

 

Pólipo uterino é um termo utilizado entre os médicos para descrever a formação de uma projeção anormal, de consistência amolecida e corpulenta que aparece no interior da cavidade uterina (em uma região chamada de mucosa uterina). De acordo com especialistas em ginecologia, o pólipo é uma proliferação exagerada das células do tecido endometrial que revestem […]

 

Mioma, cisto e pólipo são alterações geralmente benignas que apresentam maior incidência em mulheres durante a idade reprodutiva (período em que ocorre uma grande produção hormonal ovariana). Por serem extremamente comuns e corriqueiras no cotidiano de muitas mulheres, optamos por redigir esse texto para orientá-las a respeito da diferença entre cada uma dessas alterações. Vale […]

Pólipo Endometrial – Dr. Giuliano Bedoschi

Pólipo uterino tem fácil tratamento e nem sempre causa dor. Entenda o que é pólipo uterino e quais os sintomas. Vídeo dica com o Dr. Giuliano Bedoschi, médico especialista em Reprodução Humana da Clínica BedMed.

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Pólipos no útero devem ser retirados?

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Fonte: globo.tv

 

15 causas que impedem um casal de engravidar

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25 MAR 2014

Homens e mulheres que tentam a concepção há mais de doze meses devem procurar ajuda médica — problemas incluem alteração hormonal, stress e endometriose

O sonho de ter um filho não é fácil de realizar para todo mundo. De acordo a Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva, dois em cada dez casais têm alguma dificuldade em reproduzir, por motivos que vão dos físicos, como o avanço da idade, aos psicológicos, a exemplo da ansiedade. “Podemos dizer que 40% dos fatores causadores da infertilidade são provenientes do homem, 40% da mulher e 20% de ambos”, diz o ginecologista João Dias Jr., coordenador clínico do Centro de Reprodução Humana do Hospital Sírio-Libanês, de São Paulo.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a infertilidade é caracterizada pela ausência de concepção após doze meses de relações sexuais sem a utilização de contraceptivos. “Se depois desse período a gravidez não acontecer, é preciso procurar ajuda médica”, diz o urologista Marcelo Vieira, titular da Sociedade Brasileira de Urologia. Infertilidade não deve ser confundida com esterilidade, uma condição na qual o corpo não é mais capaz de produzir ou excretar gametas (óvulos nas mulheres e espermatozoides nos homens). Nesse cenário, a chance de engravidar é praticamente nula.

Os principais motivos que atrapalham a chegada do filho, no caso das mulheres, são ligados a três grupos de fatores: os tubo-peritoneais (como as infecções pélvicas), os ovulatórios (como a síndrome do ovário policístico) e os uterinos (como os miomas). Entre os homens, um dos mais comuns é a varicole, que consiste na dilatação das veias de drenagem dos testículos. Com os avanços da medicina reprodutiva, há uma luz no fim do túnel para casais com dificuldade de ter filhos — os problemas mais frequentes costumam ser contornados com medicamentos e procedimentos cirúrgicos. “O conselho básico para quem quer engravidar e não tem nenhuma doença aparente ligada à fertilidade é seguir uma dieta balanceada, praticar exercícios físicos e ficar longe do álcool e do cigarro”, diz Dias Jr.

Dentre os fatores ovulatórios que dificultam a gravidez, a síndrome é a mais recorrente — acomete cerca de 10% de todas as mulheres e 75% das inférteis. A doença causa cólicas, menstruação irregular, pele oleosa, acne e obesidade. Ela é caracterizada pela falta de ovulação e pelo excesso de hormônios masculinos, como a testosterona. “Para quem tem a síndrome e quer engravidar, o tratamento é feito com medicações indutoras da ovulação”, explica o ginecologista Eduardo Motta, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e sócio-diretor do Grupo Huntington Medicina Reprodutiva.

Índice de massa corpórea (IMC) acima ou abaixo do recomendado: os dois cenários podem atrapalhar a fertilidade feminina. Os hormônios que chegam até os ovários e atuam no sistema reprodutor das mulheres precisam, necessariamente, da ajuda da gordura para trafegar no organismo. Tanto o excesso de gordura quanto a falta dela alteram o funcionamento do metabolismo, comprometem a ovulação e desregulam a menstruação.

A endometriose, que afeta de 10 a 15% das mulheres em idade reprodutiva, consiste no crescimento do tecido que reveste a parede interna do útero (o endométrio) em locais como ovários, bexiga e intestino, podendo causar inflamação nas trompas e na cavidade abdominal. Os sintomas comuns são cólicas menstruais fortes, dor na relação sexual e alterações urinárias e intestinais durante a menstruação. “Alguns remédios controlam a doença. Mas, para quem pretende engravidar, é comum recorrer à cirurgia”, diz João Dias Jr, coordenador clínico do Centro de Reprodução Humana do Hospital Sírio-Libanês, de São Paulo.

Os motivos que levam à infertilidade masculina são diversos. O mais comum é a varicocele, que se caracteriza pela dilatação das veias de drenagem dos testículos. “A doença é responsável por 40% dos casos de infertilidade nos homens. Sua causa é indefinida, mas sabemos que ela leva a uma deficiência na produção de espermatozoides pelo aumento da temperatura intratesticular, causada pelo acúmulo de sangue nas veias”, explica o urologista Marcelo Vieira, titular da Sociedade Brasileira de Urologia.

Outros problemas são baixa frequência do hábito sexual, causas congênitas (como cistos na linha mediana da próstata, que geram obstrução do ducto ejaculatório), doenças infecciosas (como a orquite e a caxumba, que dificultam a produção dos espermatozoides) e exposição a drogas e toxinas (como a quimioterapia e a radioterapia, que levam à lesão do epitélio germinativo, responsável pela produção de espermatozoides).

Sintomas como ciclos irregulares, mudanças de peso bruscas, alteração de humor e ansiedade podem ser indícios de que os hormônios estejam alterados. A ovulação é controlada por hormônios e depende, também, do bom funcionamento do organismo como um todo. Qualquer desregulação em alguma glândula secretora, como na tireoide, pode levar à dificuldade de engravidar, já que a ovulação fica deficiente.

As DST’s podem inflamar o útero e as trompas de falópio (por onde se passa o óvulo). Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), de 10 a 40% das mulheres que não trataram doenças como gonorreia ou infecção por clamídia (bactéria que atinge a uretra e as áreas genitais) possuem uma inflamação na pélvis, que dificulta a gravidez. No caso dos homens, a gonorreia pode obstruir o sistema ductal, por onde os espermatozoides saem.

Fatores emocionais, principalmente a ansiedade e o stress, modificam o funcionamento do hipotálamo — mais precisamente da glândula hipófise, que secreta hormônios importantes para a ovulação, como a gonadotrofina e a prolactina. “É importante lembrar que o stress pode agravar outros problemas já existentes na mulher, como alguns fatores ovulatórios”, explica Dias Jr.

As mulheres nascem com uma reserva de óvulos, que começa a diminuir logo que elas saem do útero da mãe. Aos 25 anos, mais de 70% dos óvulos já se foram e, aos 30, mais de 80%. No 35º aniversário, restam menos de 10% da reserva — nessa idade, a chance de gravidez é de 25%, caso não haja nenhum outro fator limitante. Dos 36 aos 40, a probabilidade cai para 15 a 20%.
Se for necessário recorrer à reprodução assistida, uma das técnicas é a inseminação intrauterina, que induz e controla a ovulação, além de injetar os espermatozoides direto no útero. Outra opção, para aquelas com menos chances de engravidar, é a fertilização in vitro, o chamado bebê de proveta. O método fecunda o espermatozoide em laboratório e insere os embriões no útero.

Os miomas são tumores benignos que se formam no útero sem causa determinada. Mais comuns em mulheres de 30 a 40 anos, eles alteram a parte interna do útero, dificultando a ovulação e a concepção. “A retirada do mioma por meio cirúrgico deve devolver ou aumentar a capacidade reprodutiva da paciente”, afirma o ginecologista Jonathas Borges, especialista em fertilidade e reprodução humana do Hospital Albert Einstein, em São Paulo.

O motivo mais comum para esse procedimento é a retirada de cistos no ovário, que se formam quando o folículo (onde o óvulo se desenvolve) não consegue liberar o óvulo constituído. “A cirurgia reduz a quantidade de óvulos”, afirma Dias Jr. Técnicas de reprodução assistida, como a indução de ovulação, pode ser uma opção para facilitar a concepção.

A quimioterapia, além de destruir as células cancerígenas, pode comprometer o bom funcionamento do sistema reprodutor. Os compostos químicos atacam o corpo inteiro, incluindo os óvulos, dificultando a gravidez. A indicação é recorrer a uma técnica de reprodução assistida.

A endometrite é caracterizada pela infecção do endométrio, tecido que reveste a parede interna do útero, e se manifesta com sintomas como dores na região pélvica, febre, mal-estar, sangramento secreção vaginal anormais. Após um tratamento com antibióticos, a paciente volta a ser fértil.

Existem fatores que comprometem a permeabilidade das trompas e atrapalham a chegada e a fixação do esperma para a fecundação. “Infecções pélvicas e ginecológicas, se não tratadas, podem danificar a aderência da trompa para a concepção”, afirma Eduardo Motta. Manter os exames ginecológicos em dia ajuda a afastar problemas. Na maioria dos casos, o tratamento é feito com o uso de medicamentos via oral.

Os métodos contraceptivos injetáveis deixam o muco cervical mais espesso, impedindo a passagem dos espermatozoides. Mulheres que usaram injeções recentemente (de seis meses a um ano, período em que o medicamento afeta a fertilidade feminina) devem consultar um ginecologista antes de tentar engravidar, para não ter falsas ilusões. “O remédio pode ficar mais tempo no organismo. Quando ele perde o efeito, a mulher torna-se fértil novamente”, diz Dias Jr.

A pílula anticoncepcional, vista por alguns leigos como prejudicial à fertilidade, pode ser, na realidade, uma aliada da cegonha. Quem toma pílula tem menos chances de desenvolver pólipos endometriais, endometriose e espessamento no ovário, fatores que dificultam a gravidez. “Após a interrupção do anticoncepcional, o ciclo ovulatório se normaliza e a mulher já tem potencial fértil imediato”, explica Marcelo Vieira.

Os fatores idiopáticos, que acometem homens e mulheres, são aqueles desconhecidos pelo médico, mesmo após uma completa investigação diagnóstica. “Na maioria dos casos, esses fatores têm causas genéticas que não conseguimos identificar. Nesses episódios, a reprodução assistida é o melhor método”, diz Dias Jr.

Fonte: FEBRASGO