Select language

Histeroscopia Diagnóstica e Cirúrgica



Interior do útero Definição de histeroscopia

A histeroscopia é um procedimento minimamente invasivo (diagnóstico e terapêutico) realizado no intuito de avaliar o interior da cavidade uterina, sem a necessidade de realizar qualquer tipo de incisão cirúrgica. Consiste na inserção de uma pequena câmera (denominada histeroscópio) através do canal vaginal e do colo uterino, que transmite a imagem do interior do útero por meio de um monitor de televisão. Permite a visualização da cavidade uterina, dos óstios tubáreos (orifícios de entrada das tubas uterinas), canal cervical, colo uterino e vagina.

Ela pode ser utilizada para realizar diagnóstico (histeroscopia diagnóstica) ou tratamento (histeroscopia cirúrgica) das principais doenças que acometem o interior do útero. Deve ser realizado jejum para líquidos e sólidos por um período de quatro a oito horas antes do exame. É um dos diversos exames solicitados pelo seu médico com a intenção de resolver anormalidades uterinas ou intra-cervicais. Não é indicada para avaliar a porção muscular do útero (miométrio), pois consegue avaliar apenas o interior da cavidade uterina. Geralmente é realizada por um ginecologista ou por um cirurgião.

Indicações da histeroscopia

Esse procedimento pode ser recomendado em diversas situações, como por exemplo:

  • Sangramento vaginal anormal;
  • Retenção placentária ou de produtos da concepção após o nascimento ou após qualquer tipo de abortamento;
  • Alterações congênitas do trato genital feminino;
  • Presença de sinéquias (aderências) intrauterinas após a realização de curetagem uterina;
  • Retirada de dispositivo intrauterino (quando o fio do dispositivo não pode ser visualizado se exteriorizando pelo orifício externo do colo do útero);
  • Pólipos Uterinos ou miomas localizados no canal cervical ou na porção submucosa do útero;
  • Período prévio à realização de fertilização in vitro – avaliar a cavidade uterina para ter certeza de que não há nenhuma alteração que possa atrapalhar o procedimento de reprodução assistida.

A histeroscopia também pode ser realizada para auxiliar na localização das anormalidades uterinas e para obter amostras de biópsia para estudo anatomopatológico. Além disso, a histeroscopia pode ser realizada para procedimentos de esterilização cirúrgica (os dispositivos são colocados dentro das tubas uterinas e realizam a sua obstrução de forma definitiva – não requer internação e nem incisão cirúrgica).

Agende sua Consulta

Existem diversos tipos de histeroscópios disponíveis para realização do exame, a depender do tipo de procedimento que deverá ser realizado. Alguns desses aparelhos vêm junto com outros instrumentos que permitem a manipulação cirúrgica e a retirada de tecido caso seja necessário. O diâmetro do histeroscópio geralmente varia entre 1,2 a 4,0 milímetros.

A histeroscopia pode ser realizada de forma ambulatorial ou em ambiente hospitalar. Existe uma disponibilidade grande de opções de tratamento para controle da dor, desde a realização de anestesia até o uso de medicações analgésicas. Em alguns casos, existem procedimentos que utilizam histeroscópios de pequeno diâmetro que não precisam da dilatação do colo uterino, e que, portanto, não precisam de anestesia. Em outros casos, um anestésico local pode ser aplicado de forma tópica ou por meio de injeção. Esse exame deverá ser agendado fora dos períodos menstruais (o fluxo menstrual impossibilita ou dificulta a visualização da cavidade uterina).

Como o procedimento de histeroscopia é realizado?

O espéculo vaginal geralmente é inserido no canal vaginal para facilitar a
inserção do histeroscópio através da cavidade uterina (em alguns casos não é necessário utilizar o espéculo vaginal, sendo realizado a vaginoscopia, ou seja, a introdução direta do histeroscópio dentro do canal vaginal, seguido da infusão de líquido para distender o canal, podendo obter imagem direta do colo do útero sem a necessidade de utilizar espéculo vaginal).

Dependendo do tipo de histeroscópio que é utilizado, é necessário o uso de dilatadores do canal cervical ou de instrumentos cirúrgicos. Após a inserção do histeroscópio, fluído ou gás é injetado na cavidade uterina para sua distensão e melhor visualização.

Nos casos de administração de fluído, seu médico deverá ficar atento à quantidade de líquido que está sendo introduzida dentro do útero e a quantidade de líquido que está saindo (para evitar o “overload”).

Analgésicos ou anti-inflamatórios são recomendados após o procedimento para controle da dor. Habitualmente a recuperação é rápida e você pode ir para casa logo após a realização do exame. Nos casos de aplicação de anestesia geral, é recomendado que você aguarde um determinado período até que os efeitos da anestesia tenham desaparecido.

É comum apresentar discreto sangramento vaginal ou cólicas abdominais após a realização da histeroscopia. Dependendo do tipo de anestesia aplicada, é comum sentir cólicas abdominais até mesmo durante a realização do exame.

Contra-indicações ao procedimento de histeroscopia

exame ginecológico Esse procedimento não deve ser realizado em mulheres grávidas ou em pacientes com infecção pélvica ativa. Também não deve ser realizado em pacientes com câncer de colo uterino. Algumas condições (posição anormal do útero, obstrução do canal cervical ou da cavidade uterina) podem dificultar ou impossibilitar a realização da histeroscopia.

Quais são as possíveis complicações da histeroscopia?

As complicações da histeroscopia são raras e incluem: perfuração uterina, sangramento, infecção, danos ao trato urinário e digestivo ou complicações secundárias à ação das drogas anestésicas. A perfuração acidental do útero é a complicação mais comum e ocorre em 0,1% das histeroscopias diagnósticas e 1% das histeroscopias cirúrgicas. Outras raras complicações são: “overload” de líquido (administração exacerbada de líquido para distender a cavidade uterina) ou embolismo gasoso (quando o gás utilizado para distender a cavidade uterina entra na circulação sanguínea).

Histeroscopia é a inspeção médica da cavidade uterina através de endoscopia. Permite o diagnóstico de patologias intrauterinas e serve como método para intervenção cirúrgica.

A histeroscopia diagnóstica é um exame realizado para observar a cavidade uterina e o canal cervical. A grande vantagem é a possibilidade de sua realização em ambulatório sem o uso da anestesia e sem requerer internação.

Ela permite a visualização direta do interior do útero, com introdução de instrumental e uma ótica via vaginal que varia de 1,2mm a 4mm de diâmetro, podendo ser realizada no próprio consultório.

Através da vídeo-histeroscopia, introduz-se pela vagina uma fina fibra óptica no canal uterino, que leva luz ao seu interior, bem como um gás (gás carbônico) para distendê-la, tudo controlado pelo histeroflator automático que oferece proteção e segurança quanto à absorção de CO² pela paciente. A essa ótica acopla-se uma micro câmera, que leva a imagem até um monitor de TV permitindo assim a visualização do canal cervical com uma nitidez magnífica e as patologias existentes neste local. Após o exame a paciente poderá retornar às suas atividades cotidianas normais. Todos os exames são fotografados.

A este recurso dá-se o nome de histeroscopia diagnóstica.

Indicações diagnósticas:

  • Infertilidade.
  • Abortamento habitual.
  • Sangramento uterino anormal.
  • Pólipos.
  • Miomas.
  • Aderências.
  • Espessamento do endométrio.
  • Adenocarcinoma do endométrio.

Cavidade uterina visualizada na histeroscopia diagnóstica

Indicações da Histeroscopia Cirúrgica:

Após a constatação de alguma patologia que tenha necessidade cirúrgica, o médico solicitará uma internação da paciente para realização da Histeroscopia Cirúrgica, cujo tratamento também poderá ser feito pela via endoscópica. A Vídeo Histeroscopia operatória permite que a cirurgia seja feita através do colo do útero, sem necessidade alguma de incisões ou cortes, em ambiente hospitalar, com internação de, no máximo, 24 horas.

Apesar de ser realizada da mesma forma que a Histeroscopia Diagnóstica, a Vídeo Histeroscopia operatória exige internação e anestesia, pois os instrumentos utilizados são mais calibrosos. Mesmo assim o método reduz significativamente o risco de infecção hospitalar e o tempo de recuperação da paciente é mínimo.

A histeroscopia apresenta menos de 1% de complicações cirúrgicas. Indicações Cirúrgicas:

  • Retirada de miomas
  • Retirada de pólipos.
  • Retirada de sinéquias (cicatrizes) ou de septos (alteração congênita).
  • Ablação do Endométrio (alternativa à histerectomia) para diminuição de hemorragias.
  • Remoção de corpo estranho.
  • Biópsia dirigida.
  • Cateterização tubária.

FONTE: Wikipedia

Vídeo-Histeroscopia: Múltiplos diagnósticos.

Imagens criadas a partir de simuladores realísticos

FONTE: YOU TUBE

Quer saber mais sobre Histeroscopia Diagnóstica? Separamos textos interessantes para sua leitura:

1) Diagnóstico e tratamento dos pólipos endometriais: Recomendações clínicas – Clique aqui e leia mais

Fonte: web-site SOGESP

 

Seguem aqui algumas informações importantes sobre o exame de Histeroscopia Diagnóstica:

– Cerca de 10 a 24% das pacientes em idade reprodutiva podem evoluir com lesões precursoras do câncer de endométrio. Muitas vezes, o único sintoma dessas pacientes é o aumento do fluxo sanguíneo durante a menstruação. É essencial a visualização do interior da cavidade uterina para pacientes que apresentam alteração do padrão menstrual de forma abrupta;

– A histeroscopia diagnóstica pode ser realizada de forma ambulatorial na grande maioria das vezes, ou seja, é um procedimento que geralmente não necessita de internação e nem de anestesia para ser realizado (vide exceções especificadas no texto básico).

– A histeroscopia cirúrgica deve ser realizada em ambiente hospitalar e tem baixos índices de complicações. Geralmente a paciente interna no dia do procedimento e recebe alta hospitalar no dia seguinte.