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Diabetes gestacional



diabetes na gravidez Você sabe o que é diabetes gestacional?

A diabetes mellitus é uma das doenças ocorrente no sexo feminino, definida como um estado de intolerância à glicose que começa ou é diagnosticada pela primeira vez durante a gravidez, sendo a enfermidade mais comum nesse período.
Nos Estados Unidos são diagnosticados 135.000 novos casos por ano, tendo uma prevalência de 1,4 a 2,8% nas populações de baixo risco e de 3,3 a 6,1% nas populações de alto risco.
O aumento dos níveis de açúcar durante a gestação pode causar uma série de complicações, como, por exemplo, o aumento da mortalidade materna ou fetal e deve ser tratada da forma mais precoce possível.

A doença é desenvolvida devido ao aumento da produção dos hormônios contra reguladores da insulina que são gerados pela placenta, associada ao estresse fisiológico imposto pela gravidez e a fatores predeterminantes como, genéticos ou ambientais. Em alguns casos, as gestantes não conseguem produzir insulina, hormônio responsável pela captação e utilização da glicose pelo corpo, de forma suficiente e acabam desenvolvendo um estado de hiperglicemia, que é o aumento dos níveis de glicose nos vasos sanguíneos.

A glicose acaba passando para circulação fetal por difusão facilitada e gera um aumento dos níveis de glicemia sanguínea fetal. A glicose estimula a produção de insulina, que é um hormônio anabolizante, determinando quadros de macrossomia fetal (crescimento fetal excessivo).
Além disso, a gestante portadora de diabetes mellitus não tratada tem maior risco de:

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  • Rotura prematura das membranas ovulares;
  • Parto prematuro;
  • Feto com apresentação pélvica;
  • Surgimento de pré-eclâmpsia.

Estudos recentes comprovam que filhos de mães que tiveram diabetes na gestação apresentam maior risco de desenvolver diabetes e obesidade na vida adulta.

Após a ligação do cordão umbilical ao nascimento, o recém-nascido com níveis elevados de insulina metaboliza rapidamente a glicose e desenvolve quadros de hipoglicemia, queda dos níveis de açúcar no sangue. Causando também a retardação da produção de surfactante pulmonar, levando a síndrome do desconforto respiratório ao nascimento. Outras alterações encontradas no recém-nascido de mãe com diabetes gestacional são: hipocalcemia, hipomagnesemia, icterícia e policitemia com hiperviscosidade sanguínea.

Principais fatores de risco da diabetes gestacional

Existem alguns fatores de risco para o desenvolvimento de diabetes mellitus na gestação:

  • Histórico familiar de diabetes em parentes de 1º grau;
  • Antecedentes pessoais, como histórico de diabetes gestacional nas últimas gestações, óbito fetal sem causa determinada, hipertensão arterial sistêmica e obesidade;
  • Ganho de peso excessivo na gestação atua;
  • Idade materna avançada;
  • Uso de medicações hiperglicemiantes (corticóides, diuréticos tiazídicos) e síndrome dos ovários policísticos.

Para se prevenir do surgimento da diabetes gestacional é importante:

  • Peso normal ao corpo antes da gestação;
  • Idade a cima dos 25 ano;
  • História familiar negativa para diabetes;
  • Ausência de complicações obstétricas prévias.

Os critérios diagnósticos para diabetes mellitus gestacional foram criados há mais de 40 anos e, com pequenas alterações, permanecem até os dias de hoje. Com isso é recomendado que toda gestante realize o teste de tolerância oral a glicose a partir de 24 semanas. O diagnóstico é feito caso uma ou mais aferições da glicose no sangue venham com valores iguais ou maiores a 92 mg/dL no jejum ou 180 mg/dL e 153 mg/dL respectivamente 1° hora e 2° hora após a ingestão do açúcar.

Entenda mais sobre a diabetes no vídeo abaixo:

Tratamento para diabetes gestacional

O controle da doença é feito, na grande maioria dos casos, por meio de uma orientação nutricional adequada. É indicada a gestante com diabetes gestacional ter uma alimentação balanceada e dividida em seis refeições ao longo do dia, as três principais refeições e três lanches. O lanche noturno é importante para evitar a queda de açúcar durante o sono.

As gestantes obesas devem ser submetidas à dieta leve com restrição calórica (total de 25 kcal/kg de peso atual por dia), enquanto as gestantes com peso normal devem ser orientadas a ingerir um total calórico diário em torno de 30 kcal/kg de peso atual por dia.
O valor calórico total deve ser bem distribuído durante o dia, com 15% no café da manhã, 10% no lanche da manhã, 30% no almoço, 10% no lanche da tarde, 25% no jantar e 10% na ceia. Já a distribuição sugerida dos nutrientes é de 40 a 50% de carboidratos, 25 a 30% de proteínas e 25 a 30% de gorduras.
Mas essas orientações devem ser passada através da nutricionista ou ginecologista responsável que acompanharão ao longo de toda a gestação.

Além disso, é importante que as gestantes realizem atividades físicas aeróbicas leves a moderadas, desde que não apresentem contra-indicações clínicas ou obstétricas.Coleção Gestante

As gestantes que não apresentarem um controle adequado da glicemia por meio de uma dieta satisfatória e da realização de atividade física devem associar o uso de insulina no tratamento. O uso é seguro durante a gravidez e objetiva a normalização da glicemia materna.

Não existem contra indicações específicas para a via de parto, sendo esta determinada pelas condições obstétricas da paciente.

Para as gestantes que não utilizam insulina durante a gestação, devem manter o jejum a partir do início do trabalho de parto, com controle da glicemia capilar de hora em hora e administração contínua de soro glicosado a 5% a 100 ml/hora.   Já para as gestantes que utilizaram insulina durante a gestação devem manter um regime de controle intermitente com insulina regular conforme orientação médica.

Depois do parto as alterações metabólicas são revertidas e os níveis de glicemia tendem a se normalizar. A amamentação exclusiva deve ser estimulada e após 6º a 8º semanas do parto as pacientes devem realizar novo exame de teste de tolerância oral a glicose com 75 gramas de glicose para reclassificá-las como sendo ou não portadoras de diabetes.

Quer saber mais sobre a Diabetes Mellitus Gestacional? Separamos textos interessantes para sua leitura:

1) Diabetes Gestacional – Clique aqui e leia mais

Fonte: web-site SOCIEDADE BRASILEIRA DE DIABETES

2) Diretrizes 2014 sobre diabetes mellitus da American Diabetes Association (ADA) – Clique e leia mais

Fonte: web-site PORTAL DE MEDICINA

 

Coleção Gestante

  • Todas as gestantes devem realizar o teste de tolerância oral a glicose 75 gramas (GTT 75g) para rastreamento de diabetes mellitus gestacional entre 24 a 28 semanas de gestação, independente do pré-natal ser de alto ou de baixo risco;
  • A primeira linha de tratamento da diabetes mellitus gestacional é a mudança do estilo de vida, ou seja, mudança dos hábitos alimentares e realização de atividade física aeróbica;
  • É ideal que a gestante com diabetes mellitus gestacional tenha uma avaliação nutricional individualizada;
  • O controle ultrassonográfico pré-natal é essencial para avaliação do peso fetal estimado e da quantidade de líquido amniótico. A diabetes mellitus gestacional pode ocasionar um aumento do líquido amniótico (situação conhecida como polidrâmnio) e, consequentemente, um aumento do risco de apresentar trabalho de parto prematuro pela sobredistensão uterina causada pelo excesso de líquido;
  • Após o nascimento, o bebê deverá ter sua glicemia capilar monitorizada, pois filhos de mães diabéticas podem apresentar um risco aumentado de desenvolver hiperglicemia após o clampeamento do cordão umbilical;
  • As puérperas que apresentaram diabetes mellitus na gestação, devem realizar um novo teste de tolerância oral a glicose 75 gramas de 6 a 8 semanas após o parto (reclassificação do quadro de diabetes). A grande maioria das pacientes apresentará níveis glicêmicos adequados, porém uma pequena parcela pode vir a desenvolver diabetes mellitus tipo 2.