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Aprenda o básico sobre Reprodução Humana



Embora os homens produzam espermatozoides diariamente, as mulheres ovulam somente uma vez durante um ciclo de ovulação específico. É somente durante esse período relativamente curto de tempo (o óvulo deve ser fertilizado dentro de 24 horas ou ele morrerá) que uma concepção bem sucedida pode ocorrer. Passamos as duas semanas subsequentes esperando e imaginando se a implantação foi ou não bem sucedida.

É por esse motivo que nos referimos às taxas de sucesso de gravidez de acordo com a probabilidade da concepção ocorrer em determinado ciclo menstrual. Todo tratamento de fertilidade também ocorrerá em algum ciclo menstrual. Um tratamento de reprodução assistida envolve reforçar as três fases básicas da reprodução – ovulação, fertilização e implantação – a fim de otimizar a possibilidade de gravidez.

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Ovulação

Durante a concepção natural, diversos folículos começam a crescer em ambos os ovários a partir do início do ciclo menstrual. Cada folículo contém um óvulo em seu interior.

Um folículo basicamente parece uma pequena bolha, com um tamanho de cerca de 3 a 4 mm, disposto na superfície do ovário, contendo fluido folicular e uma pequena célula do tamanho de um pequeno grão de areia, que é o “oócito”, ou óvulo. O óvulo é para o folículo o que uma semente é para um fruto. Como resultado de uma secreção hormonal natural (o corpo estimula o ovário com um hormônio chamado hormônio folículo-estimulante (FSH)), somente um folículo é selecionado para ovulação e os outros são reabsorvidos pelos ovários. O folículo selecionado cresce até cerca de 20 mm em diâmetro, ou quase o tamanho de uma uva grande. Este processo leva cerca de duas semanas e culmina na ovulação.

O corpo aciona a ovulação liberando um hormônio chamado hormônio luteinizante, ou LH. Este hormônio é facilmente medido na urina entre 12 e 24 horas antes da liberação do óvulo. Kits de detecção de ovulação disponíveis comercialmente utilizam a  medição do LH. Durante a ovulação, o folículo se rompe liberando o fluido que está em seu interior e assim liberando o óvulo.

O óvulo é pego por uma das duas trompas de falópio (as mulheres nascem com duas trompas de falópio, mas somente uma irá trabalhar em determinado ciclo menstrual). O óvulo agora sente seu próprio relógio biológico funcionando: ele deve ser fertilizado dentro das próximas 24 horas ou morrerá.

Fertilizaçãofertilização in vitro

Felizmente, o espermatozoide sobrevive por dois ou mais dias no trato reprodutivo feminino e portanto, a relação sexual não precisa ocorrer exatamente no momento da ovulação. Uma relação sexual a cada um ou dois dias é perfeitamente adequada para reabastecer a fonte de espermatozoide no sistema reprodutivo feminino. Porém, se o casal optar pelo tratamento de inseminação artificial, a inseminação deve ser programada em momento próximo da ovulação.

Se o espermatozoide for bem sucedido em fertilizar o óvulo, o “zigoto” resultante submete-se a uma série de divisões celulares. Conforme o embrião desce pela trompa de falópio em direção ao útero, cada célula se divide a cada 14 ou 18 horas. Uma vez que o embrião está confinado dentro de uma casca de ovo humana, chamada de “zona pelúcida”, as células se tornam progressivamente cada vez menores com cada divisão celular.

Implantação

O embrião chega ao útero em torno de cinco dias após a ovulação. O embrião tem agora entre 50 e 100 células e é chamado “blastocisto”. Ele deve agora expandir e eclodir a sua casca de ovo de modo que as células dentro dele possam implantar na parede do útero. O processo pode ser comparado a uma semente germinando e colocando suas raízes para fora após serem plantadas. As células embrionárias que crescem na parede do útero continuam a replicar. Elas produzem um hormônio chamado gonadotrofina coriônica humana (HCG) e esse é o hormônio que é medido no sangue ou na urina para determinar se uma mulher engravidou.

Uma vez que a implantação tenha sido estabelecida, devemos ver se a gravidez está indo bem. Devemos realizar o acompanhamento dos níveis de HCG no sangue durante as duas primeiras semanas após a implantação, e observar a gravidez por ultrassom depois disso. O batimento cardíaco fetal pode ser observado através do ultrassom entre seis e sete semanas de idade gestacional, o que significa quatro ou cinco semanas após a ovulação. O ovário continua a produzir hormônios (estrogênio e progesterona) para auxiliar a gravidez até o final do primeiro trimestre (por volta de 12 semanas). Depois disso, a gravidez é capaz de se sustentar sozinha, através dos hormônios produzidos pela placenta.

Após a leitura de como a reprodução ocorre normalmente, é fácil compreender quais tipos de exames são necessários caso um casal esteja tendo dificuldade em engravidar. Mas uma das primeiras perguntas é, “Quando é adequado fazer uma avaliação?”

Quando é o momento certo de faze exames de infertilidade?

A definição correta de infertilidade é “ausência de gravidez após um ano de relações sexuais desprotegidas, bem distribuídas ao longo do mês, sem uso de métodos contraceptivos”. Essa é uma boa regra geral para casais jovens, com menos de 30 anos, que não tenham motivos óbvios para que a concepção não ocorra. Há muitas exceções a essa regra, incluindo casais mais velhos, para os quais o tempo é essencial.

Para casais que suspeitam que há uma razão para o porquê eles possam ter dificuldade de engravidar, é perfeitamente adequado avaliar quaisquer áreas de potencial dificuldade independente de quanto tempo eles vêm tentando engravidar. Às vezes, um exame pode ser realizado antes mesmo do casal tentar engravidar. Por exemplo, uma mulher cujos ciclos menstruais sejam extremamente irregulares ou infrequentes (como uma ou duas vezes ao ano) pode ser avaliada para possível fator ovulatório de infertilidade, ao invés de tentar por um ano e então procurar uma opinião médica. Da mesma maneira, um homem que nasceu com testículos fora da bolsa testicular (criptorquidia) pode querer fazer um espermograma para descobrir se a fertilidade é possível.

Quais exames devem ser incluídos?

A avaliação de infertilidade procede com linhas simples e lógicas: 1) examinar os óvulos e a ovulação, 2) examinar os espermatozoides, 3) ter certeza que eles conseguirão se encontrar. Esses são os três passos básicos para trabalhar a infertilidade. Exames adicionais podem ser indicados após o término dessa investigação.

  • Óvulos

Nesta categoria, devemos primeiro verificar se a mulher está ovulando, significando que os ovários dela estão produzindo óvulos e que eles estão sendo liberados a cada mês. Um simples exame de sangue com dosagem de progesterona, realizado cerca de uma semana antes do início do próximo ciclo menstrual é suficiente. Se a mulher está acima dos 35 anos de idade, ele deve também ser examinada para a reserva ovariana, que é a medida da quantidade de óvulos nos ovários.

exames de infertilidade

  • Espermatozoides

O exame de fertilidade masculino básico é o espermograma. Uma amostra de sêmen ejaculado é analisada em volume, concentração de espermatozoide, proporção de motilidade espermática e a proporção de formas normais. É importante compreender que qualidade ao invés de quantidade é importante quando se trata do espermatozoide; “qualidade” é equiparado com o “potencial de fertilização”. A razão pela qual realizamos o espermograma é porque os parâmetros que são medidos na análise do sêmen correlacionam-se com a capacidade de fertilização. Uma análise de sêmen normal não garante a fertilização; só faz com que seja mais provável que o casal estará exposto à gravidez.

  • Transporte

Quando se estabelece que a mulher está ovulando e o homem está produzindo espermatozoides, é essencial garantir que eles se encontrem. O melhor exame para esse propósito é o histerossalpingografia (HSG). Ele é um tipo de raio X, no qual um contraste líquido é introduzido no útero através de um pequeno cateter flexível. Conforme o líquido é injetado pelo radiologista, os raios X são realizados e uma vez que o contraste líquido absorve os raios X, o contorno da cavidade uterina e as trompas de falópio podem ser vistos no filme do raio X. A HSG é portanto útil tanto para demonstrar uma cavidade uterina normal, assim como para mostrar que as trompas de falópio estão abertas. Se as trompas de falópio estiverem bloqueadas ou se houver uma anormalidade no útero, o que pode interferir na implantação do embrião, uma correção cirúrgica pode ser necessária antes da tentativa de gravidez.

  • Exames adicionais

Caso nenhum dos três exames sejam anormais, mais exames podem ser solicitados para estabelecer uma razão precisa para a infertilidade. Por exemplo, se a mulher não está ovulando adequadamente, outra avaliação hormonal pode ser necessária. No passado, um “teste pós-coito” era incluído na rotina de avaliação de fertilidade. Pedia-se que o casal tivesse relação e o muco cervical era então analisado para a presença de espermatozoides. Infelizmente, com o passar do tempo, descobriu-se que o teste pós-coito muito inconsistente e é raramente utilizado hoje.

No passado, os pacientes comumente também fariam uma laparoscopia como parte da avaliação de infertilidade se todos os outros exames estivessem normais. Contudo, uma reavaliação cuidadosa dessa prática revelou que o número de pacientes que foram de fato beneficiados com esse procedimento cirúrgico foi muito pequeno. Hoje, a laparoscopia é reservada para pacientes que tem uma razão específica para que seja realizada. Exemplos incluem mulheres com cirurgia pélvica anterior, aquelas com gravidez ectópica anterior, ou aquelas com dor pélvica inexplicável.

Além dos exames de fertilidade específicos descritos acima, exames de doenças infecciosas serão solicitados para ambos os parceiros. Os exames exatos necessários vão variar de acordo com o tratamento de reprodução humana proposto ou alguma condição de saúde particular do paciente. Entretanto, os exames básicos normalmente solicitados incluem HIV, HTLV I e II, Antígeno de Superfície do vírus da Hepatite B, Anticorpos de Hepatite C e VDRL e RPR para Sífilis (Rapid Plasma Reagent).

Histerossalpingografia

Histerossalpingografia – Exame realizada para avaliar a cavidade uterina e permeabilidade das tubas uterinas. Consiste em exame básico na avaliação dos casais com infertilidade. Sempre leve a grafia (“chapa”) do exame na consulta para avaliação do especialista em reprodução humana.

Quer saber mais sobre Reprodução Humana? Separamos textos interessantes para sua leitura:

1) Avaliação do casal infértil – Clique aqui e leia mais

Fonte: web-site BedMed

2) Inseminação Intra-uterina – Clique aqui e leia mais

Fonte: web-site BedMed

3) Fertilização In Vitro – Clique aqui e leia mais

Fonte: web-site BedMed

Nossas pacientes sempre têm muitas perguntas sobre tratamentos de fertilização. Aqui estão algumas respostas para algumas das perguntas mais comuns:

Quanto tempo espero antes de ser avaliada por um especialista em reprodução humana?

Geralmente, a maior parte das pacientes iniciará uma avaliação após um ano de tentativa de gravidez. A média de fecundabilidade (taxa de gravidez por mês) para um casal fértil é de aproximadamente 20%. Por isso, aproximadamente 85 – 90% dos casais ficarão grávidos após um ano de tentativas. Os 10-15% restantes devem ser avaliados para determinar a causa da infertilidade. Mulheres acima dos 35 anos de idade devem procurar um especialista em reprodução humana após seis meses de tentativas de gravidez. Mulheres acima dos 40 anos de idade podem considerar visitar um especialista assim que decidam iniciar com as tentativas de gravidez.

Posso engravidar se eu não tenho mais menstruações?

A resposta depende da causa da ausência de menstruações. Testes de ovulação e de reserva ovariana são necessários para definir o motivo. Se você de fato já está na menopausa, então poderá realizar tratamento de fertilização in vitro com óvulos doados para obter a gravidez. Contudo, se o problema é hormonal, você pode ser tratada com medicações de indução da ovulação para corrigir a disfunção ovulatória.

Quanto tempo leva todo esse processo?

Se o tratamento proposto for a inseminação intrauterina (IIU), o processo normalmente leva cerca de duas semanas. Durante essas duas semanas, seus ovários serão estimulados a produzir folículos, a ovulação ocorrerá e depois disso a inseminação é realizada.

A fertilização in vitro (FIV), demora um pouco mais, cerca de 2 a 4 semanas antes da captação dos óvulos. Os embriões são então transferidos entre 3 e 5 dias mais tarde.

Quantos embriões são transferidos?

Para responder a essa pergunta, cada cenário deve ser realmente individualizado. Muitos fatores devem ser considerados, e a opinião do paciente é muito importante. Normalmente, transferimos algo em torno de dois embriões de uma vez, principalmente se os mesmos estiverem em estágio de blastocisto. (Mulheres com mais de 40 anos de idade, ou aquelas que tiveram falha de FIV recorrente, podem ser selecionadas para transferência de mais embriões.)

Os testes de gravidez de urina são tão confiáveis quanto os exames de sangue?

Não. Em primeiro lugar, os testes de urina dependem do seu nível de hidratação. Além disso, eles apresentam sensibilidade de detecção de gravidez apenas com níveis de aproximadamente 25 mIU por mL de bHCG. Por outro lado, exames de sangue são sensíveis a aproximadamente 2 mIU por mL. Portanto, uma gravidez muito recente pode passar despercebida em um teste de gravidez de urina e ainda assim pode ser detectado com níveis de sangue.

Quando é o melhor horário para utilização dos kits de ovulação urinários?

Geralmente recomendamos que o paciente examine sua urina no começo da tarde. Se medida pela manhã, a urina pode estar concentrada e assim dar um falso resultado positivo. Portanto, recomendamos qualquer horário após às 15:00.

Vocês tratam somente casais casados?

A clínica BedMed oferece tratamento médico de reprodução humana para casais casados, não-casados, casais do mesmo sexo e indivíduos que não tenham um relacionamento.