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Anticoncepção




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Caso você esteja considerando fazer uso de métodos anticoncepcionais, existem diversas opções disponíveis atualmente – desde métodos não hormonais até o uso de métodos hormonais ou esterilização definitiva.

Para o auxílio de qual método anticoncepcional é o melhor para você, deve-se levar em conta seu estilo de vida, antecedentes pessoais, uso de medicações e hábitos (incluindo tabagismo e etilismo).

Também é importante fazer um panorama geral sobre você, seu parceiro e o tipo de relacionamento entre vocês. Existem diversos casais que realizam sexo esporadicamente e não têm a necessidade de utilizar métodos hormonais, estando satisfeitos em utilizar preservativo, por exemplo. Idealmente, você e seu parceiro deverão discutir em conjunto com seu médico ginecologista para optar sobre qual é o método que trará mais benefícios para vocês.

Nem todos os métodos anticoncepcionais são apropriados para todas as situações, e o método mais apropriado depende da saúde da mulher, idade, frequência de atividade sexual, número de parceiros sexuais, desejo de ter filhos no futuro e histórico familiar de certas doenças.

Os diferentes métodos anticoncepcionais incluem:

  • Métodos de barreira;
  • Métodos hormonais;
  • Contracepção de emergência;
  • Métodos intrauterinos;
  • Esterilização.

Métodos de barreira

Foram desenvolvidos para prevenir a entrada dos espermatozoides dentro docamisinha  útero. São métodos removíveis e podem ser uma opção para mulheres que não podem utilizar métodos anticoncepcionais hormonais. Os métodos de barreira incluem:

  • Preservativo masculino: esse preservativo é constituído por uma fina película que reveste o pênis no intuito de coletar os espermatozoides e impedir a sua entrada no corpo da mulher. Deve ser colocado no pênis ereto, antes do início do ato sexual. Geralmente é feito de látex ou poliuretano. Além de auxiliar na anticoncepção, esse método auxilia na prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. O preservativo masculino deve ser descartado após um único uso. A validade do produto varia de acordo com o fabricante, mas geralmente é de três a cinco anos. A única condição clínica que pode restringir seu uso é a alergia ao látex ou ao poliuretano.
  • Preservativo feminino: é um tubo de plástico pequeno e flexível contendo duas extremidades. Uma porção do preservativo (porção fechada) é introduzida dentro do canal vaginal antes da atividade sexual e a outra porção (porção aberta) é alocada do lado de fora do órgão genital feminino, recobrindo parcialmente a fenda vulvar. Tem o mesmo intuito do preservativo masculino, ou seja, previne a entrada de espermatozoides dentro do útero. O uso de preservativo feminino reduz o risco de doenças sexualmente transmissíveis e também deve ser descartado após um único uso. Pode ser usado associado a lubrificantes espermicidas, o que aumenta a eficácia do método.
  • Diafragma: é um anel flexível fino feito de látex ou silicone que é inserido no canal vaginal antes da atividade sexual, bloqueando a entrada dos espermatozoides dentro do útero. O uso de espermicida deve ser feito em conjunto com o diafragma. Ele deve ser mantido no canal vaginal por seis a oito horas após a atividade sexual e pode ficar no máximo por um período de 24 horas. O diafragma de látex tradicional deve ser corretamente posicionado para funcionar adequadamente e, para isso, seu médico deverá ser consultado para compra adequada do produto (o tamanho ideal para cada paciente será determinado pelo profissional de saúde treinado para este atendimento). Ele deve ser substituído a cada um ou dois anos e as mulheres deverão avaliar a troca das medidas do diafragma após realização de parto, cirurgias pélvicas ou ganho ou perda de mais de 15 quilos. Possui algumas restrições ao seu uso, tais como: alergia ao látex, história de síndrome do choque tóxico, história de doença valvular cardíaca complicada (hipertensão pulmonar, fibrilação atrial, endocardite infecciosa), prolapsos genitais ou alterações anatômicas do canal vaginal (septos, cistos ou fístulas vaginais).
  • Capa cervical: é similar ao diafragma, porém menor, mais rígida e menos perceptível. É um anel fino de silicone que é inserido no canal vaginal antes da atividade sexual, bloqueando a entrada de espermatozoides dentro do útero. Deve ficar dentro do canal vaginal após seis a oito horas da relação sexual e deve ser removida no período máximo de 48 horas. Assim como o diafragma, deve ser utilizada em conjunto com espermicida.
  • Esponja contraceptiva: é uma esponja de espuma, macia e descartável, repleta de espermicida em seu interior. Evita a entrada de espermatozoides dentro do útero e também mata os espermatozoides por meio do espermicida. Deve ser removida no período máximo de 30 horas. É de fácil colocação, porém com alto custo (produto importado).
  • Espermicida: consiste em substância química que recobre a vagina e o colo do útero e tem o intuito de imobilizar ou destruir os espermatozoides por lesão de sua membrana celular. Pode ser utilizado sozinho ou em conjunto com o diafragma ou capa cervical. É efetivo por duas horas. A paciente ou o parceiro podem apresentar reações alérgicas. Isoladamente não confere uma proteção adequada. As principais restrições ao uso do método são: história recente de infecção genital ou existência de DST/AIDS.


Métodos hormonais

Os métodos hormonais utilizam hormônios para regularizar ou bloquear a ovulação, prevenindo dessa maneira a gestação. A ovulação é um processo biológico natural em que o ovário libera um óvulo, facilitando a fertilização do mesmo por um espermatozoide. Os hormônios podem ser introduzidos no corpo por vários métodos, incluindo pílula, injeção, adesivo, gel transdérmico, anel vaginal, sistema intrauterino e implante subdérmico. A depender do hormônio que será utilizado, esses métodos podem bloquear a ovulação, alterar o muco cervical ou alterar o revestimento interno do útero (endométrio). Os principais tipos são:

  • Pílula combinada: contém diferentes combinações entre estrogênios sintéticos e progesteronas. Tem o intuito de interferir na ovulação. Deve ser ingerida uma vez ao dia e de preferência no mesmo horário. Existem diversos tipos de pílulas combinadas e o seu médico deverá determinar qual é a pílula mais compatível com o seu perfil. O uso de pílula combinada não é indicado em mulheres tabagista com mais de 35 anos de idade ou portadoras de hipertensão arterial sistêmica ou portadoras de diabetes mellitus com lesão de órgão alvo ou pacientes com histórico de câncer de mama, fígado ou endométrio. A pílula, se usada corretamente, oferece proteção anticoncepcional já no primeiro ciclo de uso. Pode ser usada da adolescência até a menopausa, sem necessidade de pausas para “descanso”. Pode ser usada por mulheres de qualquer idade que não tenham fatores que contra-indiquem o seu uso.
  • Pílula contendo apenas progesterona: pode interferir remédios anticoncepcionaisna ovulação ou na função dos espermatozoides. Além disso, a pílula de progesterona isolada causa alteração do muco cervical, gerando um muco hostil para passagem dos espermatozoides pelo útero. Essa pílula não está correlacionada com o aumento da incidência de eventos tromboembólicos. Deve ser utilizada de forma contínua (não existe pausa entre as cartelas).
  • Adesivo transdérmico: é um fino adesivo plástico (área de 20 cm²) que cola na pele e libera hormônios pela circulação sanguínea. O adesivo é colocado no abdome inferior, glúteos ou braços. Deve ser aplicado em áreas secas e limpas da pele, exceto nas mamas, área genital, região da cabeça e pescoço e extremidades inferiores. O adesivo é colocado uma vez por semana durante três semanas e após esse período a paciente fica uma semana sem adesivo (período em que deverá ocorrer a menstruação). Agem similarmente às pílulas combinadas. Há uma diminuição da efetividade em mulheres com mais de noventa quilos e efeitos adversos específicos incluem a queda total ou parcial do adesivo e reações locais, que ocorrem em 20% das usuárias.
  • Injeção: pode ser realizada de forma mensal (injeção combinada) ou a cada três meses (injeção contendo apenas progesterona). No caso da injeção trimestral, pode ocorrer redução da massa óssea, particularmente em adolescentes. Entretanto, essa perda de massa óssea tende a se normalizar após a parada do uso da injeção. A maioria das pacientes utilizando a injeção trimestral deve ter uma dieta rica em cálcio e vitamina D ou complementar a alimentação com suplementos vitamínicos. A injeção mensal utiliza estrogênio natural e isso confere maior segurança no uso dos anticoncepcionais injetáveis mensais em relação à pílula combinada (menor risco de eventos tromboembólicos). A mulher deve tomar as injeções todos os meses, a intervalos de 27 a 33 dias. Como medida prática, recomenda-se tomar a injeção sempre no mesmo dia do mês. Os efeitos não desejados incluem ganho de peso, dor de cabeça, irregularidade menstrual e alterações do humor.
  • Anel vaginal: é um anel leve, transparente e flexível que deve ser introduzido pela própria paciente dentro do canal vaginal (mais precisamente no fundo de saco vaginal posterior). Contém uma combinação de estrogênio sintético e progesterona. Libera hormônio continuamente durante um período de três semanas. A mulher deve remover o anel na quarta semana e reintroduzi-lo após sete dias. Apresenta os mesmos riscos do anticoncepcional oral combinado. Não deve ser utilizado em pacientes que tiveram AVC, infarto agudo do miocárdio ou alguns tipos de câncer. O motivo principal da descontinuação do uso é o desconforto vaginal e os efeitos adversos mais prevalentes são dor de cabeça e distúrbios menstruais. Deve ser evitado em pacientes com infecções vaginais e anormalidades anatômicas genitais.
  • Implante subdérmico: é um bastão medindo cerca de quatro centímetros, flexível e constituído por plástico. É introduzido na região subdérmica entre os músculos bíceps e tríceps (na face medial do braço), preferencialmente a seis centímetros da prega do cotovelo. É constituído apenas por progesterona e tem uma duração de três anos. As principais vantagens do método são: ausência de menstruação, diminuição das cólicas menstruais e melhora da TPM (tensão pré-menstrual).
  • Contracepção de emergência: é uma pílula que deve ser ingerida em dose única ou duas doses com intervalo de 12 horas entre elas. Tem a intenção de ser utilizada nos casos de relação sexual desprotegida ou após falha de um método, como por exemplo, ruptura do preservativo. Caso seja tomada antes da ovulação, a pílula pode atrasar ou inibir a ovulação por pelo menos cinco dias (período necessário para que os espermatozoides tenham se tornados inativos). Além disso, a pílula do dia seguinte altera o muco cervical e pode interferir com a função dos espermatozoides. Deve ser ingerida o mais rápido possível após a relação sexual desprotegida e não deve ser utilizada como método anticoncepcional. Previne em 75% as gestações que ocorreriam se não fosse usado o método. A gestação pode ocorrer caso a pílula tenha sido ingerida após a ovulação ou caso tenha ocorrido contato subsequente com espermatozoide no mesmo ciclo menstrual. Não há contra-indicação para o método, por ser este ocasional. Geralmente, há um descontrole do ciclo menstrual, devendo-se fazer teste de gravidez se a menstruação não vier em até uma semana do período esperado ou até quatro semanas do uso da contracepção de emergência.

Métodos intra-uterinos para anticoncepção

O dispositivo intra-uterino é um pequeno dispositivo em formato de “T” que é inserido dentro do útero para evitar gestação. A sua inserção deve ser realizada por um médico dentro do consultório médico / ambulatório e o dispositivo pode funcionar de forma efetiva durante vários anos. Após o período de validade indicado ou caso a mulher não queira mais utilizar o dispositivo, ele deverá ser removido de forma segura por um médico. Vale lembrar que a maioria dos casos de infecção associada ao DIU acontece pouco tempo após a inserção, por conta de infecções preexistentes não diagnosticadas. Os principais tipos são:

  • DIU de cobre: libera uma pequena quantidade de cobre dentro do útero, causando uma reação inflamatória que geralmente previne a chegada dos espermatozoides dentro das tubas uterinas. Caso a fertilização do óvulo ocorra, a presença do dispositivo previne a implantação do embrião dentro do útero. O DIU de cobre tem duração de dez anos e não é recomendado para mulheres que apresentam infecções pélvicas ou alterações anatômicas uterinas. Também não deve ser utilizado em mulheres portadoras de câncer de corpo ou colo uterino, mulheres com sangramento vaginal de origem indeterminada ou portadoras de tuberculose pélvica.
  • DIU de progesterona: libera uma pequena quantidade de progesterona (levonorgestrel) de forma contínua. Esse hormônio gera atrofia do endométrio e mudança no muco cervical (muco hostil). Tem um período de validade de cinco anos. Sua grande vantagem é a ação basicamente local, com poucos efeitos sistêmicos e diminuição do volume menstrual. Cerca de 50% das mulheres param de menstruar ao término de um ano de utilização do método. Pode ocorrer sangramento irregular nos primeiros cinco meses de uso.
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Esterilização

A esterilização é um método anticoncepcional permanente e previne a gestação por meio da esterilização definitiva masculina ou feminina. A realização de esterilização deverá ser realizada por um médico em ambiente hospitalar. Esses procedimentos geralmente não são reversíveis.

  • Laqueadura tubárea: é um procedimento cirúrgico no qual o médico interrompe a continuidade das tubas uterinas por meio de corte, coagulação ou sutura das mesmas. Esse procedimento bloqueia a passagem dos espermatozoides pelas tubas e consequentemente não ocorre à fecundação.
  • Vasectomia: é um procedimento cirúrgico no qual o médico interrompe a continuidade dos ductos deferentes por meio de corte, coagulação ou sutura dos mesmos. Esse procedimento bloqueia a passagem dos espermatozoides desde os epidídimos até a uretra. Pode demorar até três meses para o procedimento ser considerado efetivo. Pode ser realizado sob anestesia local. As principais complicações incluem: hematoma da bolsa testicular, infecção de ferida operatória e epididimite (infecção dos epidídimos). Não apresentou aumento na incidência de câncer de próstata, câncer de testículo, formação de cálculo renal ou aterosclerose.

– A realização de vasectomia não causa disfunção sexual. Após o procedimento, recomenda-se a utilização de preservativo ou outro método anticoncepcional durante três meses, pois antes deste prazo, ainda pode haver espermatozoides presentes no ejaculado;

– Nenhum método anticoncepcional, com exceção da abstinência sexual, é 100% eficaz. A eficácia de um método contraceptivo é aferida pelo número de gestações em 100 mulheres utilizando o método em um ano.


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