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HPV

HPV é uma sigla em inglês que representa um grupo de vírus denominado papiloma vírus humano, que pode acometer tanto homens como mulheres.

Atualmente existem mais de 100 subtipos diferentes de HPV, sendo que cerca de 40 deles acometem o trato genital (partes pertencentes ao ânus e demais órgãos genitais – vulva, vagina e colo do útero).

A infecção por esse vírus está altamente correlacionada com o surgimento de lesões que a longo prazo (geralmente anos) podem evoluir para câncer.

Os demais subtipos podem causar infecções em regiões distintas do corpo, como por exemplo: boca, garganta ou nariz.

O HPV pode originar verrugas genitais ou o desenvolvimento de pequenas lesões microscópicas na região da genitália que podem evoluir para câncer (principalmente colo do útero, vagina, vulva ou ânus).

De acordo com o INCA – Instituto Nacional do Câncer – existem, pelo menos, 13 subtipos de HPV que são considerados oncogênicos (precursores de lesões cancerígenas), sendo que os tipos mais comuns promovem alterações principalmente no colo do útero.

O HPV pode ser transmitido de algumas formas:

  • Transmissão sexual- é a forma mais comum de infecção, com maior prevalência em pacientes que têm múltiplos parceiros sexuais ou relações sexuais sem o uso de preservativos. Vale lembrar que nem mesmo o preservativo consegue proteger 100% contra a infecção por esse tipo de vírus;
  • Transmissão durante o momento do parto – caso a mãe seja infectada pelo vírus do HPV e apresente diversas lesões no canal de parto (principalmente lesões condilomatosas), é possível que ocorra contaminação do bebê pelo vírus, podendo gerar lesões nas vias aéreas do recém-nascido como, por exemplo, papilomatose laríngea pelo HPV);
  • Transmissão pelo contato com objetos contaminados – o risco de transmissão por objetos contaminados é mínimo, porém existem relatos de pacientes contaminadas por objetos que tiveram contato prévio com o vírus, como, por exemplo, surgimento de verrugas na boca após contato com copo contaminado.

Quais são os sintomas do HPV?

De acordo com o INCA, as manifestações da doença podem ser divididas em dois grupos:

Manifestações clínicas
São aquelas lesões visíveis a olho nu (visão macroscópica) – representadas pelas verrugas genitais ou lesões exofíticas (tumorações de maior volume).

O tamanho das enfermidades pode variar dependendo do grau e as lesões geralmente apresentam o aspecto de couve-flor. Esse diagnóstico é feito por meio de exame clínico ginecológico.

Manifestações subclínicas
As infecções subclínicas não são visíveis a olho nu e comumente não apresentam nenhum sinal ou sintoma, sendo diagnosticadas por meio de exames subsidiários de rotina (citologia oncótica, colposcopia ou vulvoscopia).

Como posso me prevenir do HPV?

Preservativo

Apesar de ser uma doença sexualmente transmissível, o uso do preservativo não é 100% seguro contra as infecções ocasionadas por esse vírus.

Claro que a utilização da camisinha reduz a incidência de infecção pelo HPV, porém a vulva, região pubiana, saco escrotal, região perineal ou perianal não estão protegidas pela camisinha no momento do ato sexual e, consequentemente, acabam tendo contato direto com o vírus.

Contudo, vale ressaltar que o uso da camisinha é totalmente eficaz para prevenção de outros tipos de DST e é importante usá-la durante todas as relações sexuais. Portanto, não deixe de se prevenir!

Vacina papiloma virus vacina

A vacina contra o HPV é um meio de prevenção extremamente eficiente e deve ser indicado principalmente nas pacientes que ainda não tiveram início na vida sexual. Obviamente que até mesmo mulheres que já tiveram relações sexuais também devem se prevenir. De acordo com a ANVISA, as vacinas são divididas em dois grupos:

  • Vacina quadrivalente – protege contra os 4 principais subtipos de vírus do HPV (6,11,16 e 18). Deve ser aplicada em pacientes entre os 9 aos 26 anos de idade, sendo indicada tanto para meninos quanto para meninas. Essa vacina promove uma proteção contra o surgimento de verrugas e lesões microscópicas genitais.
  • Vacina bivalente – protege contra os 2 principais subtipos de vírus do HPV (16 e 18). Deve ser aplicada em pacientes entre os 9 aos 26 anos de idade, sendo indicada tanto para meninos quanto para meninas. Essa vacina promove uma proteção contra o surgimento de lesões microscópicas genitais (pré-cancerígenas).

Com o fato de a vacina apresentar maior eficácia para indivíduos que ainda não iniciaram a vida sexual, o Ministério da Saúde desenvolveu uma campanha de vacinação voltada para meninas entre 11 aos 13 anos de idade.

Vale lembrar que mesmo mulheres até os 55 anos de idade se beneficiam em tomar as vacinas, visto que elas são seguras e altamente imunogênicas.

A vacina é um método preventivo e não tem efeito de cura para pessoas que já estão ou foram infectadas pelo vírus.

Exame preventivo

O Papanicoloau é o exame preventivo indicado para o rastreamento de lesões causadas pelo HPV. Ele é realizado em clínicas ginecológicas e tem como objetivo diagnosticar de forma precoce essas lesões. Por isso, é de suma importância que a mulher esteja em dia com os seus exames ginecológicos.

Quais são os tratamentos para as lesões ocasionadas pelo HPV?

Na maioria dos casos, o HPV não causa sintomas e o seu diagnóstico é feito por meio da coleta de citologia oncótica ou pela realização de outros exames subsidiários, tais como: colposcopia, vulvoscopia ou captura híbrida.

Vale recordar que os vírus do HPV podem apresentar dois tipos de comportamentos distintos: vírus de baixo grau e vírus de alto grau.

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Os vírus de baixo grau geralmente promovem lesões visíveis a olho nu, com características de condilomas (lesões que não causam coceira, únicas ou múltiplas).

Os vírus de alto grau geralmente promovem lesões visíveis apenas ao microscópio (visualizadas em exames de colposcopia ou vulvoscopia).

Se houver o surgimento de verrugas genitais ou lesões pré-cancerígenas, é necessário que o ginecologista avalie o grau do problema antes de indicar o melhor tipo de tratamento. Nessas circunstâncias são analisadas a idade da paciente, subtipo e localização da enfermidade.

Os tratamentos para as lesões ocasionadas pelo HPV podem variar de acordo com o problema:

  • Aplicação de cremes tópicos (imunomoduladores);
  • Aplicação de ATA (ácido tricloroacético) nas lesões;
  • Eletrocauterização – método mais utilizado para o tratamento de lesões de baixo grau – pode ser realizado em ambiente ambulatorial;
  • Criocauterização;
  • Laser de CO2;
  • Conização – nos casos de lesões NIC 2 ou 3 (lesões pré-cancerígenas do colo do útero);
  • Cirurgia excisional – realizado em ambiente hospitalar – utiliza-se bisturi para retirada completa da lesão – geralmente indicada caso ocorra falha nos tratamentos anteriores ou se a lesão for de alto grau.

Infelizmente, mesmo com todos os tratamentos indicados, a paciente está sujeita a apresentar recidiva da lesão. O tratamento é eficaz para tratar a lesão, porém na grande maioria das vezes o vírus permanece incubado no organismo, podendo voltar a aparecer a qualquer momento.

Para evitar a reaparição ou a evolução das lesões ocasionadas pelo HPV é importante que a paciente mantenha uma rotina ginecológica periódica e evite qualquer tipo de queda do sistema imunológico.

Apesar de muitas mulheres terem conhecimento sobre a existência do HPV, o número de pacientes infectadas é de aproximadamente 60%.

É importante que, tanto a mulher quanto o homem, estejam em dia com os exames clínicos, evitando futuros problemas. Não deixe sua saúde para depois!

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