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relacao entre gestacao multipla e fiv

Após o ano de 1978, marcado pelo nascimento do primeiro bebê concebido por meio da fertilização in vitro, milhares de casais têm buscado o auxílio das técnicas de reprodução humana para obter a gestação tão desejada. Embora muitas mulheres solteiras e casais invistam neste tratamento, a gestação múltipla ainda é uma das complicações mais críticas desse procedimento.

Além da preocupação quanto ao número de bebês gerados, também é preciso citar que gestações múltiplas apresentam maiores riscos de abortamentos espontâneos ou partos prematuros.

Particularmente, neste post serão abordadas questões sobre a correlação entre fertilização in vitro (FIV) e gestação múltipla.

FIV e múltiplos embriões

Muita gente desconhece o real motivo pelo qual várias mulheres tiveram mais de um filho em uma mesma gestação por meio da técnica de fertilização in vitro. Estar ciente dos riscos de gestação múltipla após a FIV é relevante para o planejamento familiar e também serve para conscientizar os envolvidos a respeito da possibilidade de ter mais de um bebê mediante apenas uma gravidez.

Habitualmente, após o processo de fertilização in vitro, o médico opta pela transferência de mais de um embrião para o interior da cavidade uterina da paciente, pois parte-se da premissa que nem todos esses embriões conseguirão sobreviver e desenvolver uma gestação viável (muitos desses embriões não conseguem se implantar no interior do útero). Portanto, a transferência de mais de um embrião é realizada no intuito de aumentar a probabilidade de êxito em obter uma gestação (ao transferir mais de um embrião, eleva-se a chance desta mulher conseguir ter sucesso no tratamento da infertilidade).

A decisão a respeito da transferência de mais de um embrião para o interior da cavidade uterina não é mandatória e depende de uma série de fatores, tais como: avaliação clínica da paciente, qualidade estrutural dos embriões e decisão médica em conjunto com a paciente. Além disso, existem limites orientados pelo Conselho Federal de Medicina a respeito do número máximo de embriões que podem ser transferidos após um procedimento de FIV, a depender da idade da paciente.

Como diminuir as chances de uma gestação múltipla?

O principal mecanismo para reduzir as possibilidades da gravidez múltipla por meio da FIV é realizar o controle e o monitoramento da estimulação ovariana. Antes de realizar o estímulo hormonal, é fundamental levar em consideração a idade da paciente e os seus exames de reserva ovariana (dosagens hormonais – FSH/hormônio anti-mulleriano – ou contagem de folículos antrais pelo ultrassom transvaginal). Muitas pacientes apresentam reserva ovariana limítrofe e precisam de uma dose hormonal maior para captar mais óvulos, entretanto, as pacientes que apresentam uma boa reserva ovariana não devem utilizar uma dose hormonal elevada, pois isso aumento o risco da síndrome do hiperestímulo ovariano e de gestação múltipla.

Outro ponto relevante, diz respeito ao número de embriões transferidos. Conforme dito anteriormente, antes de realizar a transferência embrionária, é fundamental levar em consideração o histórico da paciente e a qualidade celular do embrião. Geralmente, os embriões cultivados até o quinto dia de desenvolvimento (fase em que são chamados de blastocistos) apresentam uma probabilidade maior de se implantarem no útero quando comparados aos embriões cultivados até o terceiro dia. Além disso, conforme o avançar da idade da paciente, as chances de falha na implantação embrionária são maiores.

Por isso, apenas o médico especialista em Reprodução Humana poderá determinar o número exato de embriões que deverá ser transferido. Vale lembrar que o Conselho Federal de Medicina orienta que o número máximo de embriões que devem ser transferidos para o interior da cavidade uterina depende da idade da paciente.

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