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Como é a recuperação da videolaparoscopia ginecológica

A cirurgia videolaparoscópica é considerada minimamente invasiva, sendo realizada por meio de pequenas incisões na região do abdome. Apesar do receio de algumas pacientes, a recuperação da videolaparoscopia ginecológica é tranquila, principalmente quando as orientações médicas são seguidas corretamente.

Durante a cirurgia são realizadas duas incisões nas regiões inguinais e uma incisão periumbilical pelas quais são inseridas pinças e uma microcâmera para transmissão das imagens intra-abdominais.

O procedimento pode ser realizado com o objetivo de amenizar ou tratar pacientes que sofrem de endometriose, porém existem outras patologias do trato genital feminino que também podem ser tratadas por meio dessa cirurgia, tais como: doença inflamatória pélvica, miomas uterinos, gestação ectópica ou cistos ovarianos.

Além desses fins, o método pode ser usado para o diagnóstico de uma série de alterações ginecológicas ou clínicas.

Recuperação da videolaparoscopia ginecológica: o que fazer?

O procedimento é realizado em ambiente hospitalar sob anestesia, o que pode causar alguns desconfortos à paciente após a cirurgia, tais como desorientação, náuseas ou vômitos. Entretanto, esses sintomas são autolimitados e tendem a melhorar após o dia da cirurgia.

Na alta hospitalar, o médico vai indicar como deverá ser o repouso e também agendar o retorno ao consultório para a retirada dos pontos. Em casa, a paciente pode sentir desconfortos abdominais nos primeiros dias, principalmente nos locais das incisões. Nesse caso, é indicado fazer uso da medicação analgésica prescrita pelo médico.

Devido ao gás usado para a distensão da cavidade abdominal durante a cirurgia, a paciente pode enfrentar sintomas como dor no ombro (causada pela irritação no diafragma), sensação de gases e desconforto na parte superior do abdome. Esses sintomas são comuns, podendo levar alguns dias para passar. Também são comuns relatos de cansaço na semana posterior à cirurgia.

Repouso da videolaparoscopia

O período de repouso é essencial para uma correta recuperação da videolaparoscopia e pode variar de acordo com a paciente, motivação para a realização do procedimento, condição física e também surgimento de complicações durante a intervenção ou no período do pós-cirúrgico. Assim, a melhor opção é seguir corretamente a prescrição do médico e da equipe, que pode variar a depender de cada caso.

No caso da realização da videolaparoscopia com o objetivo de diagnosticar alguma patologia, é possível retornar às atividades diárias em cerca de cinco dias. Já para realização de procedimentos com intuito terapêutico, como a retirada do apêndice, o período de repouso é mais longo, durando cerca de duas semanas até ter a liberação médica para retornar às atividades normalmente.

Caso o procedimento terapêutico seja mais agressivo, como a remoção dos ovários ou a retirada de parte do intestino em decorrência da endometriose, o repouso é mais complexo e pode levar até três meses para que a paciente possa retomar as suas atividades.

É fundamental que no pós-operatório imediato não sejam realizadas atividades físicas intensas, tais como exercícios físicos, dirigir ou trabalhar. Uma dieta balanceada também é importante para uma recuperação mais adequada.

Fatores de risco no pós-cirúrgico

Apesar da recuperação da videolaparoscopia ser, normalmente, tranquila, alguns sintomas podem estar correlacionados com um pior prognóstico, sendo considerados fatores de risco para possíveis complicações pós-operatórias. Entre eles estão:

  • Febre posterior à cirurgia, normalmente acima de 37,5ºC;
  • Dor abdominal intensa;
  • Dores severas ou vermelhidão nos membros inferiores;
  • Vermelhidão ou hematomas na região do abdome ou da pelve;
  • Dor ou ardência ao urinar.

Caso qualquer um desses sintomas seja identificado durante a recuperação da videolaparoscopia ginecológica, o médico deverá ser avisado imediatamente.





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