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pre-eclampsia na gravidez

As síndromes hipertensivas da gestação são as principais responsáveis por complicações gravíssimas tanto para a mãe quanto para o bebê.

Um grande exemplo disso é a pré-eclâmpsia. Ela é uma doença específica da gravidez e caracteriza-se pelo aparecimento de hipertensão arterial (aumento dos níveis pressóricos) associado ao surgimento de proteinúria (eliminação de proteína na urina – perda superior a 300 mg de proteínas em exame de urina coletado em 24 horas) após 20 semanas de gravidez.

Muitas gravidinhas ficam com dúvidas com relação aos valores de normalidade da pressão arterial e a regra básica é que a pressão arterial sistólica sempre esteja abaixo de 140 mmHg e a pressão arterial diastólica sempre esteja abaixo de 90 mmHg.

Caso dois valores de pressão arterial aferidos com um intervalo superior a 6 horas estejam alterados (acima da referência citada), a paciente apresenta hipertensão arterial.

Vale lembrar que é fundamental estar em repouso antes de medir a pressão, além de estar sentada ou deitada em decúbito dorsal horizontal (literalmente com a barriga para cima).

É fundamental definirmos alguns conceitos antes de discutirmos outros pontos fundamentais. O primeiro deles está correlacionado com a diferença entre pré-eclâmpsia ou eclampsia:

Pré-eclâmpsia: caracterizada por hipertensão arterial acompanhada de proteinúria. Muitas pacientes portadoras desta enfermidade podem apresentar inchaço de membros superiores e inferiores, porém esse critério não é mais considerado essencial para o diagnóstico da doença.

Eclampsia: é uma complicação da pré-eclâmpsia, definida pelo desenvolvimento de convulsões generalizadas (excluídas as causas sabidamente neurológicas) ou até mesmo o coma durante o período da gestação ou puerpério. A disfunção pode ser fatal caso não seja tratada com rapidez.

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A pré-eclâmpsia é mais frequente na primeira gravidez, em pacientes com sobre peso ou obesidade, gestação múltipla (gemelaridade) ou em mulheres que já apresentam alterações vasculares, como por exemplo: doenças do colágeno ou alterações renais.

Uma das grandes preocupações dos obstetras está correlacionada com o risco do surgimento de descolamento prematuro da placenta, promovida pelo aumento súbito da pressão arterial. Essa alteração gera um aumento muito grande na incidência de óbito fetal tardio.

A causa da disfunção ainda é desconhecida pelos especialistas, mas sabe-se que a atenção deve ser redobrada ao ser diagnosticada a enfermidade, visto que ela eleva as chances da prematuridade.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, a hipertensão é responsável por 13,8% das mortes de gestantes no Brasil, sendo a principal causa de óbito entre este público.

O diagnóstico é clínico e laboratorial, devendo ser feito por um médico especializado. Caso esse diagnóstico seja realizado, o obstetra responsável irá informar quantas vezes será necessário fazer consultas pré-natais, exames de sangue e/ou monitoramento do crescimento e da vitalidade fetal, os quais serão mais frequentes nestes casos.

Os possíveis tratamentos para esse distúrbio estão descritos a seguir:

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Mudanças no estilo de vida:
A gestante diagnosticada com pré-eclâmpsia precisa fazer mudanças em seu estilo de vida, como ingerir menos sódio, manter o peso, dormir adequadamente e fazer atividades físicas leves.

É importante que a paciente realize a avaliação da pressão arterial com frequência, informando seu médico caso alguma medida venha alterada.

Em alguns casos, o obstetra pode recomendar repouso absoluto. Se mesmo com a adoção dos novos hábitos ainda houver persistência da pressão alta, deve-se fazer o uso de medicamentos.

Obviamente que cada caso deve ser analisado de forma individual e o médico responsável pela gestante deve orientar sobre o melhor tipo de tratamento para o seu caso.

Uso de medicamentos para controle da pressão arterial:
O tratamento medicamentoso pode incluir:

  • Medicamentos para baixar a pressão arterial que sejam seguros para a gravidez;
  • Medicamentos anticonvulsivantes para casos graves de pacientes portadoras de eclampsia.

Todos os medicamentos devem ser prescritos pelo obstetra responsável. Em alguns casos, o médico pode vir a prescrever corticoide intramuscular para promover um amadurecimento precoce dos pulmões do bebê.

Essa conduta é realizada principalmente nos casos mais graves, aonde o médico visibiliza uma possibilidade em ter que antecipar o parto – principalmente nos casos de hipertensão de difícil controle ou restrição do crescimento intrauterino. Geralmente essa medicação deve ser realizada entre 24 a 34 semanas de gestação.

Hospitalização:
Em casos de pré-eclâmpsia grave, o médico responsável pode pedir a hospitalização da paciente para monitorar constantemente a pressão arterial e a saúde (vitalidade) do bebê.

Essa conduta é tomada principalmente nos casos de difícil controle.

Parto:
O tratamento obstétrico da enfermidade depende de uma série de fatores que devem ser analisados. Caso a hipertensão seja bem controlada, não há contraindicação para que ocorra o parto normal (geralmente realiza-se a indução do parto ao redor de 40 semanas caso a paciente ainda não tenha entrado em trabalho de parto espontâneo).

Nos casos graves ou com alteração no crescimento ou na vitalidade fetal, a resolução da gravidez pode ocorrer de forma mais precoce. Muitas vezes, o sulfato de magnésio pode ser utilizado como forma de prevenir episódios convulsivos.

Cuidados no período do pós-parto:
A enfermidade pode exigir que a gestante fique mais tempo no hospital depois de dar à luz, porém normalmente os níveis de pressão arterial tendem a se normalizar em até 12 semanas após o parto.

Como evitar a pré-eclâmpsia?

Infelizmente não há medidas 100% eficientes para evitar o desenvolvimento dessa patologia. Existem alguns estudos que recomendam a utilização de AAS e carbonato de cálcio em gestantes que já apresentaram pré-eclâmpsia em sua última gravidez como forma de prevenir novos episódios de hipertensão, porém mais estudos precisam ser realizados para que essa conduta seja mandatória.

Independente disso, é fundamental que a paciente realize um seguimento pré-natal adequado, com acompanhamento estrito da vitalidade materna e fetal.

A pré-eclâmpsia é um problema grave e de alto risco para a gestante e também para o bebê. Evite complicações e esteja em constante contato com seu obstetra.

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