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mamografia

O “Outubro Rosa” é um movimento internacional criado há mais de duas décadas com o principal objetivo de promover campanhas educacionais sobre a conscientização da importância do autoexame das mamas e do diagnóstico precoce do câncer de mama.

Sabemos que esse câncer constitui um grave problema na saúde pública, sendo a neoplasia mais incidente entre as mulheres.

Como estamos no mês dessa campanha, não poderíamos deixar de demonstrar nosso apoio e nossa preocupação com relação a essa doença que faz jus a grandes investimentos em pesquisa para diagnóstico precoce e tratamento eficaz.

O câncer de mama

O câncer é um tumor maligno formado a partir da multiplicação anormal de células do organismo. No caso do câncer de mama, essa proliferação exagerada ocorre entre as células que margeiam os ductos ou os lóbulos mamários.

Vale lembrar que até hoje não existe uma única causa identificada para essa diferenciação entre as células e, por isso, cada caso pode apresentar uma evolução diferente.

O câncer de mama pode acometer mulheres em qualquer idade, porém ele é mais comum a partir da quinta década de vida.

É mais frequente no sexo feminino (sim, existem casos de câncer de mama entre os homens) e entre mulheres da raça branca. Aproximadamente 25% das mulheres apresentarão alguma forma de câncer durante suas vidas e dessas, cerca de 25% serão acometidas pelo câncer de mama.

Os principais fatores de risco para o surgimento do câncer de mama, segundo o INCA (Instituto Nacional de Câncer), podem ser divididos em fatores ambientais, hormonais ou genéticos.

Fatores ambientais

  • Sobrepeso ou obesidade (principalmente após a mulher entrar na menopausa);
  • Sedentarismo (falta de atividades físicas);
  • Consumo de bebidas alcoólicas ou tabagismo;
  • Exposição frequente a raios ionizantes, como radiografias, etc.

Fatores hormonais

  • Menarca (primeira menstruação) antes dos 12 anos de idade;
  • Nuliparidade (não ter filhos);
  • Não ter amamentado;
  • Primeira gravidez após os 30 anos de idade;
  • Menopausa tardia;
  • Realizar tratamento de reposição hormonal no período da pós-menopausa por mais de cinco anos.

Fatores genéticos

  • Histórico familiar de câncer de mama e/ou de ovário em familiares de primeiro grau;
  • Alterações genéticas já diagnosticadas (mutação do gene BRCA1 ou BRCA2 ou doença de Cowden, por exemplo).

O passado de câncer de mama em parentes de primeiro grau aumenta o risco dessa doença em 2 a 2,5 vezes.

A presença de um ou mais destes fatores não significa necessariamente que a mulher irá desenvolver o câncer de mama, mas reforça a necessidade de manter os exames ginecológicos em dia e visitar, pelo menos uma vez ao ano, um consultório de ginecologia.

O conhecimento desses fatores de risco facilita a seleção de mulheres que são candidatas a efetuar um possível diagnóstico precoce da doença.

A importância do diagnóstico precoce

Apesar do câncer de mama ainda ser o principal responsável pelos óbitos entre as mulheres brasileiras portadoras de câncer, a conscientização da necessidade de diagnosticar a doença precocemente, principalmente por meio do autoexame das mamas, tem aumentado a cada ano.

Atualmente, cerca de 80% dos casos de câncer de mama são descobertos pelas próprias mulheres. A realização do autoexame das mamas é recomendada para mulheres com idade superior a 20 anos, sendo que o período ideal para o fazer é sete dias após o início da menstruação.

Ele pode ser realizado de três maneiras: em frente ao espelho, em pé ou deitada. Entenda como realizar cada uma delas:

Autoexame em frente ao espelho:

  • Posicione-se em frente ao espelho;
  • Observe ambos os seios, com os braços ao lado do corpo;
  • Apoie as mãos na cintura fazendo força – veja se há alguma irregularidade no tecido mamário;
  • Coloque os braços atrás da cabeça, observando o formato e tamanho das mamas e mamilos e
  • Pressione levemente os mamilos, um de cada vez, notando se há saída de secreção. Geralmente a secreção mamilar de coloração clara (aspecto de água de rocha) ou avermelhada (sanguinolenta) não possui um bom prognóstico.

Em pé (muito comum durante o banho):

  • Apoie o braço esquerdo sobre a cabeça;
  • Com a mão direita massageie levemente e examine a mama esquerda;
  • Analise pacientemente as mamas usando a ponta dos dedos (não usar as unhas);
  • Faça movimentos circulares, de cima para baixo e
  • Repita os movimentos na mama contralateral. Caso ocorra a detecção de nódulos (“caroços”) nas mamas, o ginecologista deverá ser consultado imediatamente.

Deitada:

  • Sinta a mama com movimentos circulares, fazendo uma leve pressão;
  • Apalpe a parte externa das mamas, que deve ser mais consistente;
  • Apalpe as axilas e
  • Faça o autoexame em ambas as mamas. Caso ocorra a suspeita de possíveis lesões na axila, o ginecologista deverá ser consultado imediatamente.

A principal queixa entre as mulheres está correlacionada com o surgimento de nódulos nas mamas, porém é imprescindível afirmar que nem sempre o câncer de mama apresenta essa manifestação.

Muitas vezes, pode ocorrer apenas o derrame papilar (saída de secreção dos mamilos) ou presença de assimetrias mamárias com ou sem alterações na pele da mama.

Toda mulher com mais de 40 anos de idade deverá se submeter a realização de mamografia de forma anual, sendo que em pacientes com histórico familiar de primeiro grau positivo para o câncer de mama, esse exame poderá ser solicitado previamente.

A mamografia é um dos métodos de imagem mais seguros para realizar o diagnóstico de lesões subclínicas (que não podem ser detectadas pelo exame físico) – como as microcalcificações agrupadas, por exemplo.

Os principais achados mamográficos sugestivos para o câncer de mama são: presença de nódulos espiculados, com limites irregulares e mal definidos ou microcalcificações agrupadas e de formatos diferentes (chamadas de pleomórficas).

Não fique fora dessa campanha! Realize o autoexame das mamas e entre em contato com seu médico ginecologista caso você tenha alguma dúvida!





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