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contraceptivos afetam a gravidez

Com a entrada da mulher no mercado de trabalho, o esforço para realizar-se profissionalmente e alcançar estabilidade financeira fizeram com que o desejo da maternidade fosse cada vez mais postergado.

Por esse motivo, as mulheres passaram a buscar a orientação de especialistas em ginecologia para iniciarem o uso correto de métodos contraceptivos hormonais mais eficazes, no intuito de evitar uma gestação em um período inadequado da vida profissional e pessoal.

Devido a esse adiamento da gravidez, algumas mulheres começaram a enfrentar certas dificuldades na hora de obter uma gestação.

Mas afinal de contas, essa dificuldade está mais correlacionada com o avanço da idade da mulher ou ao uso de métodos anticoncepcionais hormonais por longa duração?

Baseado nesse questionamento, decidimos abordar esse tema bastante presente nos consultórios médicos, mas que ainda mantém muitos mitos e tabus que precisam ser quebrados.

O uso de anticoncepcionais hormonais pode interferir na fertilidade feminina?

Habitualmente essa dúvida surge durante as consultas com os ginecologistas, principalmente por mulheres que fazem uso de anticoncepcionais hormonais, como a pílula, DIU hormonal, implante subcutâneo, adesivo transdérmico, métodos injetáveis, entre outros.

A resposta à essa questão pode ser bastante tranquilizadora e, ao mesmo tempo, preocupante. Os métodos contraceptivos hormonais atuais, em geral, não possuem o poder de interferir na fertilidade feminina, independente do tempo de uso.

Sua ação contraceptiva ocorre apenas enquanto a paciente está utilizando o método, sendo que após um mês do término do uso do método, a fertilidade feminina tende a retornar.

A única exceção ocorre com o método injetável trimestral, pois ele funciona como um método de depósito (é aplicado 150 mg de acetato de medroxiprogesterona a cada 90 dias, intramuscular), ou seja, o hormônio aplicado pode demorar mais tempo para ser metabolizada pelo organismo, não sendo incomum ocorrer ausência de menstruação em pacientes que suspenderam esse método há meses atrás – existem relatos de pacientes que demoram até 2 anos para voltar a menstruar após a última aplicação da injeção trimestral.

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Isso significa que, na grande maioria dos casos, após interromper o uso do método contraceptivo hormonal, seguindo as devidas orientações do médico ginecologista, as chances de engravidar devem voltar ao normal, de acordo com a idade e o potencial fértil da mulher.

Caso isso não aconteça e a mulher não consiga engravidar mesmo após suspender o anticoncepcional hormonal, é preciso analisar outros fatores para conhecer a verdadeira causa da infertilidade, que, muito provavelmente, não está ligada ao uso do anticoncepcional hormonal de maneira prolongada.

Vale lembrar que, um casal é considerado infértil quando não consegue obter uma gravidez de maneira espontânea, após um ano de tentativas, tendo relações sexuais desprotegidas e frequentes.

ginecologista obstetra orienta paciente

Então eu posso engravidar mesmo depois de usar contraceptivos hormonais por muito tempo?

Sim! Os anticoncepcionais hormonais atuais são elaborados com dosagens hormonais cada vez menores e não interferem no potencial fértil da mulher após serem suspensos (com exceção da injeção trimestral).

A maioria das mulheres consegue engravidar cerca de três a seis meses após parar de usar anticoncepcionais e existem casos em que elas engravidam em até menos tempo.

De qualquer forma, é necessário levar em consideração a saúde da paciente e atual situação do potencial fértil dela, como a reserva ovariana, por exemplo.

Ao iniciar o planejamento da gravidez, é preciso consultar um ginecologista obstetra para receber orientações sobre o período ideal para interromper o uso do contraceptivo, os exames pré-concepcionais que deverão ser realizados, a introdução do Ácido fólico, entre outros cuidados.

planejando a futura gravidez





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