Select language



sindrome hellp

A síndrome HELLP consiste em uma série de sinais e sintomas que pode afetar as gestantes portadoras de pré-eclâmpsia, uma complicação gestacional causada pelo aumento da pressão arterial, mas a sua causa ainda não está totalmente esclarecida.

A enfermidade pode ser fatal tanto para o bebê quanto para a gestante, promovendo alterações na funcionalidade do fígado, hemorragia, insuficiência renal ou, até mesmo, edema pulmonar.

De acordo com a Comissão de Gestação de Alto Risco da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), a síndrome não é comum e está presente em aproximadamente 10% das gestantes acometidas pela pré-eclâmpsia. Além disso, avalia-se que o problema atinja cerca de 0,2 a 0,6% das gestações.

paciente com sindrome hellp

O que significa HELLP?

A denominação HELLP trata-se de uma sigla em inglês composta pelos três principais elementos presentes na síndrome. São eles:

  • H: hemólise (destruição de glóbulos vermelhos);
  • EL: elevação das enzimas hepáticas (alteração na função do fígado);
  • LP: baixa contagem de plaquetas (as plaquetas ajudam no sistema de coagulação sanguíneo).

Apesar de existir uma forte correlação entre a síndrome HELLP e a pré-eclâmpsia, existem alguns casos em que a síndrome ocorre sem que haja um diagnóstico de pré-eclâmpsia anterior.

Quais são os sintomas da síndrome HELLP?

O que mais gera confusão para o diagnóstico da síndrome HELLP é a semelhança dos seus sintomas com os sintomas da pré-eclâmpsia, tais como:

  • Mal-estar constante;
  • Dor de cabeça frequente;
  • Pressão arterial elevada;
  • Náuseas e vômitos;
  • Inchaço;
  • Alteração da visão.

No entanto, vale lembrar que a síndrome HELLP pode apresentar outros sintomas diferentes dos sintomas habituais da pré-eclâmpsia, tais como dor na região do estômago ou em hipocôndrio direito.

Ao notar a elevação dos níveis da pressão arterial, seguido dos sinais e sintomas da síndrome HELLP, bem como da pré-eclâmpsia, é fundamental que a gestante procure um especialista, pois somente um obstetra especialista em gestação de alto risco poderá orientá-la sobre o melhor tipo de tratamento a ser realizado.

Como a síndrome HELLP é diagnosticada?

Exames de sangue, medições de pressão arterial e testes de urina são frequentemente solicitados para confirmar o diagnóstico da síndrome. Dentre as principais alterações, as mais evidentes são:

  • Hemólise: redução dos níveis dos glóbulos vermelhos;
  • Alteração das enzimas hepáticas;
  • Redução na contagem de plaquetas.

Após a avaliação dos resultados, o especialista orientará a paciente sobre o tratamento ideal para a síndrome HELLP, caso ela realmente seja confirmada nos exames.

Quais são os tratamentos ideais para a síndrome HELLP?

O tratamento para síndrome HELLP dependerá de algumas condições da gestante e da atual situação gestacional em que ela se encontra. Vale ressaltar que cada caso deve ser avaliado de forma individualizada, sendo imprescindível a análise realizada pelo obstetra que acompanha o caso. Existem três situações principais:

  • Gestação de 34 semanas ou mais: é orientada a realização do parto precoce, para evitar complicações materno-fetais;
  • Gestação entre 24 a 34 semanas: os especialistas podem orientar a aplicação de corticoide intramuscular para estimular o amadurecimento precoce do pulmão do bebê, caso ocorra à necessidade de realizar o parto de forma prematura – isso dependerá da avaliação dos exames de sangue, das condições maternas e da vitalidade fetal;
  • Gestação com menos de 24 semanas: quando a síndrome HELLP ocorre nesse período de gestação, os quadros tendem a ser mais graves, tendo mínimo sucesso na viabilidade gestacional.

Apesar de essas serem as orientações gerais, é necessário que o ginecologista obstetra avalie o quadro geral da paciente a fim de indicar a melhor opção, não levando em consideração apenas o período gestacional em que ela se encontra.

O mais importante é a gestante ter em mente que, ao notar qualquer alteração ou indício de anormalidade, o mais indicado é buscar, assim que possível, o auxílio do obstetra que acompanha a sua gravidez. Se automedicar ou definir uma conduta por conta própria é perigoso e pode agravar o quadro.

Agendar




Deixe um comentário