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Exame de rotina

Também conhecido como exame preventivo, citologia ou colpocitologia oncótica, o Papanicolaou é um dos exames mais solicitados por ginecologistas durante as consultas médicas de rotina. Ele deve ser realizado de forma anual em todas as mulheres que apresentam vida sexual ativa. O seu intuito principal é realizar o rastreamento de possíveis lesões localizadas no colo do útero, sendo que ele é considerado o melhor exame para prevenção do câncer de colo uterino.

Como é feita a coleta do Papanicolaou?

O Papanicolaou faz parte dos exames diagnósticos ginecológicos de rotina, sendo de curta duração – em média, a coleta desse exame gira em torno de 5 minutos. É um procedimento indolor, porém algumas mulheres podem apresentar leves desconfortos ao longo do procedimento.

Durante esse exame, a paciente permanece deitada, com as pernas afastadas, apoiadas em suportes anexos à maca (posição ginecológica). O especialista que irá coletar o exame introduz um espéculo vaginal (aparelho que possibilita a abertura das paredes vaginais – popularmente conhecido como o aparelho com formato de “bico de papagaio”), permitindo assim a visualização direta do colo do útero da paciente.

Logo após a passagem do espéculo vaginal, o médico coleta as células do colo do útero por meio de uma escovinha e de uma espátula. Este material é fixado em uma lâmina de vidro e enviado a um laboratório de Patologia para serem feitas análises microscópicas. Assim que o exame fica pronto, deve ser retirado o resultado e levado ao ginecologista que o solicitou.

É importante ressaltar que apenas um especialista em Ginecologia pode informar o diagnóstico a partir desta análise.

Quais doenças o Papanicolaou pode diagnosticar?

De acordo com um estudo publicado no British Medical Journal (BMJ), a taxa de sobrevivência das mulheres que detectam câncer de colo de útero por meio desse exame chega a 92%, enquanto que mulheres que descobrem o problema tardiamente, apenas devido aos sintomas ocasionados pelo câncer, apresentam taxa de sobrevivência de 66%.

Além das lesões ocasionadas pelo câncer de colo do útero, o Papanicolaou também auxilia no diagnóstico de infecções genitais, tais como a candidíase e a tricomoníase, e permite identificar algumas DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis), como a gonorreia, sífilis, clamídia, entre outras.

Quem deve realizar esse exame?

Devido à eficiência e importância deste exame, o Papanicolaou deve constar no topo da lista dos principais exames para a saúde da mulher (confira a lista aqui) e precisa ser realizado, pelo menos, uma vez ao ano por mulheres sexualmente ativas.

Segundo as Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero, lançadas pelo INCA (Instituto Nacional de Câncer) em 2011, devem obrigatoriamente submeter-se ao exame mulheres de 25 a 64 anos. Contudo, ginecologistas afirmam que, assim que a mulher inicia a vida sexual, já deve realizar a coleta da colpocitologia oncótica.

Mulheres virgens também podem ser submetidas ao exame, mas apenas em situações especiais identificadas pelo médico ginecologista. Nestes casos, o especialista realizará um procedimento diferente, utilizando espéculo especial, para manter a virgindade da paciente, ou seja, que não apresente risco de ruptura do hímen.

Qual é o melhor período para realizar a coleta da citologia?

A única ocasião em que não é aconselhado realizar o Papanicolaou é durante a menstruação, pois pode acarretar em alterações nos resultados, além de ser desconfortável para a mulher. Portanto, antes da paciente agendar o exame, é importante checar se a data não coincidirá com o próximo ciclo menstrual.

Além disso, para garantir a eficácia do exame, os ginecologistas recomendam alguns cuidados prévios, como por exemplo:

  • Não manter relações sexuais, com ou sem preservativos;
  • Não utilizar cremes ou sabonetes íntimos;
  • Não fazer emprego de duchas na região ou fazer lavagem interna da genitália;
  • Não se submeter a exames ginecológicos com toque ou a exames de imagem como a ressonância magnética da pelve ou a ultrassonografia transvaginal.

Estas precauções devem ser adotadas nas 48 horas que antecedem a data do exame.





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