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ginecologista

Com o avanço da tecnologia, houve uma melhora na execução e recuperação cirúrgica de nossas pacientes. Novas técnicas foram elaboradas e diversos conceitos tidos antigamente como corretos, foram deixados de lado.

Dentre todos os procedimentos realizados atualmente, destaca-se o aumento na incidência da cirurgia íntima entre as mulheres.

Essa cirurgia é, na grande maioria, realizada por preocupações estéticas, porém isso não minimiza a importância desse tipo de procedimento.

Sabemos que devido à melhora na capacitação profissional, as mulheres perceberam que poderiam mudar o curso de determinadas alterações estéticas que a incomodavam e a impediam de apresentar uma boa qualidade de vida.

Muitas vezes, pequenas variações anatômicas na genitália podem causar grandes transtornos pessoais e até mesmo conjugais.

Em muitos casos, a parte genital da mulher pode ser o ponto principal para se ter uma relação sexual ativa e prazerosa. Isso porque existem mulheres que criam inseguranças em se relacionar devido a essas alterações anatômicas e, consequentemente, desenvolvem quadros depressivos, resultando na piora da vida conjugal.

A Internet proporcionou o aumento no campo das pesquisas, fazendo com que as mulheres tivessem mais acesso a diversas imagens, formando padrões de beleza inclusive para as partes genitais.

A preocupação em manter um corpo perfeito aos olhos da própria paciente é reconhecida por meio do aumento das cirurgias íntimas, sendo que no Brasil esse aumento foi de 50%.

De acordo com dados estatísticos, estima-se que foram realizadas cerca de 1,5 milhões de cirurgias íntimas nos Estados Unidos ao longo dos últimos 15 anos.

Esse tipo de procedimento é realizado por diversos ginecologistas, em conjunto com uma equipe médica especializada.

Baseia-se em um tratamento cirúrgico relativamente simples, porém deve-se ter pleno conhecimento da anatomia pélvica para reconstruir a genitália da melhor forma possível.

Geralmente exige um dia de internação hospitalar e o repouso físico e sexual varia entre 20 a 30 dias. Cerca de 90% das pacientes ficam satisfeitas com os resultados das cirurgias.

Não existem contraindicações absolutas para a realização dessa cirurgia, porém é extremamente adequado salientar que, caso a paciente seja portadora de alguma doença crônica, é fundamental que a mesma se encontre estabilizada.

Além disso, o ginecologista sempre deve avaliar a real necessidade do procedimento cirúrgico. Muitas vezes, a genitália encontra-se normal e a cirurgia não deve ser realizada.

Quais são as 4 cirurgias íntimas mais comumente realizadas pelos ginecologistas?

  • Ninfoplastia
    Tem como objetivo a retirada de pele excedente dos pequenos lábios vaginais, deixando-os menores e simétricos.  Indicada nos casos de hipertrofia dos pequenos lábios, ou seja, quando os mesmos se encontram aumentados ou quando existe uma assimetria (diferença) entre o tamanho dos pequenos lábios (um é maior do que o outro).
    Os pequenos lábios têm a função de proteger a entrada da vagina, dificultando o surgimento de infecções, além de também ajudar na lubrificação do local.
  • Himenoplastia    
    Reconstituição do hímen, popularmente conhecida por ser a cirurgia responsável pela recuperação da virgindade. É muito realizada em pacientes que sofreram abusos sexuais ou que sofrem pressões religiosas devido à questão da virgindade. A cirurgia tem como intuito unir as partes do hímen que se romperam. Geralmente a cirurgia é indicada para mulheres com idade até os 35 anos e que não tenham tido mais do que dois partos normais.
  • Bioplastia genital 
    É um procedimento ambulatorial que utiliza anestesia local e que consiste na injeção de substâncias biocompatíveis na genitália para proporcionar uma melhora do padrão estético. Muito utilizada nos casos de atrofia dos grandes lábios ou resolução dos quadros de flacidez.
  • Peeling vaginal   
    É um tratamento que tem como intuito a renovação da pele, melhorando a elasticidade, hidratação e aumentando a produção de colágeno, podendo ainda clarear a área genital, que envolve a vulva e o ânus.

É importante ressaltar que todos os tratamentos citados acima são problemas estéticos que devem ser discutidos com o seu ginecologista.

Antes de decidir pela realização do mesmo, é fundamental a avaliação do seu médico, pois será ele quem indicará a melhor solução para o seu problema.

 

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