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esponja vaginal

Um método contraceptivo pouco conhecido pela maioria das pacientes que chegam às clínicas de ginecologia é a esponja vaginal ou esponja contraceptiva.

Ela é mais uma alternativa de anticoncepção não hormonal, porém pouco prescrita pelos ginecologistas devido ao seu índice elevado de gestações não planejadas quando utilizada de maneira isolada.

No texto do blog de hoje decidimos abordar um pouco mais sobre esse assunto, pormenorizando a forma como a esponja deve ser utilizada e o seu mecanismo de ação no organismo feminino.

A esponja vaginal consiste em um dispositivo flexível, em formato de disco, ligeiramente côncavo, pouco maior do que um absorvente interno, feito de espuma de poliuretano, que recobre o colo do útero feminino e possui uma alça para facilitar sua colocação e remoção.

Dentro da esponja existe um espermicida chamado Nonoxynol-9 que é liberado no canal vaginal e impede a movimentação adequada dos espermatozoides para dentro do colo do útero.

Além disso, a esponja vaginal também é um método contraceptivo de barreira, sendo alocado ao redor do colo do útero antes da relação sexual, impedindo que os espermatozoides adentrem o útero e, evitando, dessa forma, uma gravidez não planejada.

ginecologia-esponja-vaginalComo a esponja vaginal funciona?

A anticoncepção por meio da espuma vaginal possui um mecanismo bastante semelhante ao do diafragma, pois ambos os métodos recobrem a entrada do colo do útero, impedindo assim, a passagem dos espermatozoides durante a relação sexual.

A esponja torna-se imperceptível, tanto para a mulher quanto para o homem, durante o ato sexual.

Além de realizar a função de barreira, a esponja vaginal possui um espermicida que é liberado ao longo de 24 horas – período aconselhado para manter o contraceptivo.

Essa substância possui a função de paralisar a movimentação dos espermatozoides, impedindo que eles realizem a fecundação do óvulo.

O formato arredondado e levemente aprofundado no centro da esponja auxilia a sua fixação no colo uterino, impedindo que ela se desloque durante a relação sexual.

Diferentemente do diafragma, que possui uma ampla variedade de tamanhos, a esponja vaginal só é comercializada em um tamanho único.

Lembre-se sempre que, antes de utilizar qualquer tipo de método anticoncepcional, é fundamental que você passe em avaliação com o seu médico ginecologista.

esponja vaginal

Como a esponja vaginal deve ser utilizada?

Confira o passo-a-passo para a utilização da esponja vaginal:

  • Higienize as mãos adequadamente;
  • Remova a esponja vaginal da embalagem e molhe-a com duas colheres de sopa de água;
  • Esprema bem a esponja – isso ativará o espermicida que ela contém em seu interior;
  • Encontre uma posição confortável;
  • Insira a esponja no interior da vagina, deslizando-a na parede posterior até alcançar o colo do útero;
  • Certifique-se que o objeto está recobrindo o local completamente.

A inserção da esponja contraceptiva poderá ser feita logo antes da relação ou nas horas que a antecederem. Após inserida, ela garante o efeito contraceptivo por 24 horas, independentemente do número de relações que existirem dentro desse período, porém, deve ser retirada apenas após 6 horas da última relação, sendo importante não exceder um total de 30 horas de uso.

Para removê-la:

  • Higienize as mãos;
  • Procure a alça da esponja com os dedos;
  • Puxe-a para remover a esponja por completo. Caso você perceba que a esponja rasgou no interior do canal vaginal, solicite a avaliação de um médico ginecologista.

Quando utilizada da maneira correta, a esponja vaginal pode garantir eficácia de até 91%, sendo mais indicada para mulheres que nunca tiveram parto por via vaginal.

Entretanto, a esponja vaginal não impede o contato entre os órgãos genitais durante as relações sexuais, não sendo, portanto, eficaz contra as famosas DSTs. Por isso, seu uso deve sempre ser combinado com preservativos, como a camisinha feminina ou masculina, conforme a orientação de um especialista.

Caso uma mulher esteja considerando adotar a esponja vaginal como método contraceptivo, deverá conversar com um ginecologista. Apenas um especialista poderá auxiliá-la da melhor maneira possível nessa decisão.

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