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cuidados pós-parto

O puerpério, também chamado de período pós-parto ou resguardo, pode durar até seis semanas e só é considerado finalizado por especialistas em obstetrícia quando o organismo da gestante já sofreu a involução de todas as alterações promovidas pela gravidez.

É um momento marcado por transformações hormonais e físicas, já que, ao mesmo tempo em que o corpo da mulher se recupera da recente gestação, inicia-se a fase da lactação.

Devido a todas essas alterações, o pós-parto é um período que exige cuidados específicos, independentemente do tipo de parto realizado. Alguns dos principais cuidados do pós-parto são:

Dieta da nova mamãe

É necessário aguardar até o efeito da analgesia utilizada no parto passar para realizar qualquer tipo de ingestão de nutrientes. Os primeiros alimentos deverão ser líquidos ou de fácil digestão, para evitar enjoos e náuseas.

Nos dias que precedem o parto é comum que a dieta da paciente seja equilibrada e de, aproximadamente, 2500 calorias/dia para a manutenção do estado nutricional, auxílio ao retorno do peso de forma saudável, um bom funcionamento intestinal e a correta produção de leite materno.

Pode haver a prescrição de suplementos vitamínicos, principalmente os derivados de ferro – estimular a ingestão dos mesmos por um período de 60 a 90 dias de pós-parto.

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Higiene pessoal no pós-parto

Apenas após a paciente confirmar que se sente devidamente segura e que pode permanecer em pé (com firmeza de pernas e pés), sem nenhum tipo de mal-estar, é permitido que ela tome banho.

O uso de absorvente externo é necessário por cerca de duas semanas após o parto, pois haverá a eliminação de secreções naturais do pós-parto. Os médicos geralmente contraindicam o uso de absorvente interno nesse período devido ao risco do surgimento de possíveis infecções genitais.

Caso a paciente tenha realizado parto normal e tenha sofrido alguma laceração, é recomendado o uso de sabonete neutro para realizar a higiene local.

Os pontos da laceração genital tendem a ser absorvidos pelo próprio organismo em cerca de 10 dias, não sendo necessária sua retirada no consultório médico.

segurança na hora do parto

Função urinária

A primeira micção pós-parto deverá ser espontânea e pode ocorrer em até 8 horas após o parto. Não deve apresentar desconfortos ou ardências (com exceção do parto cesárea, em que a sondagem vesical prévia pode promover um leve desconforto durante as primeiras micções espontâneas) e é normal que, nos primeiros dias, o volume de urina seja maior devido à eliminação de líquidos retidos ao longo da gestação.

Além disso, episódios de incontinência urinária nos dias seguintes ao parto também são normais.

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Função intestinal

Após o parto, a evacuação pode ficar prejudicada pelo receio de sentir dores e, devido a isso e à constipação intestinal que pode persistir após o efeito da analgesia passar, pode demorar alguns dias para as funções intestinais se estabilizarem novamente.

O consumo de fibras é fundamental para auxiliar nessa recuperação. Em alguns casos, os obstetras podem prescrever o fleet enema em ambiente hospitalar para auxiliar a recuperação da motilidade intestinal.

Atividades físicas

Essenciais para recuperar o contorno corporal e o peso que a mulher tinha antes de engravidar, as atividades físicas devem ser retomadas apenas após a autorização do médico obstetra que está acompanhando o caso.

Em média, os obstetras tendem a liberar as atividades físicas após 42 dias de pós-parto – principalmente em casos de puerpério fisiológico e sem alterações significativas.

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Atividade sexual

Após realizada uma série de exames e desde que liberada pelo obstetra, a atividade sexual do casal pode ser retomada. A liberação demora, em média, cerca de 42 dias após a data do parto.

Devido às alterações hormonais pelas quais a mulher passa nessa fase, é preciso ter paciência, visto que a libido pode estar em baixa, causando ressecamento vaginal e medo de sentir dor.

O pós-parto é uma fase de labilidade emocional intensa, tanto devido às mudanças hormonais, quanto às sensações que a maternidade e o período de lactação promovem.

É fundamental realizar o seguimento adequado e, sempre que houver dúvidas ou qualquer alteração inesperada no organismo da nova mamãe, a paciente entre em contato com o médico ginecologista obstetra que a acompanha.

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