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diferença entre mioma cisto e pólipo

Mioma uterino, cisto e pólipo são alterações geralmente benignas que apresentam maior incidência em mulheres durante a idade reprodutiva (período em que ocorre uma grande produção hormonal ovariana).

Por serem extremamente comuns e corriqueiras no cotidiano de muitas mulheres, optamos por redigir esse texto para orientá-las a respeito da diferença entre cada uma dessas alterações.

Vale lembrar que qualquer uma dessas afecções pode gerar quadros clínicos muito semelhantes, tais como sangramento menstrual aumentado ou cólicas abdominais.

Em casos específicos, algumas mulheres podem até mesmo apresentar abortamento ou infertilidade conjugal. Caso você tenha qualquer uma dessas enfermidades, o ideal é solicitar a avaliação de um especialista para prover o melhor tipo de tratamento.

A rotina de exames laboratoriais e de imagem, realizadas em consultório de ginecologia, é o que ajudará a evitar futuros problemas e aumentará as chances de cura no caso de uma identificação precoce.

Em muitos casos, é comum ocorrer o crescimento desses tumores ao longo da vida da mulher e, por isso, o diagnóstico precoce permite uma abordagem mais conservadora (com menor risco para as pacientes).

Mioma

O mioma é um tumor benigno derivado do músculo liso do útero, muito frequente em mulheres com mais de 35 anos de idade.

Ele é mais comum em mulheres com descendência afro-americana e é provável que exista uma predisposição genética para o aparecimento desse tipo de tumor.

O mioma se desenvolve durante a idade reprodutiva devido ao aumento na produção hormonal (mais especificamente devido à produção de estrogênio – típico hormônio feminino), sendo que é comum ocorrer regressão desse tumor após a menopausa.

Ele pode apresentar uma grande variação em seu tamanho e é classificado de acordo com a sua topografia: submucoso (próximo a camada interna do útero), intramural (dentro da camada muscular do útero) ou subseroso (localizado na camada mais externa do útero).

  • Sintomas: a maioria das mulheres portadoras de mioma são assintomáticas. Entretanto, dependendo do tamanho e da localização dos miomas, pode ocorrer sangramento uterino anormal, dor pélvica e até mesmo dificuldade para engravidar. O sangramento ocorre durante a menstruação, promovendo um aumento na duração e na quantidade do fluxo menstrual.

Mioma Uterino

  • Tratamento: depende de uma série de fatores, sendo que o ideal é passar em consulta com o seu ginecologista para
    avaliar, de forma individualizada, o seu caso. Basicamente o tratamento pode ser dividido de três formas: expectante, hormonal ou cirúrgico. Em geral, o tratamento expectante (acompanhamento ultrassonográfico do mioma a cada 6 meses) é realizado em pacientes portadoras de miomas pequenos, sem sintomas e que não desejam engravidar. O tratamento hormonal (medicações a base de progesterona – principalmente DIU medicado) pode ser indicado nos casos de mulheres jovens que apresentam miomas com aumento do fluxo menstrual ou cólicas. O tratamento cirúrgico deve ser indicado no caso de falha dos outros dois tipos de tratamento ou em casos de tumores de grandes dimensões e em topografias inadequadas. Existe atualmente disponível em alguns centros a embolização das artérias uterinas, porém esse tratamento pode gerar algumas complicações, tais como prematuridade em gestação futura ou até mesmo placentação de forma inadequada. A histerectomia (retirada do útero) deve ser reservada em último caso ou apenas quando a mulher tem uma idade mais avançada e não quer se submeter aos outros tipos de tratamentos vigentes.

Pólipopólipos uterinos

O pólipo é caracterizado por ser uma estrutura amolecida e corpulenta, que pode estar presente dentro do corpo do útero (pólipo endometrial) ou no colo do útero (pólipo endocervical). Ele é derivado do crescimento de glândulas endometriais e de estroma (tecido fibrótico que reveste essas glândulas).

Pode ocorrer em qualquer idade, sendo muito comum em mulheres que apresentam sangramento uterino anormal (prevalência entre 10-30%). O pólipo pode aparecer como uma lesão única ou múltipla e seu tamanho podem variar muito (desde milímetros até vários centímetros).

Na grande maioria dos casos, o pólipo é benigno, porém, em cerca de 1-2% dos casos, pode ocorrer uma degeneração maligna (mais comum em pacientes com idades mais avançadas ou usuárias de Tamoxifeno).

Guia completo sobre os pólipos uterinos

Diversos estudos correlacionam a presença dos pólipos com infertilidade. Não se sabe ao certo o motivo pelo qual isso acontece, porém ocorre um aumento no número de gestações em pacientes que realizaram a retirada cirúrgica do mesmo.

  • Sintomas: pode não causar sintomas, porém o mais comum é ocorrer aumento do fluxo ou da duração da menstruação associada a cólicas abdominais. Em alguns casos, a infertilidade pode estar presente. A preocupação a respeito do pólipo aumenta quando ele aparece após a menopausa, pois a chance de transformação maligna é maior, sendo indicado, nesse caso, retirá-lo. Sempre deve ser levantada essa hipótese em mulheres que apresentam sangramento vaginal após a menopausa (além de pensar em câncer de endométrio ou atrofia endometrial).
  • Tratamento: quando o pólipo está localizado no colo do útero (pólipo endocervical), ele pode ser retirado com uma pinça no próprio consultório de ginecologia (sempre devemos enviar o material para biópsia devido ao risco de transformação maligna). Nos casos de pólipos endometriais (dentro do corpo do útero), pode ser realizada a histeroscopia cirúrgica, que consiste na introdução de uma câmera dentro da cavidade uterina com retirada do pólipo sob visualização direta. Em casos de pacientes jovens, assintomáticas e que não desejam engravidar, pode-se optar pela conduta expectante.

Cisto

O cisto de ovário, ao contrário do mioma e do pólipo, normalmente aparece no ovário e pode ter uma taxa maior de malignização. A sua incidência aumenta em mulheres jovens, principalmente entre os 20 aos 35 anos de idade.

Existem diversos tipos de cistos ovarianos, sendo que os mais comuns são os cistos funcionais benignos (que regridem espontaneamente), os teratomas e os endometriomas.

É fundamental que seja realizada uma avaliação ultrassonográfica adequada, com identificação do tamanho e do fluxo de sangue ao redor do cisto.

Além disso, muitos médicos optam pela coleta de exames laboratoriais (chamados de marcadores tumorais) para acompanhar o crescimento de alguns cistos.

  • Sintomas: a maioria das mulheres portadoras de cistos ovarianos é assintomática. Os sintomas tendem a aparecer quando o cisto atinge grandes dimensões, gerando dor e sensação de pressão na região pélvica. O cisto ovariano sempre deve ser avaliado por um especialista em ginecologia devido ao risco de se tratar de alteração maligna ou até mesmo ser um indicativo de endometriose (quando ela acomete o ovário, é comum ocorrer a formação de um cisto chamado de endometrioma).
  • Tratamento: por existirem diversos tipos de cistos ovarianos e múltiplas abordagens de tratamento, a avaliação e conduta para cada paciente devem ser pormenorizadas e específicas.

Muitos tumores benignos não tratados de forma correta podem sofrer transformações malignas. Por isso, a frequência em consultório de ginecologia é fundamental para evitar futuros problemas. Não hesite na hora de cuidar da sua saúde. Faça já a sua avaliação!

 

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2 comentários para “Entenda a diferença entre mioma, cisto e pólipo”

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