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fertilidade

Uma alimentação saudável ajuda no bom funcionamento das funções motoras e cognitivas do corpo humano. No entanto, para o casal que planeja engravidar, essa alimentação ganha uma importância ainda maior, visto que existem determinados alimentos que podem ajudar a estimular o sistema reprodutivo do casal. Em 2009, pesquisadores da Harvard Medical School criaram a chamada “Dieta da Fertilidade”, que demonstrou um aumento nas chances de conceber um bebê de forma saudável e espontânea. Nesse estudo, os pesquisadores propuseram uma forma de reeducação alimentar, substituindo determinados alimentos por outros considerados mais benéficos como, por exemplo, a troca de doces por frutas.

A análise publicada não possui dados estatísticos específicos que comprovem que a dieta seja a única responsável pelo aumento da fertilidade, mas existe comprovação de que ela auxilia na preparação do corpo para uma futura gestação. Segundo avaliação da Sociedade Americana de Reprodução Humana, essa reeducação alimentar deve ocorrer de três meses a um ano antes das tentativas para obtenção da gravidez, porém isso não impede que uma mulher com hábitos de vida saudáveis não possa engravidar com dois ou três meses após aderir ao novo cardápio.

Vale reforçar que, além de ter uma boa alimentação, o casal deve introduzir outros hábitos saudáveis em seu cotidiano, tais como evitar o tabagismo, o uso de drogas e a ingestão de bebidas alcoólicas. O estilo de vida é fundamental para que a fertilização ocorra de forma adequada. Por isso, quando um casal planeja ter um bebê é fundamental que ele reveja alguns pontos.

Uma alimentação saudáveltambém contribuí para:

  • Redução da fadiga;
  • Melhora na qualidade do sono;
  • Diminuição das cólicas abdominais;
  • Melhora do humor;
  • Maior disposição para realizar as atividades cotidianas;
  • Diminuição nos problemas de articulação.

Ao decidir ter um filho é importante consultar um ginecologista para buscar maiores informações sobre essa nova etapa.

alimentação pode ajudar a engravidar

A alimentação masculina também influência na fertilidade?

Ao contrário do que muitos pensam, não é apenas a mulher que deve cuidar da sua alimentação. Para que o homem produza espermatozoides mais saudáveis é necessário que ele também siga uma dieta balanceada.

A ingestão de bebidas alcoólicas pode interferir na produção dos hormônios masculinos, como por exemplo, da testosterona. Portanto, durante o período pré-concepcional é fundamental evitar o consumo desse tipo de bebida. Por outro lado, alimentos com determinadas vitaminas em sua composição podem auxiliar no processo da espermatogênese (produção de espermatozoides), tais como:

  • Vitamina E: ajuda a proteger os espermatozoides de possíveis fragmentações em seu material genético (mutações);
  • Zinco: seu uso está associado a um aumento na concentração de espermatozoides;
  • Vitamina C: é um componente antioxidante que promove uma melhora na movimentação (motilidade) dos espermatozoides;
  • Cromo: fundamental no processo de formação de novas células da linhagem germinativa. Os principais alimentos ricos em cromo são: pão integral, batata, ovo, frango e pimenta verde.

Quais alimentos devem ser evitados?

Não é proibido o consumo de nenhum alimento durante o período de planejamento gestacional, porém é importante que eles sejam consumidos de forma equilibrada e em menor quantidade. Os principais alimentos que devem ser evitados são:

Cafeína
De acordo com a Associação Americana de Gravidez, a cafeína prejudica a capacidade do organismo em absorver ferro e cálcio, além de promover um aumento no número de radicais livres – moléculas que danificam os gametas – dificultando, dessa forma, a concepção. A ingestão recomendada de cafeína por dia não deve exceder 300 mg por dia (geralmente uma xícara pequena de café contém cerca de 90 mg de cafeína).

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Soja e carboidratos refinados   
Pão, macarrão e bolachas feitas com farinha de trigo também precisam de atenção redobrada. Alimentos derivados da soja contêm fitoesterol, que é uma espécie de hormônio de origem vegetal que pode interferir na ação do estrogênio (ele acaba imitando a ação desse hormônio) – hormônio feminino envolvido na ovulação.

Sal e temperos prontos   
O excesso desses componentes pode prejudicar a circulação sanguínea, aumentando a retenção de líquidos (promovendo inchaço) e o desenvolvimento de hipertensão arterial. Além disso, o sal de cozinha contém iodo e, caso seja consumido em excesso, pode aumentar o risco de causar hipotireoidismo no bebê quando ele atingir a vida adulta.

Produtos industrializados e congelados         
Alimentos como hambúrgueres e pizza, por exemplo, devem ser evitados, pois são ricos em sódio e deficientes em vitaminas, sais minerais e antioxidantes, que são essenciais para a fertilidade.

Fertilidade x vegetarianos

Ao decidir ter um filho é importante que o casal passe por um check-up incluindo o acompanhamento de uma nutricionista, especialmente se o casal seguir uma dieta vegetariana ou vegana. Algumas pessoas que seguem esse tipo de alimentação já sabem quais alimentos devem ser substituídos para que haja todos os nutrientes necessários, mas infelizmente isso nem sempre ocorre.

Nos casos das mulheres vegetarianas, por exemplo, é comum encontrar deficiência de zinco – mineral fundamental para a função reprodutiva. Por isso, é importante que a futura mamãe converse com o seu ginecologista e entenda quais são os alimentos essenciais que devem ser ingeridos no intuito de preparar o corpo para uma futura gravidez.

Alimentos que ajudam na fertilidade

Alimentos para fertilidade

A lista é muito ampla e é importante que a paciente que apresente restrições alimentares por problemas alérgicos ou de saúde procure substituí-los. Veja aqui alguns alimentos que ajudam na fertilidade da mulher:

Ácido fólico:
O ácido fólico é muito conhecido pelas futuras e atuais mamães, sendo uma vitamina (vitamina B9) importante tanto para a fecundação quanto para o correto desenvolvimento do sistema neurológico do bebê. Ele deve ser consumido três meses antes (de preferência) até três meses após a gravidez. A vitamina ajuda a melhorar a qualidade dos óvulos, como também na formação do tubo neural do bebê, diminuindo a incidência do surgimento de mielomeningocele (espinha bífida).
Alimentos: amendoim, feijão, laranja, leite, lentilha, ovos, folhas verde-escuras ou determinados vegetais, tais como brócolis ou couve.

Complexo B
As vitaminas do complexo B são fundamentais para a fecundação, pois são elas que auxiliam no equilíbrio hormonal e estimulam a ovulação. Além disso, deve-se dar atenção especial à vitamina B6, pois ela promove uma melhora na fase lútea, sendo de fundamental importância no processo de implantação do embrião.
Alimentos: grão-de-bico, legumes, peixes, carne bovina, aves ou banana.

Vitamina E   
Além de ser antioxidante, o que ajuda a proteger o organismo de possíveis substâncias nocivas produzidas durante o processo de estress oxidativo, ela também melhora as funções do endométrio e do útero.
Alimentos: aveia, aves, grãos integrais, ovos, peixes e nozes.

Ferro
Não só para a fertilidade, como também para a saúde, o ferro é a fonte de vitamina mais importante do corpo. A deficiência deste mineral pode desregular todo o processo de ovulação e promover quadros graves de anemia.
Alimentos: açaí, feijão, carne bovina, cheiro verde, folhas verde-escuras.

Zinco
É tão essencial para o homem quanto para a mulher. Assim como no sexo masculino, o zinco também é fundamental para produzir um gameta feminino (óvulo) mais saudável.
Alimentos: nozes, carne bovina, ostra, feijão.

Os alimentos que ajudam na fecundação devem ser recomendados por uma nutricionista que seja especialista na área, juntamente com um ginecologista, que irá fornecer informações fundamentais sobre como ter uma gestação tranquila e saudável para você e para o seu bebê.

planejando a futura gravidez

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