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Como é realizado o diagnóstico e quais são as opções de tratamento para a endometriose

A endometriose consiste em uma doença inflamatória crônica que ocorre quando parte do tecido endometrial (camada de revestimento interna do útero) implanta-se fora da cavidade uterina. Quando a paciente apresenta suspeita dessa doença, deve-se buscar o auxílio de um especialista em endometriose, visando o diagnóstico precoce e início do tratamento.

Normalmente, o tecido endometrial anômalo localiza-se nos órgãos adjacentes ao útero, tais como ovários, tubas uterinas, alças intestinais ou bexiga. Ainda que seja uma causa recorrente de infertilidade feminina, o desconhecimento a respeito dos sintomas pode causar uma demora no diagnóstico da endometriose.

Quando procurar o auxílio de um especialista em endometriose?

Como os sintomas da endometriose são semelhantes aos de outras doenças ginecológicas, é comum que as mulheres não os relatem ao ginecologista, postergando o diagnóstico e possível tratamento.

Para evitar isso, é indicado procurar um especialista em endometriose caso observe os sintomas descritos abaixo:

  • dores abdominais e cólicas intensas durante o período menstrual;
  • desconfortos e dores pré-menstruais;
  • dor durante as relações sexuais;
  • dores na região pélvica, seja esporádica ou crônica;
  • sangramento menstrual intenso ou irregular;
  • mudanças intestinais ou urinárias durante o período menstrual;
  • dificuldade para engravidar.

Não é necessário apresentar todos os sintomas descritos acima para que um médico especialista seja consultado. Quanto antes for realizada a consulta, maior será a probabilidade de identificar a doença precocemente.

Diagnóstico da endometriose

O histórico ginecológico da paciente oferece alguns indícios importantes para o ginecologista suspeitar sobre o diagnóstico da endometriose, mas ele não é suficiente para confirmar a ocorrência, sendo necessários exames adicionais para confirmar a condição.

Nessas situações, alguns exames podem ser solicitados pelo especialista, tais como:

  • Exame de sangue: o marcador bioquímico CA-125 pode ser utilizado como marcador de recorrência ou piora da endometriose. Ele não deve ser utilizado de forma isolada para diagnosticar essa doença;
  • Videolaparoscopia ginecológica com realização de biópsia: é o exame conclusivo para diagnosticar a doença. Pode ser utilizado tanto para diagnóstico, quanto para tratamento, pois permite que seja feita uma coleta do material para avaliação histológica e permite que as lesões sejam retiradas de forma cirúrgica, promovendo uma melhora no bem estar da paciente;
  • Ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal: exame indicado para elevar a sensibilidade diagnóstica da endometriose, pois permite verificar o sistema reprodutor e se houve comprometimento das alças intestinais;
  • Ressonância nuclear magnética da pelve: esse exame pode ser solicitado para elevar a sensibilidade diagnóstica da endometriose ou de outras doenças ginecológicas, tais como miomatose uterina ou adenomiose.

Tratamento da endometriose

Após a realização do diagnóstico da doença, deve-se avaliar a extensão da mesma e os objetivos da mulher antes de indicar o tratamento mais adequado.

Caso a paciente tenha intenção de engravidar futuramente, um especialista em reprodução humana deverá ser consultado antes do início do tratamento.

Basicamente, o tratamento da endometriose pode ser dividido em duas formas:

Tratamento cirúrgico

A cirurgia para endometriose é capaz de extinguir focos da enfermidade, promovendo uma melhora na qualidade de vida da paciente. A via cirúrgica de escolha é a videolaparoscopia, pois permite uma melhor visualização da cavidade abdominal e tem um período de recuperação mais breve.

Em casos nos quais os órgãos pélvicos adjacentes foram muito afetados pelo tecido endometrial, o especialista pode indicar a remoção dos mesmos, sendo que a decisão deverá ser previamente discutida com a paciente.

Tratamento clínico

É indicado para os casos mais leves da doença (habitualmente endometriose mínima ou endometriose leve). São vários os medicamentos que podem ser prescritos pelo médico, tais como pílulas anticoncepcionais de uso contínuo, progesterona isolada, análogos de GnRH, analgésicos, antidepressivos tricíclicos em baixa dosagem ou anti-inflamatórios. Atualmente, o DIU com levonorgestrel também é uma opção de tratamento.

Esse tratamento apresenta uma taxa elevada de sucesso na amenização dos sintomas, aumentando a qualidade de vida das pacientes ao restringir as ocorrências de dores e mal estar.

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