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A Inseminação Artificial, conhecida também como Inseminação Intrauterina ou pela sigla IIU, é uma das opções de tratamento em reprodução humana.

Considerada uma técnica de baixa complexidade, devido necessitar de menos recursos quando comparada com a Fertilização In Vitro, possui indicações para casos específicos e, quando bem aplicada, pode oferecer boas chances de sucesso.

Como funciona a Inseminação Intrauterina?

A técnica de inseminação artificial consiste na introdução dos espermatozoides do parceiro, que são coletados por meio de masturbação, em laboratórios de reprodução humana, dentro da cavidade uterina.

Após o sêmen ser coletado, a amostra é processada no laboratório, para selecionar os espermatozoides que apresentam melhor motilidade (movimentação mais rápida e progressiva), o que pode demorar até duas horas.

O processamento seminal, com seleção dos melhores espermatozoides, e a introdução dos espermatozoides diretamente na cavidade uterina, auxiliam o encontro dos espermatozoides com o óvulo liberado pela paciente na região da trompa uterina, aumentando, assim, as chances de ocorrer a fecundação e, portanto, a gravidez.

Além disso, realiza-se um estímulo ovariano por meio de medicamentos hormonais, que podem ser injetáveis, orais ou uma combinação de ambos.

A decisão pela quantidade de hormônios que será utilizada é tomada antes do tratamento, após a realização dos testes de reserva ovariana. A intenção do estímulo ovariano é que a mulher ovule mais do que um óvulo no ciclo de tratamento, idealmente dois ou três óvulos.

É possível estimar o número de óvulos que será ovulado no tratamento por meio do controle de ultrassom, que é realizado na primeira etapa do tratamento.

Quando os folículos estiverem com tamanho ideal, e o número de dias de estimulo ovariano adequado for atingido, disparamos a ovulação com um medicamento hormonal injetável chamado hCG. Esse hormônio promoverá a rotura dos maiores folículos entre 36 a 42 horas após a aplicação do hCG.

Desse modo, quando os folículos estiverem com tamanho esperado, é agendado o horário da inseminação no laboratório e, somente após, é decidido o horário do disparo da ovulação com o hCG.

Vale lembrar que cada folículo possui, no máximo, um óvulo. Portanto, é possível estimar se o risco de gravidez múltipla é alto ou não pela contagem do número de folículos que, possivelmente, romperão após o uso do hCG.

Quando a Inseminação Artificial é indicada?

Um casal passa a ser considerado infértil após manter relações sexuais frequentes, sem o uso de métodos anticoncepcionais, durante um período de, aproximadamente, um ano e não consegue obter gestação. Nos casos em que a mulher possui mais de trinta e cinco anos, esse tempo deve ser reduzido a seis meses de tentativas.

Ao suspeitar que existe algum problema relacionado à fertilidade conjugal, o casal deve buscar o auxílio de um especialista em reprodução humana, que irá solicitar uma série de exames para ambos os parceiros a fim de identificar a verdadeira causa da infertilidade. Somente após a avaliação dos resultados das análises, o especialista orientará ao tratamento ideal.

A IIU é mais frequentemente indicada nos casos de:

  • Mulheres que têm problemas relacionados à ovulação, pois, com a IIU, elas poderão realizar o estímulo ovariano, corrigindo a disfunção ovulatória;
  • Pacientes que apresentam alterações do colo uterino que dificultam a passagem dos espermatozoides, tais como cicatrizes ou estreitamentos causados por procedimentos cirúrgicos anteriores ou infecções;
  • Alguns fatores de infertilidade masculina, para homens que apresentam alterações leves no resultado do espermograma (exame que avalia a quantidade/qualidade dos gametas masculinos), tais como diminuição na contagem ou na mobilidade dos espermatozoides;
  • Homens que têm dificuldades com a ereção ou a ejaculação durante a relação sexual. como, por exemplo, homens que apresentam ejaculação retrógrada (situação na qual os espermatozoides vão para a bexiga durante o orgasmo). Nesses casos, os espermatozoides podem ser extraídos da urina e utilizados para inseminação artificial.

No entanto, apenas o especialista em reprodução humana poderá confirmar se a técnica é a ideal para o caso, por mais que o quadro do casal se encaixe em algum dos mencionados, pois existem outras condições que podem influenciar na escolha do tratamento, como a idade da mulher e as expectativas do casal em relação ao sucesso do tratamento.

Fiz uma Inseminação Artificial e não engravidei. Isso significa que devo fazer uma Fertilização In Vitro?

Não. Uma nova tentativa de inseminação pode ser proposta nesse caso. O procedimento de inseminação artificial é um tratamento de baixa complexidade que aumenta as chances de sucesso da gravidez naquele ciclo específico de tratamento.

Isso ocorre porque o número de óvulos que foram liberados é aumentado e há o processamento seminal, que serve para melhorar as condições dos espermatozoides no momento da inseminação.

Se o ciclo de tratamento não resultou em gravidez, não significa que futuras tentativas não possam ter sucesso. Na realidade, vários especialistas e centros no mundo utilizam a taxa acumulada de 3 a 5 ciclos de tratamento de inseminação (principalmente para mulheres com menos de 35 anos) antes de rediscutir a estratégia de tratamento com o casal.

Por exemplo, um casal que teve insucesso em uma primeira tentativa de IIU, porém em uma segunda tentativa IIU, conseguiu atingir a gravidez.

O caminho proposto pelo especialista em reprodução humana para esse casal possivelmente já estava certo desde o primeiro momento e, desde que todas as condições necessárias estivessem presentes, esse casal já estava trabalhando com chances aumentadas de gravidez.

Infelizmente, no primeiro momento a gravidez não ocorreu e, por mais que sejam criadas condições favoráveis para a gravidez acontecer, existem fatores para os quais não conseguimos ter controle nesse tratamento, tais como embriões aneuplóides (com alteração genética). Nesses casos, a própria natureza não permitiria a gravidez de evoluir.

Por isso, os casais que realizaram um tratamento de inseminação intrauterina e não atingem a gravidez devem discutir com o médico se é válida uma nova tentativa.

Alguns casais decidem tentar mais uma vez e outros optam por um tratamento que ofereça mais chances de sucesso, tal como a Fertilização In Vitro (basicamente por trabalhar com um número maior de óvulos e permitir maior controle sobre os passos que envolvem a gravidez).

Cada caso deve ser individualizado e muito bem discutido com o casal. Vários fatores devem ser considerados antes da escolha do caminho.

Uma relação de confiança entre o casal e o médico especialista em reprodução humana é essencial para que o trabalho tenha o desfecho favorável da gravidez.

Converse sobre suas expectativas e outros sentimentos que possam estar envolvidos no decorrer do tratamento. Algumas situações exigem persistência e podem exigir um trabalho mais elaborado de ambas as partes (médico e pacientes), mas com uma recompensa fantástica.

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