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Como é o tratamento para o pólipo uterino

O pólipo uterino consiste em uma protuberância identificada na camada mais interna do útero. Na maioria das vezes, ele é diagnosticado por meio de exame ginecológico de rotina.

Apesar de, na grande maioria dos casos, não ser considerado uma lesão maligna, os ginecologistas orientam que seja realizado um tratamento para a redução do pólipo ou, até mesmo, a remoção cirúrgica do mesmo.

Quando diagnosticado no interior da cavidade uterina, o pólipo é chamado de endometrial. Quando ele está localizado no canal cervical da paciente (colo do útero), ele é chamado de pólipo endocervical.

Além dessa diferença, o pólipo uterino ainda pode ser único ou múltiplo, mas o seu aspecto é sempre amolecido e corpulento e a forma de tratamento pode variar de acordo com cada caso.

Como o pólipo uterino pode ser tratado?

É raro o diagnóstico de pólipo uterino em pacientes que se encontram no período pré-puberal. Sua incidência aumenta conforme o avançar da idade e ele é mais prevalente entre os 50 aos 70 anos de idade – fase na qual a mulher já se encontra na menopausa e não apresenta mais atividade ovulatória (produção hormonal ovariana). No entanto, existem casos de pólipos uterinos identificados durante o período reprodutivo da mulher.

Por isso, o tratamento do pólipo uterino deve ser realizado de forma individualizada, respeitando a história clínica da paciente, seu desejo reprodutivo e as características clínicas do pólipo (localização, tamanho e formato).

Dessa forma, apenas o ginecologista poderá avaliar o melhor tipo de tratamento para cada caso.

As principais condutas para o tratamento dos pólipos uterinos são:

  • Conduta expectante – acompanhamento clínico;
  • Tratamento medicamento;
  • Polipectomia histeroscópica (remoção do pólipo uterino por histeroscopia);
  • Histerectomia (retirada cirúrgica do útero).

Entenda melhor cada um deles:

Tratamento medicamentoso e acompanhamento do pólipo uterino

É um tratamento indicado para as pacientes que não apresentam futuro desejo reprodutivo e que não têm sintomas correlacionados com a presença dos pólipos.

O ginecologista pode orientar a administração de medicamentos que, na maioria das vezes, possuem o objetivo de suprimir a ação hormonal no organismo da paciente e, dessa forma, reduzir ou impedir o avanço do pólipo uterino ou optar pelo controle semestral ultrassonográfico do pólipo uterino (chamado de conduta expectante).

Contudo, se dentro de um período a paciente apresentar sintomas clínicos, aumento ou alteração das características do pólipo, o ginecologista deverá indicar outra opção de tratamento.

Remoção do pólipo uterino por histeroscopia (polipectomia)

Nesse procedimento não é realizada nenhuma incisão na paciente, visto que a histeroscopia é um procedimento endoscópico que permite a visualização do interior da cavidade uterina da paciente por meio de uma microcâmera acoplada ao histeroscópio, equipamento que é introduzido pelo colo do útero da paciente.

Com a paciente devidamente anestesiada e sob efeito de sedação, o ginecologista realiza a introdução do material de trabalho pelo canal cervical da paciente e o pólipo é, então, removido cirurgicamente.

O período de recuperação é curto, sendo que a paciente pode retornar às atividades após 24 horas do procedimento. Por isso, a histeroscopia cirúrgica é considerada o tratamento mais seguro e é o mais frequentemente indicado pelos ginecologistas.

Retirada cirúrgica do útero (histerectomia)

A remoção completa do útero da paciente é uma técnica indicada para pacientes que já se encontram na menopausa ou, até mesmo, mulheres que ainda se encontram na idade reprodutiva, mas que não possuem mais o desejo reprodutivo.

Como esse procedimento é mais invasivo, ele é indicado apenas em casos mais específicos.

A decisão do tratamento ideal para o pólipo uterino deverá ser avaliada pelo ginecologista, levando em consideração a opinião da paciente, sua avaliação clínica e o seu estado de saúde.





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