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Câncer de mama - BedMed

A Organização Mundial da Saúde estima que, por ano, ocorram mais de 1.050.000 casos novos de câncer de mama em todo o mundo, o que o torna o câncer mais comum entre as mulheres.

No Brasil, o câncer de mama é o que mais causa mortes entre as mulheres. Trata-se de uma doença tratável. A detecção precoce é a chave para o sucesso no tratamento.

Sintomas do câncer de mama

Geralmente o primeiro sintoma é um nódulo, geralmente o câncer de mama não dói. Podem-se notar também deformidades da mama, retrações na pele ou saída de conteúdo sanguinolento pelo mamilo.

Fatores de risco 

A idade constitui o principal fator de risco com aumento rápido da incidência com o aumento da idade. História familiar é um importante fator de risco especialmente se um ou mais parentes de primeiro grau (mãe ou irmã) foram acometidas antes dos 50 anos de idade.

A menarca precoce (idade da primeira menstruação), a menopausa tardia (após os 50 anos de idade), a ocorrência da primeira gravidez após os 30 anos e a nuliparidade (não ter tido filhos), constituem também fatores de risco para o câncer de mama.

Amamentar, principalmente por um tempo longo, um ano ou mais somado todos os períodos de amamentação, pode diminuir o risco do câncer de mama.

Diagnóstico precoce

O diagnóstico precoce está diretamente relacionado com o prognóstico. Através do diagnóstico precoce é possível realizar tratamentos menos agressivos e com maiores chances de sucesso no tratamento.

As ferramentas para o diagnóstico precoce são: o auto-exame, o exame médico com ginecologista ou mastologista e os exames complementares.

O auto-exame

O objetivo fundamental do auto-exame é fazer com que a mulher conheça detalhadamente as suas mamas, o que facilita a percepção de quaisquer alterações, tais como pequenos nódulos nas mamas e axilas, saída de secreções pelos mamilos, mudança de cor da pele, retrações, etc.

O auto-exame de mamas deve ser realizado mensalmente por todas as mulheres a partir de 20 anos de idade, cinco a sete dias depois do início da menstruação, quando as mamas se apresentam mais flácidas e indolores. Após a menopausa, deve-se definir um dia do mês e realizar o exame sempre com intervalo de 30 dias.

Como fazer o auto-exame

1- De frente para o espelho verifique se existem áreas de saliência ou retração, feridas, mudança de coloração ou textura da pele ou mamilo.

2- Faça movimentos com os braços, para cima e para baixo procurando principalmente áreas de retração que aparecem com o movimento.

3- Deitada coloque o braço atrás da cabeça. Com a mão oposta, apalpe os lados e a região central da mama.

4- Com a ponta dos dedos, faça movimentos no sentido de avaliar os tecidos mamários e a eventual presença de nódulos (caroços). Repita os mesmos movimentos na outra mama.

5- Apalpe as axilas procurando nódulos (caroços).

6- Aperte delicadamente um dos mamilos para detectar secreções, principalmente se forem sanguinolentas. Repita o mesmo movimento com o outro mamilo.

Quando procurar o Ginecologista ou Mastologista

Sempre que encontrado alguma alteração na mama você deve procurar um médico. Mesmo que não encontrado alterações é necessário que um médico especialista (ginecologista ou mastologista) examine suas mamas ao menos uma vez ao ano.

Mamografia

A mamografia é uma radiografia das mamas. Só a mamografia permite detectar alterações mínimas e revelar nódulos que não são perceptíveis à palpação.

Quando realizar a Mamografia

Deve-se sempre realizar a mamografia sempre que encontrado qualquer alteração durante o exame do médico especialista.

Está indicado mamografia de rotina para todas as mulheres acima dos 50 anos, pelo menos uma vez a cada dois anos e se possível anualmente.

Para as mulheres com fatores de risco para câncer de mama deve-se realizar a primeira mamografia aos 35 anos de idade.

Tratamento

O tratamento do câncer de mama consiste em cirurgia, quimioterapia e radioterapia a depender do tipo de câncer de mama e do estágio que este se encontra.

Conclusão

O Câncer de mama é o tipo de câncer de maior mortalidade entre as mulheres nos dias de hoje e por isso a importância do diagnóstico precoce.

Vale lembrar que com o diagnóstico precoce é possível realizar tratamentos menos agressivos e com maiores chances de sucesso.

Por isso é importante que a mulher se preocupe com sua saúde e procure um médico ginecologista para rotina e em caso de qualquer alteração.

Texto escrito pelo Dr. Fabio Ohara

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