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Anticoncepção - Esclarecendo a pílula anticoncepcional - BedMed

A pílula anticoncepcional começou a ser elaborada no ano de 1921, por meio de estudos com animais de experimentação.

Conforme os estudos foram progredindo, as formulações foram se diferenciando e a taxa de efeitos colaterais foi reduzindo, sendo que em 1960, a pílula começou a ser utilizada pela população.

Atualmente, a pílula anticoncepcional é o método contraceptivo mais indicado pelos médicos ginecologistas, principalmente devido a sua eficácia e facilidade de uso.

Trata-se de um comprimido que tem como base a combinação de versões sintéticas de hormônios já presentes no organismo feminino (estrogênio e progesterona, na maioria dos casos), que inibem a ovulação, evitando uma gravidez indesejada.

Existem pílulas que podem ser utilizadas de maneira cíclica (com pausa de 4 ou de 7 dias) ou contínua (sem pausa entre as cartelas), sendo que a eficácia contraceptiva teórica entre elas é a mesma.

A paciente sempre deve ser interrogada com relação ao desejo de menstruar ou não antes de se optar pela introdução de qualquer tipo de pílula.

Quais são os tipos de pílulas anticoncepcionais existentes?

Com o avanço da medicina, surgiram as pílulas anticoncepcionais feitas de hormônios bioidênticos, compostos por estruturas químicas e moleculares similares às dos hormônios produzidos naturalmente pelo organismo feminino.

Essas pílulas podem auxiliar às funções hormonais, como regular o ciclo menstrual, por exemplo, além de promover a anticoncepção.

Dentre os tipos de pílulas existentes, os que são mais receitados pelos ginecologistas são:

  • Pílula monofásica: é o comprimido anticoncepcional mais utilizado pelas mulheres. Possui a mesma dosagem de estrogênio e progesterona em todas as pílulas da cartela. Seu uso é iniciado entre o primeiro até o quinto dia do ciclo menstrual e vai até o final da cartela, pausando por quatro ou sete dias (a depender da formulação do método) antes de iniciar uma nova cartela. Apesar da eficácia teórica ser a mesma entre as formas de uso do contraceptivo, a pausa mais curta (de 4 dias) parece estar associada a maior eficácia contraceptiva, pois o risco de esquecimento é menor.
  • Pílula multifásica: também é um método constituído por estrogênio e progesterona, porém as pílulas da cartela apresentam dosagens diferentes dos hormônios a depender do dia do ciclo menstrual. Essas pílulas acabam imitando o ciclo menstrual regular com suas variações hormonais. Isso pode ser evidenciado por meio da coloração diferente entre os comprimidos da cartela. Devido a isso, a ordem da ingestão desses comprimidos deve ser respeitada.
  • Minipílula: chamada também de pílula sem estrogênio, a minipílula possui apenas progesterona em sua fórmula e é indicada por ginecologistas obstetras para mulheres em período de amamentação que não desejam uma nova gravidez. Seu uso é contínuo e diário. Vale lembrar que a pílula de progesterona isolada contendo 75 microgramas de desogestrel inibe a ovulação da mesma forma que uma pílula combinada (contendo estrogênio e progesterona em sua composição), independente da paciente estar ou não amamentando.

Como a pílula anticoncepcional funciona?

A forma de ação de cada um dos tipos de pílula anticoncepcional citados anteriormente depende especificamente da ação dos hormônios presentes nas fórmulas.

Contudo, todos os tipos de comprimidos possuem o objetivo principal de inibir a ovulação.

Ao utilizar corretamente a pílula, o amadurecimento do óvulo e, consequentemente, a saída dele por meio do rompimento do folículo ovarino são impedidos, evitando assim, que exista o encontro entre o óvulo e o espermatozoide e que haja a fecundação.

Os hormônios presentes na pílula anticoncepcional podem também causar o engrossamento do muco cervical, que pode impedir a passagem dos espermatozoides pelo colo do útero, impossibilitando uma possível fecundação.

A progesterona também pode exercer um efeito de atrofia na camada interna de revestimento do útero, chamada de endométrio. Dessa forma, isso impossibilita a implantação do embrião dentro do útero.

O uso de cada tipo de pílula, bem como a melhor opção de comprimido, deve ser orientado por um especialista em ginecologia, que avaliará os hábitos da paciente e as condições gerais de saúde dela para então receitar um método contraceptivo específico.

Portanto, caso esteja considerando a hipótese de alterar o método contraceptivo ou iniciar a utilização do mesmo, procure a orientação de um médico especializado.

Nunca inicie o uso de pílulas anticoncepcionais por conta própria ou pela indicação de amigas. Cada caso merece atenção individualizada.





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